Estrolabio

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O Estrolabio está de aniversário

Mensagem  cdurão em Dom Maio 08, 2011 12:45 am

parabéns! http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1355792.html (surpresa!)

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Iberismo? Não, obrigado! (1), por Carlos Loures

Mensagem  cdurão em Seg Maio 09, 2011 8:41 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/tag/carlos+loures (obrigado, Carlos!)

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Iberismo? Não, obrigado! (1), por Carlos Loures

Mensagem  Pedro Godinho em Seg Maio 09, 2011 4:23 pm

E não vai ser preciso esperar muito pela parte 2, que em princípio sai amanhã.
Apertas.

Pedro Godinho

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Ter Maio 10, 2011 4:11 am

enquanto esperamos, eis nova entrega de wiki-faq AGAL (10): http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1341155.html

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Iberismo? - Não, obrigado! (2), por Carlos Loures

Mensagem  cdurão em Ter Maio 10, 2011 9:42 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1401832.html ("Somos um dos estados mais antigos do mundo - o estatuto autonómico de Castilla-La Mancha? Nem a brincar.")

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Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (11)

Mensagem  cdurão em Sex Maio 13, 2011 5:01 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1341219.html

"Teredes reparado que alguns reintegracionistas utilizam as terminaçons em -çom e outros o til de nasalidade -ção ou que alguns usam a morfologia verbal comum com o resto da lusofonia (eu fiz, eu posso) enquanto outros usam formas galegas (eu figem, eu podo)"

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O estado autonómico Espanhol

Mensagem  cdurão em Sex Maio 13, 2011 6:27 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1414596.html

"O estado autonómico Espanhol - alerta para os perigos da regionalização portuguesa-por Luis Moreira
O estado espanhol reproduziu-se por 17 vezes. Esta reprodução equivale a uma multiplicação por 17 parlamentos regionais, 17 presidentes de executivos regionais, 17 provedores de Justiça, 17 orgãos sociais...

Agora sem dinheiro, em plena crise vêem-se todos os defeitos de um modelo de país rico, quando havia dinheiro só se viam as virtudes. Os serviços da saúde, educação e Serviços sociais foram centrifugados pelo estado central e representam cerca de 60 a 70 por cento dos orçamentos das comunidades autonómicas.

Pouco fidedigno é o desempenho das classes políticas regionais, o que leva a que 54% dos espanhóis já defendam a revisão do modelo autonómico e o pessoal político é já a terceira preocupação dos contribuintes espanhóis.

A descentralização política foi feita para garantir pacificamente a transição democrática. As virtudes estiveram principalmente no corte com o poder centralizador do estado franquista e com uma politica de proximidade Mas a vontade política não foi nenhuma para garantir a constituição de um estado federado, face às reinvindicações separatista do País Basco, Galiza, Catalunha e Navarra.

Como se vê nenhuma das razões dos sucessos e dos insucessos espanhóis tem alguma coisa a ver com a realidade Portuguesa. Somos um país pobre, não temos problemas de divisões regionais, as experiências de autonomia da Madeira e dos Açores não se reproduzem no continente, a criação de novas castas políticas são, de todo, de evitar.

Descentralizar, na base do poder autárquico com uma rica história de proximidade com as populações, é de prosseguir e é desejável, mas não a criação de regionalismos que nada têm a ver com a realidade portuguesa e, que, financeiramente, seria um verdadeiro desastre.

Não se criem artificialmente problemas !
"

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Ter Maio 17, 2011 5:19 am

O Estrolabio honra-nos hoje com duas entradas:

"Dia das Letras Galegas – por Carlos Loures": http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1436297.html

e "Sempre Galiza! – 17 de Maio é o Dia das Letras Galegas. É hoje!": http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1435300.html

por ambos: grande obrigado! mas quero comentar brevemente a perplexidade de Carlos Loures; primeiro, o que ele diz:

"Faço uma incursão no território do Pedro Godinho e do seu Sempre Galiza!. Hoje, Dia das Letras Galegas, comemorando o lançamento em 17 de Maio de 1863 da primeira edição de Cantares Galegos, de Rosalía de Castro, a Real Academia Galega decidiu dedicar as comemorações de 2011 à figura e à obra do poeta Lois Pereiro.

Sem contestar a valia da obra de Lois Pereiro (que não conhecia), não posso deixar de lamentar que, por mais um ano, Ricardo Carvalho Calero tenha sido preterido. Como não recebi resposta à questão que levantei em 30 de Outubro, quando do Centenário de Ricardo Carvalho Calero, volto a colocá-la, transcrevendo alguns trechos desse artigo, em que lamentando que, ano após ano, Carvalho Calero seja posto de parte, acrescentava: «Porque é inacreditável que ainda não tenha sido escolhido. Na realidade para quem, como eu, está analisando a questão de fora, tendo apenas os dados disponíveis a toda a gente, torna-se incompreensível que a um homem como Ricardo Carvalho Calero que, inclusivamente, foi indigitado como presidente da Real Academia Galega, seja negada a homenagem que desde há dez anos lhe é proposta. Porquê?

Será que a Real Academia é real e académica, mas se esquece de ser Galega? Como pode negar dez vezes, ano após ano, a um dos filhos mais ilustres da sua Nação uma honra que obviamente merece? Defenderá a Real Academia Galega o castrapo e não, como Ricardo Carvalho Calero sempre fez, o galego puro, genuíno e provindo das mais profundas raízes da história do seu povo? Peço perdão se estou a ser injusto, sou um estrangeiro, não tenho talvez o direito de fazer a pergunta nestes termos. Quando e se me for dada uma resposta convincente, saberei pedir as devidas desculpas. Até lá, perguntarei, uma, mil, um milhão de vezes – Porquê?»

Homenageando um poeta, cujos méritos não contesto, muito mais jovem (morreu em 1996 com 38 anos, sendo de publicação póstuma uma parte substancial da sua obra), não estará a Real Academia dando-nos o recado que Carvalho Calero nunca será escolhido? Ao menos que haja a coragem de nos dizer porquê. O silêncio também será uma eloquente resposta. Eloquente, mas cobarde."

Pois é; eu não sei se serei malicioso de mais, mas não me parece casualidade que a RAG (a "real" academia presidida por um marxista) ignore Carvalho Calero, como tb ignora Guerra da Cal, que têm em comum, além dum claríssimo posicionamento linguístico que derruba toda a "filoloxía" galega instaurada pelo franquismo na nossa Terra, mas tb o facto de terem empunhado as armas contra o fascismo espanhol aquando a insurreição militar-fascista do 1936; Lois Pereiro, cujos méritos não nego, naturalmente, foi, em palavras de quase todos os seus apologetas, um "punkie"; será então que ao Estado Espanhol não faz mal um punkie mas sim um reintegracionista?

Dá para pensar... em todo o caso, mais uma vez obrigado e feliz Dia das Letras Galegas (há por toda a Terra atos de homenagem a Carvalho Calero e Guerra da Cal: afinal, os novos não se deixam enganar)

abraço

Carlos

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Na Galiza, os novos não se deixam enganar - por Carlos Loures

Mensagem  cdurão em Qua Maio 18, 2011 6:14 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1440832.html

"O realismo, o pragmatismo, o despir as nossas convicções do manto de utopia que às vezes as envolve - o «sejamos realistas» - leva, por vezes, a que atraiçoemos o que de melhor em nós existe - a capacidade de acreditar que o difícil pode ser conseguido. Que as utopias de hoje podem ser a realidade de amanhã."

(obrigado, Carlos...)

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Re: Estrolabio

Mensagem  Isabel em Qua Maio 18, 2011 7:34 am


Venho de ler o que deixaste, Carlos, e de pôr dous comentários no Estrolabio. Esse diálogo vosso está a ser muito interessante. Abraço.
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Isabel

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Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (12) : Questões linguísticas – Teoria – Para saber mais

Mensagem  cdurão em Sex Maio 20, 2011 4:47 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1341508.html

"A questom sobre o modelo culto da língua galega tem gerado um bom número de estudos, alguns dos quais som acessíveis na rede. Sem pretendermos ser exaustivos, coletamos aqui um feixe de ligações interessantes para quem quiger aprofundar neste tema"

(é útil para a consulta; noto,aqui, claro, a ausência da AGLP, mas isso vai no pendor "académico"-aquisitivo de quemj faz as escolhas)

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Sempre Galiza! - Letras Galegas: Guerra da Cal, Carvalho Calero, Lois Pereiro

Mensagem  cdurão em Ter Maio 24, 2011 5:50 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1465589.html

mais uma vez, o Estrolabio dedica um generoso espaço à Galiza, desta vez ao Dia das Letras; impossível extratar: é ler a abundante informação; lembremos aqui que é dirigida a um público português, o qual para nós é ainda mais de agradecer; obrigado tb a Pedro Godinho, que coordenou

(Guerra da Cal, cuja foto inicia a reportagem, foi chamado "homem de três corações"... como era verdade: tinha um na sua Galiza, outro no Brasil, e outro em Portugal, que generosamente o acolheu e onde, como ele dizia, "deixou a carcaça"... mas ele continua e continuará aqui connosco)

Carlos

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Re: Estrolabio

Mensagem  Isabel em Ter Maio 24, 2011 4:24 pm

cdurão escreveu:lembremos aqui que é dirigida a um público português, o qual para nós é ainda mais de agradecer; obrigado tb a Pedro Godinho, que coordenou


Muito de agradecer. São os melhores na rede. Ninguém informa tanto e tão bem da Galiza como eles. Obrigad@s.
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Isabel

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Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (13) : Questões linguísticas – Normas

Mensagem  cdurão em Sex Maio 27, 2011 7:09 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1341710.html

"a norma padrom, quer oral quer escrita e seja qual for o registo, é aquela que se sobrepom às outras variedades lingüísticas, usando-se em ámbitos mais amplos do que as outras" (é o que lhe havia que dizer a quem isso assim grafou, mas calo...)

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Re: Estrolabio

Mensagem  Pedro Godinho em Sex Maio 27, 2011 8:16 am

Isabel escreveu:
cdurão escreveu:lembremos aqui que é dirigida a um público português, o qual para nós é ainda mais de agradecer; obrigado tb a Pedro Godinho, que coordenou


Muito de agradecer. São os melhores na rede. Ninguém informa tanto e tão bem da Galiza como eles. Obrigad@s.

Não há o que agradecer, fazêmo-lo com gosto.
E, como é costume dizer, "quem corre por gosto não se cansa".

Pedro Godinho

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Sempre Galiza! – Lois Pereiro: poeta galego-punk ou vice-versa

Mensagem  cdurão em Ter Maio 31, 2011 4:55 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1493804.html

"Iniciámos a publicação de textos relativos aos autores que têm vindo a ser anualmente distinguidos no Dia das Letras Galegas: Rosalia de Castro (1963), Daniel Castelão (1964), Eduardo Pondal (1965).

Interrompemos, momentaneamente, aquela sequência para dar lugar ao distinguido este 17 de Maio de 2011: Lois Pereiro."

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Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (14) : Questões linguísticas – Normas

Mensagem  cdurão em Sex Jun 03, 2011 6:23 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1342161.html

só vou comentar brevemente este parágrafo, porque receio que os leitores afastados da nossa problemática poderiam perder uma preciosa perspetiva (ou seja: o tempo...):

"Se bem que antes de 1982 fossem várias as propostas normativas de tendência reintegracionista (como as de Martinho Montero, Valentim Paz Adrade ou as oficiais entre 1980 e 1982 de Carvalho Calero), foi a partir deste ano que se popularizárom várias codificaçons propositadamente alternativas às normas ILG-RAG: as normas da AGAL, em forma de Estudo Crítico em 1982 e de Prontuário em 1985, as da AS-PG e as diferentes variantes dos chamados mínimos reintegracionistas."

e lembro que, por esses anos, fundaram-se tb a Associação de Amizade Galiza-Portugal (pouco antes) e as Irmandades da Fala (pouco depois), ambas de clara orientação lusófona, sem as reviravoltas que ainda caraterizam à Agal (cujos membros foram e são, por disciplina não reciprocada); e que o Prontuário das IF foi publicado no 1984, não o esqueçamos, como parece querer esquecer o autor desse parágrafo;

enfim, são velhas histórias, tenham paciência os leitores lusófonos, mas a ponta de lança do reintegracionsimo, da AAG-P, IF e Agal, a que participou com honra nas sessões de redação dos Acordos Ortográficos do 1986 (Rio) e 1990 (Lisboa) cristalizou finalmente na Academia da Língua Portuguesa, que aceitou a reintegração total, com todas as consequências, ortográficas, morfológicas e fonológicas; é algo que o autor propositadamente ignora;

saudinha!

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Re: Estrolabio

Mensagem  Isabel em Sex Jun 03, 2011 7:27 am


Pedro, o Carlos tem razão. Esse parágrafo podia incluir aquilo que deixou de incluir... Já sei que vocês reproduziram só o que acharam na web. Mas o Carlos tem razão. Que se modifique o que se tenha de modificar...

Carlos, tu também podias enviar-lhes a modificação à AGAL e pedir que mudassem esse parágrafo, ou não?
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Isabel

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Sex Jun 03, 2011 7:44 am

sim, Isabel, mas, como diz o António: lasciate ogni speranza! isso já lhe (pois é uma pessoa...) foi dito e redito múltiplas vezes, nada a fazer; felizmente a "gente nova" da própria Agal já "passa" dessa "normativa" oficialesca (porque o inconfessado desejo dessa pessoa é passar a ser tão normador neste curruncho como o Lorenzo);

e felizmente tb (e é o que mais importa), a AGLP tem hoje as pessoas de mais valia (interprete-se como se quiser), que dão generosamente tudo de si, sem querer "normar" ninguém, e têm o futuro nas suas mãos

bem hajam!

Carlos

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Re: Estrolabio

Mensagem  Pedro Godinho em Sab Jun 04, 2011 3:48 pm

Isabel escreveu:
Pedro, o Carlos tem razão. Esse parágrafo podia incluir aquilo que deixou de incluir... Já sei que vocês reproduziram só o que acharam na web. Mas o Carlos tem razão. Que se modifique o que se tenha de modificar...

Carlos, tu também podias enviar-lhes a modificação à AGAL e pedir que mudassem esse parágrafo, ou não?


Aprender sempre.
Incluí o seguinte comentário na entrada ( http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1342161.html?view=1907665#t1907665 ):

De pedro godinho a 4 de Junho de 2011 às 22:42
Para permitir aos leitores do Estrolabio um melhor conhecimento da problemática da língua na Galiza temos vindo a publicar extractos da wiki-faq do reintegracionismo da AGAL – Associação Galega da Língua.
Não sendo filólogo ou especialista na história da Galiza e da sua língua, este caminho faço-o caminhando.
Assim, pelo seu interesse transcrevo abaixo a nota de Carlos Durão no portal/fórum "A nossa língua - foros da lusofonia" (http://anossalingua.forum-livre.com/t90p60-estrolabio#1796), sobre esta entrada, que bem merece a leitura.

[segue a transcrição da nota do Carlos]

Pedro Godinho

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Dom Jun 05, 2011 12:55 am

Muito obrigado, Pedro; sei que não é fácil desde outro Estado compreender pelo miúdo estas movimentações, que até podem parecer caprichosas; mas tudo tem a sua história, e o Estrolabio está a ajudar valentemente a pô-la em perspetiva;

com efeito, nessas associações que mencionei, AAG-P, AGAL, IF, AGLP, e alguma outra, como a AS-PG (Associação Sócio-Pedagógica Galega), estão/estamos/estivemos bastantes dos que levamos adiante este "quixotesco" projeto, de reunir o que foi desunido por intereses dinásticos (e não só); acontece, como quase sempre nestes movimentos, que uns são mais "lançados" e outros mais "pousões"; isso tb se comprova na própria mínima evolução da "filoloxía" do ILG-RAG, impensável sem alguém que impulse, com persistência, todo o movimento;

não haveria problema, em princípio, em aceitarmos, todas e todos, uma posição "intermédia", desde que fosse real e efetivamente aceite por todas e todos, no espetro político, o qual sim seria quixotesco...; não, o único que realmente funciona, e comprovamo-lo a cada passo, é insistir continuamente no alvo final, nunca renunciar a ele; e claro, isto é esgotador, e muitos preferem pousar, "sentar cátedra" e já atuar como se tivessem o poder para ditar normas e tal, talmente como fazem os "isolacionistas", ou seja, como faz Madri, não nos enganemos;

e isto é o que assusta a muito pessoal a S da Raia, que parece que se trata de separatistas e bombistas (arrenego-te, demo!), mas os separatistas são justamente eles, tentando confirmar, com dinheiros, uma separação política por via duma dúbia justificação "científica", pretensamente baseada no "povo", mas acontece que este (que já começa a se chamar a si mesmo "pueblo" e dizer que palavras como "bueno" são tão galegas como as outras) está a rejeitar massivamente esse galego autonómico; até estes das na praça do Obradoiro de Compostela muita mocidade não se importa com a língua empregada nas assembleias abertas, e aceita um castelhano deturpado como mínimo comum denominador (isto não acontece no equivalente na praça da Catalunha em Barcelona: ali é naturalmente o catalão a língua comum);

poder-se-á argumentar: então a opção reintegracionista vai ser aceite ou rejeitada tb pelo "povo"? a resposta é que não lhe foi colocada a questão; do pouco que sabemos, sim é aceite, mas não é suficiente; continuam em andamento iniciativas de pessoas interessadas no diálogo aberto, assembleias de debate entre o "reintegracionismo" (lato sensu) e o "oficialismo" (tb lato sensu), nestes próximos meses; só um pequeno "detalhe" (e já remato!): a RAG acabou de lhe outorgar o Dia das Letras Galegas do próximo ano a Valentim Paz-Andrade: pois ele (autor de "A galecidade de Guimarães Rosa") foi no seu dia impulsor deste movimento, apoiou a AS-PG e IF, e tb presidiu a primeira Comissão Galega do Acordo Ortográfico, cujos resultados positivos vemos hoje (até a própria Agal ou aceitou...);

"os tempos são chegados"? não é questão de repicar os sinos, mas algo está a se mover...

(e obrigado tb à Isabel pelo seu vivo interesse e atitude sempre positiva e construtiva)

um abraço

Carlos

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Ter Jun 07, 2011 6:52 am

Sempre Galiza! – Lois Pereiro: poeta galego-punk ou vice-versa (2)

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1496017.html

obrigado ao Estrolabio pela atenção às nossas letras; talvez com esta entrega fique um pouquinho mais claro para os nossos amigos por que o "punk" Lois foi preferido pela RAG ao reintegracionista Carvalho Calero; só dous exemplinhos, para não cansar: na derradeira poesia temos um "buked and scorned", que parece convidar o leitor a identificar o Lois com os (dostoevsquianos?) humilhados e ofendidos do "African American spiritual"; até fica bem; mas suponhamos que ele grafasse como grafaria o C. Calero em p.ex. "os pezóns" (primeiro poema): daria "os peções", ou seja os talos de couve velha (http://www.estraviz.org/peção) e não o que em castrapo quer dizer bicos ou mamilos (http://buscon.rae.es/draeI/SrvltConsulta?TIPO_BUS=3&LEMA=pez%F3n); por outras palavras a "academia" real prefere uma deturpação castelhana (já foi debatido se "bueno" é ou não hoje palavra "galega") a uma reintegração no seio da língua própria; por que? que lho perguntem ao seu "enfant terrible" presidente (eu sei por que, mas não digo aqui)

Carlos

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Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (15) : Questões linguísticas – Normas

Mensagem  cdurão em Sex Jun 10, 2011 8:23 am

http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1342276.html

um bom post! celebro que haja um maior achegamento dos auto-designados "normadores" com o senso comum universal (embora ter que voltar sobre essas super-trilhadas velhas teimas seja cansativo para quem lê), como tb de quem insiste no que aqui se denominam "traços morfológicos galegos (polo, fijo…)"; mas estes não são tais: são, na fala, do N do domínio linguístico (em todo o caso "polo" é um pormenor pouco merecente dessa "bandeira"; "fijo" é uma grafia hoje arcaica para representar uma oralidade muito esmagada pelo castelhano; é preferível grafar "fizo", entendendo que há acima da Raia uma palatalização do z em x; com o qual se encurta consideravelmente a distância com a grafia internacional "fez": em todo o caso opino que só é recomendável em adaptações ou em textos literários antes grafados à castelhana: para o troco de comunicações normais com o resto da lusofonia bem vale a grafia internacionalmente aceite [é tb a do AO, agora aceite por todo o reintegracionismo]);

obrigado, Estrolabio

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Ter Jun 14, 2011 5:08 am

Sempre Galiza! – Declaração Galega de Soberania, http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1513423.html, 379 pessoas já subscreveram...
(obrigado, Estrolabio)

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Re: Estrolabio

Mensagem  cdurão em Qui Jun 30, 2011 10:16 am

Volto ao Estrolabio após uma ausência de trabalho e devo comentar brevemente, para os leitores portugueses, algumas afirmações da Agal (da que sou membro desde o começo, fique claro).

Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (16) : Questões linguísticas – Normas (http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1342573.html)

“A norma da AGAL é a norma utilizada para representar a variedade galega da língua portuguesa”

Com.: cumpre inserir, entre “utilizada” e “para”, a frase: “por alguns membros da AGAL”, pois é sabido que boa parte deles utilizam a da AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa), que é a do português europeu grafado segundo o AO

“diferentes aspetos morfológicos, lexicais e mesmo ortográficos podem divergir de umha norma para outra”

Com.: podem, mas são poucos, como se pode ver a seguir; na coluna da esquerda vem:

“GALIZA polo, pola, umha, figem, dixem, comim, fijo, pujo, irmá, maçá”,

e na direira:

“PORTUGAL E BRASIL pelo, pela, uma, fiz, disse, comi, fez, pôs, irmã, maçã”

Com.: isto presta-se a equívoco; melhor fora dizer que a primeira é a grafia da AGAL e a segunda da Lusofonia, incluindo nela a AGLP, pois só em casos muito contados (p.ex. nas edições galegas dalguns textos clássicos poéticos) caberia grafar fizem, dissem, comim, fizo/fezo ou puso/poso

-------------

“Sempre Galiza! – wiki-faq AGAL (17) : Movimento reintegracionista - Perspectiva histórica” (http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1397099.html)

“O reintegracionismo tal e como hoje o entendemos nasce entre finais dos anos 70 e princípios dos 80, com a consolidaçom de umha prática ortográfica para o galego convergente com a do português./ Nessa altura, para a consolidaçom dessa prática, tivo grande importáncia um grupo de sacerdotes galegos residentes em Itália que assinárom um texto conhecido como o Manifesto dos 13 de Roma”

Com.: o Manifesto dos 13 de Roma é do 1974, mas não se menciona que foi precedido no 1972 pelo Boletim do Grupo de Trabalho Galego de Londres, que já dizia abertamente que: “é o mesmo idioma, com variantes fonéticas e léxicas”

“Paz Andrade” (tb mais abaixo)

Com.: ele assinava hifenado, “Paz-Andrade”, e acho que lhe devemos respeitar essa vontade reiterada

“Como movimento organizado nasce em 1981, com a fundaçom da Associaçom Galega da Língua (AGAL) e populariza-se em 1983, com a publicaçom do Estudo Crítico das Normas Ortográficas e Morfológicas do Idioma Galego (ILG-RAG)”

Com.: um pouco de perspetiva: a AAG-P (Associação de Amizade Galiza-Portugal) foi fundada no 1980, a AGAL (Associaçom Galega da Língua) no 1981, e as IF (Irmandades da Fala da Galiza e Portugal) no 1982; as três compartilhavam uma boa parte dos seus membros, mas a AAG-P e as IF adotaram o til desde o início, e cingiam-se formalmente ao padrão gráfico internacional, mais tarde refletido nos Acordos Ortográficos (Rio 1986, e Lisboa 1990), em cuja génese participaram como observadores; foram elas que iniciaram o discurso da Lusofonia, e consagraram a grafia “Castelão” (na Wiki-faq grafado sem til) [1]

[1] (Castelão é a forma patrimonial, testemunhada em documentos medievais, com um til que recolhe a nasalidade do n latino (castellanu). O próprio A. R. Castelão assim o deixou escrito do seu punho em carta ao prof. espanhol Sánchez Albornoz (pode ver-se a reprodução facsimilar no apêndice de “Castelao na luz e na sombra”, por V. Paz-Andrade, pág. 597, Eds. do Castro, Corunha, 1982). Além disso a palavra Castelão é trissílaba, e não quadrissílaba como faria supor a forma castelhanizada sem til)

Carlos

cdurão

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