UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

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UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 6:51 am

Moishe Postone
HAMBURGO, 2009 – UM OUTRO OUTONO ALEMÃO
Mensagem à Manifestação contra Anti-semitismo em 13/12/2009

Penso que é politicamente importante que muita gente na esquerda esteja levando a sério as expressões de anti-semitismo generalizadas entre grupos que se consideram anti-imperialistas. Talvez isto também possa levar a alguma clarificação teórica há muito tempo em falta. A questão não é se a política de Israel pode ser criticada. A política de Israel deve ser criticada, especialmente a destinada a socavar qualquer possibilidade de um Estado palestiniano viável na Cisjordânia e em Gaza. No entanto, a crítica do “sionismo” prevalecente em muitos círculos anti-imperialistas vai além de uma crítica da política israelita. Ela atribui a Israel e aos “sionistas” uma maldade única e um poder de conspiração global. Israel não é criticado como outros países são criticados – mas como a encarnação do que é profunda e fundamentalmente o mal. Em suma, a representação de Israel e dos sionistas nesta forma de “anti-sionismo” “anti-imperialista” é essencialmente a mesma que a dos judeus no anti-semitismo virulento que encontrou a sua expressão mais pura do nazismo. Em ambos os casos a “solução” é a mesma – a eliminação em nome da emancipação.
A representação convencional estalinista e social-democrata do nazismo e do fascismo, como meros instrumentos da classe capitalista, utilizados para esmagar as organizações da classe trabalhadora, sempre omitiu uma das suas dimensões centrais: estes movimentos, nos termos de sua própria auto-compreensão e do seu apelo de massas, foram revoltas. O nazismo apresentava-se a si mesmo como uma luta de libertação (e apoiou movimentos “anti-imperialistas” no mundo árabe e na Índia). A base para esse auto-entendimento foi um entendimento fetichizado do capitalismo: a dominação global, abstracta e intangível do capital foi entendida como a dominação global, abstracta e intangível dos judeus. Longe de ser simplesmente um ataque a uma minoria, o anti-semitismo dos nazis entendia-se a si mesmo como anti-hegemónico. O seu objectivo era libertar a humanidade da dominação implacável e omnipresente dos judeus. É por causa do seu carácter anti-hegemónico que o anti-semitismo coloca um problema particular à esquerda. Essa a razão porque, há um século, o anti-semitismo pôde ser caracterizado como o “socialismo dos tolos”. Hoje ele pode ser caracterizado como o “anti-imperialismo dos tolos”.

Esta forma anti-semita de “anti-sionismo”, infelizmente, não é nova. Ela estava no centro dos mediáticos julgamentos estalinistas do início dos anos 1950, principalmente na Checoslováquia, quando os comunistas internacionalistas, muitos dos quais eram judeus, foram acusados de serem “agentes sionistas” e abatidos a tiro. Esta forma codificada de anti-semitismo, cuja origem nada teve a ver com as lutas no Oriente Médio, foi então transportada para lá pela União Soviética e seus aliados durante a Guerra Fria – em especial pelos serviços secretos da RDA trabalhando com seus clientes ocidentais e do Oriente Médio (por exemplo, a RAF e vários grupos “radicais” palestinianos).
Esta forma de anti-sionismo “de esquerda” convergiu com o nacionalismo árabe radical e com o islamismo radical – que não são mais progressistas do que qualquer outra forma de nacionalismo radical, como o nacionalismo radical albanês ou croata, e para quem o impulso eliminacionista em relação aos judeus em Israel é justificado como sendo dirigido contra os “europeus” colonizadores. Sempre que o impulso eliminacionista em relação aos judeus em Israel é mais forte, tanto mais a legitimidade de Israel é posta em causa – com argumentos que vão desde a alegação de que os judeus europeus na sua maioria não são biologicamente do Oriente Médio (uma reclamação feita em 1947 pelo Alto Comité Árabe e agora reciclada como uma “nova descoberta” por Shlomo Sand) até à ideia de que eles são simplesmente colonizadores europeus que, como os pied noir [designação dada aos franceses originários da Argélia, N.T.], devem ser enviados para casa. É lamentável, se não surpreendente, que os nacionalistas radicais no Oriente Médio vejam a situação nestes termos. Torna-se perverso, no entanto, quando europeus – principalmente alemães – identificam os judeus, o grupo mais perseguido e massacrado pelos europeus durante um milénio, precisamente com aqueles mesmos europeus. Ao identificar os judeus com seu próprio passado criminoso, tais europeus conseguem fugir a lidar com essa pesada herança. O resultado é uma modalidade que pretende lutar contra o passado, mas na realidade continua-o e estende-o.
Esta forma de anti-sionismo é parte de uma campanha para eliminar Israel que vem ganhando força desde o início da segunda Intifada. O facto de se focar na fraqueza dos palestinianos esconde aquela intenção final. Essa forma de anti-sionismo é parte do problema, não é parte da solução. Longe de ser progressista, ela alia-se com nacionalistas e islamistas árabes radicais, isto é, com a direita radical no Médio Oriente e, ao fazê-lo, reforça a direita em Israel. É constitutiva de uma guerra cada vez mais definida em termos de soma zero, que socava qualquer possível solução política, a receita para uma guerra sem fim. O ódio manifestado por este anti-sionismo explode os limites da política, pois é tão ilimitado como o seu objecto imaginado. Tal ausência de limites aponta para o sonho da eliminação. Os alemães, juntamente com muitos outros europeus, conhecem este sonho eliminacionista muito bem. É tempo de, finalmente, acordar.

Original Hamburg, 2009 – another German Autumn in www.exit-online.org
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Nambuangongo em Sab Jan 08, 2011 8:00 am

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 9:39 am

Outro texto útil do mesmo autor, um entrevista em inglês, sobre o mesmo assunto.
http://www.workersliberty.org/story/2010/02/05/zionism-anti-semitism-and-left

Muito actual visto o ressurgimento do anti-semitismo sob formas codificadas de anti-sionismo ou de teorias da conspiração sobre banqueiros e iluminatis. Como se viu neste mesmo fórum, os aderentes a essas visões do mundo totais, pretendendo ser uma crítica ao sistema, mesmo quando não se referem explicitamente aos judeus mas mantendo a estrutura e a imagética do anti-semitismo, quando pressionados mostram que estavam apenas a usar sinónimos de judeu e aceitam o anti-semitismo. Claro que nem todos se são conta disso porque não fazem ideia de que o anti-semitismo nazi ou da direita francesa não era um racismo vulgar mas sim uma revolta em nome da emancipação da humanidade contra um poder mundial oculto dos judeus.

Também é actual e útil para mostrar as limitações reaccionárias dum certo anti-sionismo que se deixa escorregar para uma negação exclusiva aos judeus dum nacionalismo próprio e de um estado próprio sem por isso contestarem um mundo constituído por estados e nações.

Da mesma maneira que um certo anti-imperialismo nega e ignora a dinâmica social complexa dentro das "nações oprimidas", nomeadamente a luta de classes, também faz o mesmo em relação aos "opressores".

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 10:30 am

Os nazis não se limitaram a ocupar territórios e a intimidar os habitantes, massacrar isoladamente em guerras e escaramuças. Mataram sistematicamente 6 milhões de judeus baseados na ideia de que estavam a emancipar a humanidade do poder global que os judeus supostamente exerciam sobre o mundo, supostamente sendo os responsáveis das guerras e das crises.
O Nambuangongo é um branqueador do nazismo e do anti-semitismo. Não só oculta o carácter do nazismo como sempre que se procura denunciar o anti-semitismo invoca sistematicamente problemas no Médio Oriente como se o anti-semitismo não existisse e a sua denúncia fosse um apoio às acções condenáveis do Estado de Israel. Ou seja, confunde anti-semitismo com anti-sionismo sistematicamente para fazer aceitar o anti-semitismo.


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O Judaísmo e a sua oposição ao Sionismo

Mensagem  Nambuangongo em Sab Jan 08, 2011 12:41 pm

Texto original em inglês nesta ligação. A tradução ao português é minha, desculpem os erros.

Eu não sou judeu, nem muçulmano, sou ateu, e olho a questão com os olhos dum ateu. Mas escutemos o que dizem os próprios judeus, religiosamente judeus, culturalmente judeus:


Que é o Judaismo e quem são os judeus?

O judaísmo é um sistema de crenças e práticas derivadas da Torá, e os judeus são as pessoas que possuem essas crenças e seiguem essas práticas. O judaísmo vê toda a história como o plano do Todo Poderoso. A história do povo judeu tem um formato específico delineado nas palavras da Torá, que inclui o Antigo Testamento, as palavras dos profetas, o Talmud, etc. Houve um tempo em que os judeus tinham uma terra, uma monarquia e um templo em Jerusalém . Quando o Templo foi destruído e Jerusalém foi conquistada pelos romanos, quase dois mil anos atrás, o exílio dos judeus começou. Os judeus ainda estão esperando que o exílio que acabará com a era messiânica, quando toda a humanidade se unirá ao serviço do Todo-Poderoso.

Segundo a crença judaica, os judeus não perderam o Templo e Jerusalém por causa de sua fraqueza militar. Pelo contrário, era a vontade do Todo-Poderoso que o povo judeu for exilado e se espalhado pelo mundo como uma expiação de seus pecados, e para espalhar a mensagem do Altíssimo a todas as nações do mundo. Portanto, é evidente que a força militar judaica não pode terminar o exílio, o exílio só terão fim quando o Todo-Poderoso vê o ajuste para terminá-la e enviar o seu Redentor. É por essa redenção divina que o povo judeu sempre esperou, e não para qualquer tipo de conquista da Terra Santa, ou a oportunidade de voltar a ele.

A visão judaica do exílio e redenção é legalmente expressa na famosa passagem talmúdica dos Três juramentos, segundo o qual os judeus são obrigados, durante a sua existência exílio. O Todo-Poderoso colocou os judeus sob juramento: 1. não voltar em massa para a Terra Santa, 2. não se rebelar contra as nações do mundo, 3.Não tentar acabar com o exílio com suas próprias ações.

Durante o exílio, os judeus foram comandados pelo profeta Jeremias (29:7), "Busque a paz da cidade onde eu te tenho exilado, e peço ao Todo-Poderoso em seu nome, para com a sua paz vós tereis paz". Os judeus deveriam ser leais aos seus governos e não a qualquer pensamento de revolta.

Uma grande parte do povo judeu passou séculos de sua vida exilado sob governos muçulmanos do Norte de África e do Médio Oriente, incluindo a Palestina. As relações entre judeus e muçulmanos nesses países foram historicamente muito boas. Os judeus eram cidadãos leais, e sua religião, cultura e tradição acadêmica floresceu.


O que é Sião eo que é o sionismo?

Sião é um nome usado na Torá para Jerusalém. Sionismo é o nome adotado por um movimento de judeus não-religioso fundado na década de 1890, cujo objetivo era transformar o significado do judaísmo para revolucionar o curso da história judaica. Seu objetivo era transformar o significado do judaísmo da religião, espiritualidade e santidade, no materialismo base, nacionalismo e remover completamente o Todo-Poderoso a partir da sua equação. Eles propuseram uma solução política e militar para o que eles viam como o "problema do exílio". Defendem a imigração judaica em massa para a Palestina, sem levar em conta os direitos da população não-judaica da Palestina. Eles se armaram e aprenderam táticas militares, em preparação para uma guerra de conquista. [Táticas militares e políticas dos nazis] E eles se alegaram que a adesão ao seu movimento só foi o critério para ser um judeu - não importa se uma pessoa acredita no Todo Poderoso e Sua Torá.

Em 1948, os sionistas conseguiram seu objetivo e fundaram um Estado na Palestina. Centenas de milhares de palestinos foram expulsos e aterrorizados, enviados longe das suas casas e não tem permissão para retornar. Usando o sistema de absorção de novos imigrantes e seu sistema educacional para as crianças, os sionistas fizeram lavagem cerebral a milhões de judeus ao acreditar em uma nova ordem. Mesmo na comunidade religiosa o sionismo fez incursões, convencendo alguns judeus de que o exílio dos judeus pode ser encerrado pela força militar. Outros métodos utilizados pelos sionistas, foram traficar com a mentira, o medo e criar pânico, sustentando que os árabes odeiam os judeus como os nazistas e "irá conduzir todos os judeus no mar", basicamente um segundo holocausto. Agradeça ao Todo-Poderoso, um segmento significativo de judeus não foram vítimas de sionismo e eles continuam a manter as leis da Torá e estão em total oposição ao sionismo e do Estado de "Israel".

Para este dia, os sionistas continuam a ocupar a Palestina. Suas políticas beligerantes ter colocado uma pressão sobre relações entre judeus e outros povos em todo o mundo. O sionismo é hoje o maior catalisador de anti-semitismo exacerbado universalmente.


Qual foi a reação religiosa judaica ao sionismo?

Desde o início, quase todos os rabinos ortodoxos e seus seguidores condenaram o movimento sionista drasticamente. Isso era compreensível, pois o movimento veio para arrancar e derrubar tudo o que o judaísmo representava. Os sionistas tentaram se apresentar como um movimento inofensivo para levar os judeus a uma vida melhor na Terra Santa, mas os rabinos corretamente viram o sionismo como um falso movimento messiânico, um movimento anti-Torá, e um movimento que poderia prejudicar as relações judaico-gentílicas.

Uma comunidade de judeus ortodoxos tinham existido na Palestina durante séculos, e os rabinos da comunidade que foram especialmente veemente em sua denúncia do sionismo. Os judeus valorizado o relacionamento que tinha construído com os árabes palestinos, e previu que o sionismo traria essa amizade ao fim. Eles também foram horrorizados com a profanação da Terra Santa, que teve lugar quando os sionistas irreligiosos começaram a chegar em massa.

Os rabinos de vários países se reuniram e discutiram o que precisava ser feito. Na Rússia, Polônia e Alemanha, uma organização chamada Agudath Israel foi fundado para deter a propagação do sionismo. Na Áustria e na Hungria, os rabinos ortodoxos proibiram a todos os seus seguidores para se unirem ao movimento sionista. Na Palestina, a Chareidis Eidah de Jerusalém foi fundada como uma alternativa ao Conselho Nacional de sionistas, e um rabinato independente foi nomeado para se opor ao rabinato sionista.

No entanto, na sequência da destruição dos judeus europeus na Segunda Guerra Mundial, os sionistas viram a sua oportunidade de puxar os judeus religiosos em seu movimento. A maioria dos rabinos ortodoxos e comunidades tinham sido eliminadas, e os sobreviventes ficaram sem orientação, sentindo-se indefesa e vulnerável. As promessas sionistas de fundar um Estado e «defenderem o povo judeu» começou a apelar para alguns deles.

Além disso, os sionistas usaram meios brutais para silenciar sua oposição no seio do povo judeu. Em 1924 eles assassinaram o Dr. Yaakov Yisrael DeHaan, palestrante e diplomata da Chareidis Eidah de Jerusalém. Eles usaram a força para reprimir manifestações pacíficas judaicas, e durante uma manifestação, eles assassinaram entre outros o Rabino Pinchas Segelov. Em 1948, eles abriram fogo sobre os rabinos da Cidade Velha de Jerusalém, que saiu para fazer a paz com as tropas da Jordânia. O rabino Amram Blau (1900 - 1974), um proeminente líder anti-sionista em Jerusalém, foi baleado e preso várias vezes no decorrer das suas lutas.

Ainda restavam muitas comunidades religiosas judaicas, organizações e academias de estudo da Torá em todo mundo em que a fé judaica original continuou a ser ensinada e o sionismo denunciado. Judeus anti-sionistas têm realizado inúmeras manifestações nos Estados Unidos, Palestina e outros países, protestando contra os sionistas, seu regime e seus decretos. Seus líderes corajosos ignoram as ameaças sionistas e não permitem que a sua voz seja silenciada até os dias atuais.

Ainda maior na base são as grandes comunidades de Judeus, tanto no Estado sionista e entre a população, que não comemoram o Dia da Independência sionista, nem ondeam Bandeira sionista nenhuma e não servem no exército sionista.


O que é o Neturei Karta?

A oposição ao sionismo religioso judaico começou imediatamente após o nascimento do sionismo. Muitos dos judeus que tinham sido mais vociferantes contra o sionismo foram referidos, desde 1938, como Neturei Karta. - Naquela época Neturei Karta foi uma ala do Chareidis Eidah, a comunidade independente antissionista de Jerusalém. O nome é em aramaico "Guardiães da Cidade". Seu objetivo era opor-se à fundação dum estado sionista e retornar à paz e convivência com os palestinos na Palestina.

Desde 1948, as lutas da Neturei Karta foram triplas:

1.) Protestar de diversas maneiras contra a existência dum estado judaico, sob qualquer forma.
2.) Protestar contra a crueldade sionista com os palestinos e contra todos os outros inúmeros crimes cometidos contra o povo palestino.
3.) Protestar contra a multidão de decretos anti-judaicos e anti-judeus.

Ao longo dos anos, Neturei Karta divulgou a sua mensagem através de anúncios em jornais, aparições em televisão, rádio, internet, aparições públicas, manifestações, etc. Mais recentemente, eles criaram um site. Para o mundo judaico, que já foram publicados inúmeros livros e panfletos em Inglês, Hebraico e Iídiche, assim como palestras nas principais comunidades judaicas.

Neturei Karta organiza suas manifestações próprias, e também atende grandes manifestações pró-Palestina organizados por outros. A participação de alto nível, juntamente com ativistas pró-palestinos foi coberta extensivamente tanto na mídia ocidental e do Oriente Médio. Os alto-falantes Neturei Karta estão disponíveis para falar em universidades e conferências em todo o mundo, assim como para entrevistas de rádio e televisão. Para mais detalhes entrar em contato ...

Neturei Karta International
Jews United Against Zionism
P.O.B. 1316
Monsey, New York 10952
Telephone: (845) 371-0490
Fax: (845) 371-4291
E-Mail: info@nkusa.org
www.nkusa.org





Breve glossário para Ganda Tanga:

Sionismo: Ultranacionalismo fascista e violento que governa Israel e tem muita influência na política USA e nas oligarquias do capitalismo mundial.

Anti-sionismo: Linha de pensamento e ação que se opõe ao fascismo sionista.

Judaísmo: Religião milenar, com toda a grande cultura e filosofia em volta dela.

Anti-judaísmo: Linha de pensamento e ação que se opõe à religião ou cultura judia.

Semitas: Conjunto heterogêneo de povos, etnias e culturas, originários da área de oriente próximo com inúmeras características em comum. Os principais povos semitas são: acadiano, ugarítico, fenício, hebraico, aramaico, árabe, etíope, egípcio, copta guanche, somali, gala, afar-saho, haúça, assírio e caldeu.

Anti-semita: Linha de pensamento e ação contra qualquer dos anteriores povos, etnias e culturas.



O SIONISMO é ANTI-SEMITA (odeia os árabes) e ANTI-JUDAICO (opõe-se aos princípios religiosos do judaísmo)
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 1:47 pm

O sionismo é actualmente, simplesmente, nacionalismo israelita. Uma opinião fundada no cretinismo religioso tem uma notável quantidade de importância nula.

Semitas: Conjunto heterogêneo de povos, etnias e culturas, originários da área de oriente próximo com inúmeras características em comum. Os principais povos semitas são: acadiano, ugarítico, fenício, hebraico, aramaico, árabe, etíope, egípcio, copta guanche, somali, gala, afar-saho, haúça, assírio e caldeu.

Anti-semita: Linha de pensamento e ação contra qualquer dos anteriores povos, etnias e culturas.


Negacionista do anti-semitismo! Por acaso o ódio aos judeus dos anti-semitas alguma vez teve algo a ver com a pertença deles a um grupo semita? O anti-semitismo é o ódio aos judeus, e apenas aos judeus, devido a uma visão do mundo que põe os judeus como donos ocultos do mundo através da finança.

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 2:12 pm

Eu traduzi este texto, mas aqui ataca-se o sionismo enquanto nacionalismo, porque se é contra todos os nacionalismos:

O sionismo contra os judeus, os judeus contra o sionismo

O SIONISMO CONTRA OS JUDEUS

O Sionismo não ‘salvou’ Judeus do Holocausto, nem isso foi, em momento algum, a sua preocupação. “Se soubesse que seria possível salvar todas as crianças da Alemanha transportando-as para Inglaterra ou apenas metade delas levando-as para Eretz Israel, eu optaria pela segunda alternativa”, disse em 1938 Ben Gurion , que se tornou o primeiro Primeiro Ministro israelita. Ele reconheceu que o salvamento teria sido o fim do Sionismo: “Se os nossos irmãos na América tiverem que escolher entre o salvamento físico dos Judeus da Europa e o Sionismo, escolherão o primeiro e isso seria o fim do nosso movimento.” A colonização da Palestina foi o único objectivo do Sionismo, mesmo à custa da vida de Judeus.

Este estado de coisas não se alterou quando os Judeus estavam a ser exterminados. O bando Stern procurou obter uma aliança “anti-imperialista” com os Nazis, afirmando que “ existiriam interesses comuns entre o estabelecimento de uma Nova Ordem na Europa em conformidade com o conceito alemão e as verdadeiras (ler: sionistas) aspirações nacionais do povo judeu.” Fez-se um pacto infame para salvar 600 judeus seleccionados de Budapeste à custa de outros 800 000; membros das organizações juvenis sionistas- “o melhor material biológico” nas palavras do nazi Eichmann, foram salvos em troca de “paz e ordem” nos campos de concentração.

O Sionismo sempre se preocupou , não em opor-se ao Anti-Semitismo, mas apenas em encontrar um arranjo com ele. Mesmo durante o genocídio dos judeus, colocou o projecto colonial à frente das massas do povo judaico.

Os fundadores do Sionismo rejeitavam a possibilidade de ultrapassar o anti-semitismo através de lutas populares e pela revolução social. Moses Hess, Theodor Herzl e Chaim Weizmann escolheram o lado do poder de estado, da dominação de classe e da exploração. Perceberam perfeitamente que o culto do anti-semitismo era obra da mesma classe dominante da qual procuravam o favor.

Ao procurar mesmo o apoio dos anti-semitas, revelaram várias motivações: idolatria do poder ao qual associavam a força; a ilusão de acabar com a “fraqueza” e vulnerabilidade judaicas e com a situação de serem perpetuamente marginalizados.

Esta sensibilidade foi um pequeno passo no sentido da assimilação dos valores e ideias dos próprios inimigos dos judeus. Escreviam os sionistas que, os judeus eram de facto um povo indisciplinado, subversivo e dissidente, que merecia o desprezo que lhe votavam. Os sionistas alimentavam vergonhosamente o ódio racista ao judeu; a sua literatura está cheia dos estereótipos mais venenosos. Isto ia a par com o desejo anti-semita de se livrar de um grupo de pessoas há muito radicalizadas pelas perseguições e que iam engrossar as fileiras de muitos movimentos revolucionários.

O racismo e a opressão demonstrados pelo estado israelita não tem nada de anormal. As traições históricas do sionismo não lhe são exclusivas: elas são comuns a todo o nacionalismo. O nosso anti-sionismo baseia-se na oposição a todos os estados, a todas as fronteiras e a todas as nações; a todos os dominadores e exploradores do mundo.

JUDEUS CONTRA O SIONISMO

O sionismo reivindica falar por todos os judeus, porque deseja silenciar- nos .O sionismo reivindica a Palestina como pátria, porque quer desarraigar-nos. O sionismo reivindica ser a única defesa possível contra um novo holocausto, porque deseja dominar- nos.

As acções do estado israelita fizeram-nos realmente mais vulneráveis como judeus, como foi mostrado pelo aumento dos ataques anti- judaicos. Numa impressionante reviravolta, os membros duma congregação de uma sinagoga fortemente anti-sionista de Stoke Newington afirmaram que os militantes sionistas serão provavelmente responsáveis por um aumento brusco de ameaças e ataques contra eles.

Enquanto judeus somos supostamente obrigados a suportar um estado permanente de guerra e a ter um “direito” risível a “retornar” a uma terra que muitos de nós nunca viram. Mas enquanto povo que descende dos que foram assassinados no genocídio nazi e nos incontáveis pogroms – e que têm sido assassinados há algumas décadas para cá por serem judeus e por terem cometido outros “crimes” também- rejeitamos o sionismo e o tudo que isso acarreta.

O sionismo é o resultado previsível do nacionalismo, do colonialismo e do estatismo, à escala mundial.

Nascido numa altura em que o mundo estava a ser dividido e o sistema europeu de estado-nação consolidado, o sionismo é o cúmplice do poder ocidental e o flagelo dos palestinianos. A aliança sionista com o poder e a tirania não o faz o guardião dos judeus. Tem colaborado sempre com racistas e assassinos com o fim de consolidar a colonização de Palestina.

Ao contrário, nós apoiamos aqueles que procuram derrubar ‘ os seus próprios’ governos e líderes. Nós apoiamos esforços com potencial para minar o estado e o capitalismo. Os mais de 300 soldados israelitas que se recusaram a combater, os palestinianos resistindo no espírito basista da primeira Intifada, os activistas internacionais que espalham tanto as suas próprias lutas como as dos palestinianos são desenvolvimentos positivos . Entretanto, para além do médio oriente, de Argentina a Genebra, de Woomera a Campsfield, um mundo novo está a tentar expressar-se.

Por uma intifada global e pelo fim de todas as fronteiras!


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Como internacionalista oponho-me tanto ao sionismo como ao nacionalismo palestiniano, português ou galego. E já que andas desesperado à procura de textos que "associem" o sionismo ao nazismo podes sempre citar este:
http://passapalavra.info/?p=24723

É incrível como as pessoas comentam Israel=fascismo e são incapazes de escrever o mesmo em relação ao Irão ou à China. É vergonhoso! Que fazer aos judeus do Médio-Oriente?
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 2:19 pm

Estado sionista
Existe um povo israelita tão sólido como o galego. Israel é resultado principalmente do projecto político sionista mas por acaso chama-se a Portugal Estado Cruzado Matamouros ou Estado Fantoche dos Ingleses? Ainda por cima quem vem vomitar este discurso é um nacionalista! Que tal dirigir o ódio contra a França que mantém um sistema de influência neocolonial em África e que cometeu atrocidades bem maiores que as de Israel!?



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“O anti-semita odeia judeus por eles serem judeus, independentemente das suas acções. Os judeus são odiados porque são ricos e ostentativos ou porque são pobres e vivem na miséria. Porque desempenharam um papel fundamental na revolução bolchevique ou porque alguns ficaram ricos depois do colapso do regime comunista. Porque crucificaram Jesus ou porque infectaram a cultura ocidental com “a moralidade cristã da compaixão”. Porque não têm pátria ou porque criaram o estado de Israel. ”

Uri Avnery em Anti-semitismo: um manual prático.

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Nambuangongo em Sab Jan 08, 2011 3:42 pm

Negacionista do anti-semitismo! Por acaso o ódio aos judeus dos anti-semitas alguma vez teve algo a ver com a pertença deles a um grupo semita? O anti-semitismo é o ódio aos judeus, e apenas aos judeus, devido a uma visão do mundo que põe os judeus como donos ocultos do mundo através da finança.

Tão semita é a cultura hebraica como a palestina, tão semita é a língua hebraica como o dialeto árabe palestino, tão semitas são a religião judia como a muçulmana, ...

Mas o autoproclamado «povo eleito de deus», superior a qualquer outro, que declara Palestina propriedade sua por «vontade de deus», não só rouba terras e recursos, até rouba palavras. São só os sionistas (e pró-sionistas) quem identificam semitismo=judaísmo.

Eles são os negacionistas, que excluem outros povos semitas do termo «semita», para eles da sua propriedade. Eles acusam a qualquer anti-sionismo de anti-semitismo, quando realmente querem dizer «anti-judaísmo».

Nem os palestinos, nem James Petras, nem o Nambuangongo somos anti-semitas (seria dizer anti-palestinos), somos claramente anti-sionistas. Não manipules as palavras.



Os atuais neo-nazis europeus são claramente anti-semitas, odeiam judeus, «moros» e «subsajas». Esse anti-semitismo sim tem a ver com a sua origem racial e com a sua cultura: poligamia, circuncisão, vestimenta, idioma, religião, ritos, etc. Um neo-nazi odeia por igual um judeu do que um palestino, se calhar mais o palestino por ser «separatista» e «comunista».



O anti-sionismo é odeio aos judeus sionistas por serem fascistas violentos e genocidas, por serem racistas (apartheid palestino), por serem demagógicos e mentireiros, por serem manipuladores,... e evidentemente por defenderem um sistema capitalista brutalmente neoliberal e militarizado.

Quem tu chamas «anti-semitas» não odeiam Paul Newman, Harrison Ford, Elizabeth Taylor, Isaac Asimov, Carl Sagan, Clarice Lispector, Anne Frank, Franz Kafka, Albert Eisntein, John Kemeny, David Copperfield, Gary Kasparov, Stan Getz, Isaac Stern, Maichael Curtiz, Serguei Eisenstein, Fritz Lang, Steven Spielberg, Woody Allen, Milos Forman, Oliver Stone, Mark Rothko, Camille Pissarro, Amedeo Modigliani, Marc Chagall, Leonardo Da Vinci, Frida Kahlo,...por serem judeus.

Odeiam Ariel Sharon (genocida), Charles Birger (ganster), Silvio Berlusconi (pseudo-Duce), Bill Gates (estafador), Warren Buffet (explorador), Philip Anschutz (criminoso ambiental), Earl Gordon Moore (monopólio Intel), Curt Engelhor (monopolista farmaceutico), Dhanin Charvanont (agro-bussiness e transgênicos), Hoffman Oeri (monopólio farmacéutico Roche e patentes), família Walton (monopólio Wal-Mart Stores), família Quandt (trust do automovel), família Boehringer (insecticidas e armamento químico), família Dofferey (monopólio Carrefour), Robert Pritzker (especulador financeiro), Hans Langmann (armamento), Eli Broad (especulação imobiliária), John Kluge (manipulação mass-mídia Metromedia Co.), Yasuo Takei (especulador financeiro), Kirk Kerkorian (cérebro FMI),...por serem grandíssimos cabrões sionistas, fascistas, corrutos, e ultra-neo-liberais que não quitam o vitimismo dos ataques «anti-semitas» da boca enquanto financiam os exércitos genocidas de Israel e USA.


E já vou canso de te lembrar a diferença entre judeu / semita / sionista. Sleep
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 4:03 pm

Enfim, persistes no erro. Forneci elementos para pensares no assunto.
Não consegues ver a estupidez de agrupar políticos, capitalistas, etc enquanto judeus como gente a odiar? Como se não houvesse muitos mais escumalha ou simplesmente capitalistas não judeus. Pode-se ser capitalista ou anti-capitalista. É completamente imbecil elaborar uma lista de judeus "maus" que seria legítimo odiar e ser-se contra os capitalistas judeus ou contra os "sionistas". E o anti-semitismo não é isso que descreveste. A maioria dos nazis apoia os palestinianos e já os apoiavam no tempo de Hitler.

Isto não leva a mais lado nenhum. Mais uma vez constatei a vergonha que é este meio esquerdoso. Não só pelas tuas intervenções e pelas intervenções ainda piores da Isabel mas também por causa da tolerância ou do apoio a tudo isto por parte do resto.
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 4:09 pm

Um palhaço esquerdoso como o Petras que escreve que os "sionistas", ou seja os judeus, controlam a política americana mesmo contra os interesses da América, é um anti-semita! Porque não lês os textos clássicos do anti-semitismo? Vais ver que é este tipo de discurso que eles promovem e não nenhum ódio à raça semita (onde estão incluídos árabes, etc).

E o Chavez também usa discurso anti-semita. Mas nem vou perder mais o meu tempo. Continua a mimar três temas típicos do nazismo, a ecologia reaccionária e anti-humana, o nacionalismo e o anti-semitismo. Vais longe!


.........................
um exemplo ao acaso, na verdade retirado duma página donde retirei o meu novo avatar, e que encontrei procurando nas imagens google com a simples palavra Jew, e que apareceu logo entre os primeiros resultados. Curioso que a Isabel se recusou a aceitar que as caricaturas dos banqueiros em certos movimentos esquerdosos eram anti-semitas. Também veio com tergiversação. Claro, é preciso olho com estes propagandistas a soldo da Mossad!!!


Arnold Leese was the consummate gadfly on the back of the British establishment. Due to his insistence that Britain not engage in war with Germany, and thus save millions of lives as well as the British Empire, against the wishes of the Jews, he was imprisoned without charges or trial under Reg. 18b. One of the great hidden facts about WW II is that the "democratic" powers ("Allies") imprisoned people for political speech in ways little different from those of the "Axis" powers. So what's the difference? "Cui bono, cui bono . . .".

Isto é o anti-semitismo. Contra os judeus apenas, e porque são capazes de levar a Inglaterra à guerra contra o seu interesse!!
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Nambuangongo em Sab Jan 08, 2011 5:05 pm

Oi, rapaz, lês o que escrevo?

Estou a dizer que o amor/ódio a Paul Newman ou Ariel Sharon nada tem a ver com o seu semitismo ou judaísmo, senão com as suas ações. Tanto Paul Newman como Ariel Sharon foram semitas e judeus, só o segundo foi sionista. O primeiro não matou a ninguém, o segundo a centos. O primeiro nada tem a ver com o fascismo, o segundo fundou um partido fascista chamado Likud.


Um palhaço esquerdoso como o Petras que escreve que os "sionistas", ou seja os judeus, controlam a política americana mesmo contra os interesses da América, é um anti-semita! Porque não lês os textos clássicos do anti-semitismo? Vais ver que é este tipo de discurso que eles promovem e não nenhum ódio à raça semita (onde estão incluídos árabes, etc).

E o Chavez também usa discurso anti-semita. Mas nem vou perder mais o meu tempo. Continua a mimar três temas típicos do nazismo, a ecologia reaccionária e anti-humana, o nacionalismo e o anti-semitismo. Vais longe!

O texto ressaltado em vermelho são afirmações tuas, não do Petras nem minhas. Evidentemente não se pode discutir nada com quem põe na boca dos outros palavras que nunca disseram nem defenderiam.

Falemos claro:

1) Eu sou pró-semita nada tenho de anti-semita, anti-hebreu ou anti-palestino; e tu?
2) Eu sou ateu, mas nada tenho de anti-judeu ou anti-muçulmano; e tu?
3) Eu sou anti-fascista, e portanto anti-sionista, anti-likud, e anti-Netanyahu; e tu?
4) Eu estou contra o apartheid palestino, os muros, a ocupação e colonização,...; e tu?
5) Eu como comunista libertário e socialista considero um insulto a denominação «Sionismo socialista» do genocida estalinista David Ben-Gurion e companhia; e tu?
6) Eu como conhecedor dos movimentos socialistas considero o Miflêguet Haavodá (Partido Trabalhista) que naturalmente se tornou Likud, um exercício de cinismo só comparável ao «comunistas» chineses ou os «Khemer vermelhos» cambojanos; e tu?



PS: Este é um fórum livre onde podem ser expressadas tanto as ideias «esquerdosas» quanto as tuas ideias sionistas. Nem umas nem as outras estão a ser censuradas. Se não toleras as ideias dos demais ou não és capaz de discuti-las racionalmente além de repetires uma e outra vez o teu monólogo, ninguém te obriga a ler ou comentar à força, que isto não é o estado sionista de Israel.
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 6:18 pm

Porque me chamas sionista? És um deturpador e um desinformador a prestar serviço ao anti-semitismo.

O anti-semitismo é uma realidade histórica e não aquilo que os anti-semitas que se querem mascarar (e em muitos casos porque podem ser processados por isso) dizem que é. O que eu digo não é monólogo nenhum, corresponde a essa realidade. O anti-semitismo é uma visão do mundo que atribui aos judeus um poder imenso sobre os destinos do mundo. O Petras faz exactamente o que faz o anti-semita inglês da última citação que colei. Atribui, àquilo que ele chama de sionismo e que inclui segundo ele desde banqueiros até dentistas judeus americanos, a capacidade de pôr os Estados Unidos a agir mesmo contra os seus interesses. É isto o anti-semitismo. Os anti-semitas atacam o judeu nessa figura de entidade todo-poderosa, nebulosa e abstracta que supostamente domina o destino do mundo e leva os países à guerra para fortalecer ainda mais o seu domínio. O Petras chega mesmo a usar a imagem do polvo. Que lhe chame sionista em vez de judeu não muda nada já que no anti-semitismo não mascarado o judeu também não é bem definido.

Tu dizes-te comunista libertário mas não tens nada de comunista. Não passas dum esquerdoso. Como disse, é vergonhoso o estado desse pântano ideológico. Não disse nada sobre quem poderia ou não postar aqui. Posso perfeitamente sentir-me repugnado com o anti-semitismo e a tolerância demonstrada a ele no sentido que não é combatida por gente que supostamente o deveria combater. Foi nesse sentido que falei de tolerância. Se eu escrevesse um post a afirmar a inferioridade dos negros e ninguém contestasse esse meu post, isso demonstraria tolerância ao racismo.


E quem não argumenta racionalmente aqui és tu. Falo-te de anti-semitismo e vens-me falar de comparações idiotas e branqueadoras do nazismo entre a alemanha nazi e israel, ou simplesmente do estado de israel. Que disseste tu sobre o artigo do Moishe Postone? Nada! Falo das caricaturas anti-semitas dos banqueiros e que dizes tu? Falas de Israel. Critico as sandices anti-semitas, homofóbicas e simplemente delirantes do Israel Shamir e tu falas de Israel e dos palestinianos oprimidos.

Comportas-te como qualquer esquerdoso, como os estalinistas que denunciavam o POUM como hitlero-trotsquistas, ou qualquer verdadeiro comunista como agente da CIA. Tu a mim chamas-me sionista porque denuncio o anti-semitismo de certos anti-sionistas. Ou será que é porque não acho que apenas o Estado de Israel deve desaparecer?

Esquerdoso, o post é do Moishe Postone sobre o anti-semitismo! Que raio de perguntas são as tuas sobre o que eu acho ou não disto ou daquilo que nada tem a ver com o tema? E creio que já lhes respondi, em todo o caso. Ou serei algum agente sionista que não merece que os seus posts sejam discutidos porque serviriam para propagar a causa sionista, e deve estar sempre a ser pressionado se segue a linha correcta para ver se se descai?

Além de esquerdoso, branqueador do anti-semitismo e do nazismo, és desonesto como tens vindo a provar. Até argumentos religiosos usas para legitimar a ideia de que milhões de judeus deveriam ficar sem estado num mundo de estados e hostil a eles.

E que tens a dizer sobre o facto de os nazis antigos e modernos serem apoiantes do nacionalismo palestiniano ao contrário do que disseste antes? Não respondeste a isto e eu é que não tenho argumentos!!!
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sab Jan 08, 2011 6:51 pm

Sobre o Chavez:

http://mondialisme.org/spip.php?article614
http://mondialisme.org/spip.php?article615

Qualquer nazizeco moderno não diz que os judeus devem ser exterminados (até negam que o foram no passado) e quase todos criticam apenas o sionismo. Claro que definem o sionismo à sua maneira, tal como o Petras e o Freytas. O sionismo passa a ser basicamente o equivalente ao que era a judiaria internacional no passado. Só muda a nomenclatura.

O Nabugongo não gosta de frequentar as catacumbas nazis e depois deixa-se enganar facilmente. Mesmo agora encontrei uma a pesquisar no google sobre a palavra judiaria (é que normalmente judiaria quer dizer patifaria). Pode-se ver nessa catacumba links para a Ofensiva Animal, para a Resistir.info (site esquerdoso português que publica muitos textos do Petras), para sites de apoio à Palestina, sites conspiranóicos sobre o 11 de setembro, etc.
http:// radio28portugal.com/

quebrei o link para não os chamar para aqui.

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Nambuangongo em Sab Jan 08, 2011 7:30 pm

Muito bem, meu. Já tens feito uma boa exibição de demagogia, analfabetismo funcional, comportamento paranoico, fundamentalismo e intolerância.

Caso eu for anti-semita...

...que se passaria?


affraid

Deveriam ser censuradas as minhas opiniões? Não teria eu nunca razão em nada? Deveria ser expulso do foro?

...ou deveria ser «executado» pelos teus amigos do Mossad?


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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Dom Jan 09, 2011 4:57 am

Analfabeto és tu, e um anti-semita imundo!
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Nambuangongo em Dom Jan 09, 2011 5:08 am

Ganda Tanga escreveu:Analfabeto és tu, e um anti-semita imundo!

Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar as letras, frases, sentenças, textos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas.

Expliquei-te mais de duas dúzias de vezes as razões pelas quais me podes chamar anti-sionista, mas não anti-semita. És capaz de interpretar os meus textos e fazer as operações matemáticas (de lógica matemática) mais elementares?

Já está o Mossad investigando a minha IP?
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Dom Jan 09, 2011 5:21 am

Leste o texto do Postone? O anti-semitismo não é aquilo que tu ou outro imbecil decide que é. É um fenómeno histórico que tem tido consequências gravíssimas.

Coloco um texto do Postone sobre o anti-semitismo na esquerda e vem-me este desviar o assunto com um vídeo que branqueia o nazismo, vem-me falar em sionismo, que devo pensar?

E mais, observa outras pessoas, aqui, a serem explicitamente anti-semitas, a postar vídeos conspiranóicos que vêm desses ambientes e não reage.

Pouco me importa a tua pessoa. Continuo a sentir repugnância por um ambiente que tolera o anti-semitismo, mas a esquerda a mim não me ilude há muito tempo. Só não pensei que descesse a este nível!
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Dom Jan 09, 2011 8:14 am

A questão aqui, tal como no texto do Postone, é reconhecer a existência do anti-semitismo, tanto o actual como o do passado moderno, como uma ideologia que não se confunde com um racismo vulgar, segregada constantemente na nossa sociedade, que se apresenta como ideologia emancipadora, como uma versão alternativa de anti-capitalismo, e que por isso tem potencial para influenciar a esquerda, e que a influencia efectivamente.

A crítica do anti-semitismo não é uma tentativa de branquear e defender as atrocidades cometidas por Israel contra os palestinianos. Tem que se saber distinguir esta crítica da mera invocação do anti-semitismo como espantalho por parte dos que querem evitar as críticas justificadas e necessárias às políticas criticáveis de Israel, da mesma maneira que a crítica ao chamado socialismo real, às ideologias que propõem um capitalismo de estado e lhe chamam socialismo, é necessária e não é por isso que se condena o comunismo, pelo contrário, a defesa do comunismo pressupõe que se critique o falso comunismo. Não se pode aceitar uma visão do mundo maniqueísta em que a linha divisória é traçada pelo inimigo. Assim, os críticos do estalinismo seriam agentes da CIA ou agentes de Hitler, e os críticos do anti-semitismo seriam agentes sionistas. Simplesmente isto nem merece mais discussão.

É portanto irracional e suspeito que se reaja à crítica do anti-semitismo com tamanha virulência e desonestidade. Primeiro nega-se a especificidade do anti-semitismo, a maneira como ele se apresenta efectivamente, e apresenta-se como real apenas um "anti-semitismo" que não existe na realidade mas apenas como construção ideológica, como generalização do conceito de racismo vulgar aos judeus. Mas o racismo vulgar baseia-se sobretudo na oposição branco/não-branco e foi originado de outra maneira e apresenta-se de outra maneira. Ao preto não é atribuído um poder imenso que subjuga a humanidade e a conduz a crises e guerras.

Quando um autor atribui um poder desmedido ao lobby pró-Israel é preciso ver se esse poder é desmedido ou não. Se ele alega que os Estados Unidos agem contra o seu próprio interesse, são manipulados por um grupo que mantém entre si uma lealdade étnica que supera a lealdade ao próprio país e aos seus interesses individuais, está-se a ressuscitar um dos temas principais do anti-semitismo. Um grupo não assimilado, traidor interno, ligado a um poder internacional, que manipula os governos nacionais. As alegações do Petras foram criticadas e refutadas por Chomsky. Rapidamente vários sectores do anti-sionismo chamaram ao Chomsky um sionista. Como se vê o termo sionista pode ser utilizado como forma de demonizar a crítica.

Claro que há vários graus de anti-semitismo. Mas dar credibilidade a temas anti-semitas, propagá-los, e tudo isso a partir duma posição respeitável de académico e de esquerdista, alimenta o anti-semitismo mais completo, que não tem problema nenhum em produzir listas de donos ou gestores de companhias multinacionais com os seus pedigree de judeus. Como se esses gestores não tivessem que prestar contas a accionistas em função apenas de critérios económicos. Se ao contrário do resto do mundo essa gente tem um pacto, uma cabala, que nem corresponde a nenhuma lógica visível, obedecem a que plano e o que faz deles tão especiais? Nova Ordem Mundial? E se são capazes disso também conseguem enganar toda a gente e inventar que o seu povo foi submetido a um genocídio.


É verdade, é verdade, há vários graus de anti-semitismo, alguns têm apenas discursos com tonalidades anti-semitas, não podemos meter tudo no mesmo saco. Mas o que eu tenho verificado é que os que são menos a-s são muito tolerantes com os que são mais.

Porque ninguém aqui submete a críticas as visões conspiranóicas duma suposta nova orem mundial que são apresentadas por aqui?
Porque se insiste em negar o carácter específico do anti-semitismo?
Porque se insiste em banalizar o nazismo pretendendo que o que acontece na Palestina é semelhante ao que aconteceu na Alemanha nazi? Por acaso matar sistematicamente 6 milhões de judeus de maneira industrial e contra toda a lógica económica ou de guerra tem alguma coisa a ver com o que se passa com os palestinianos? Isso é o mesmo que um neo-nazi dizer que um estado democrático que proíbe ou reprime o neo-nazismo é totalitário. Os fascistas portugueses dizem Abril, Prisões Mil! Realmente uns quantos reaccionários foram metidos na cadeia depois do 25 de Abril. É como no fascismo!

E depois disto tudo considero risíveis as acusações de paranóia ou de analfabetismo funcional ou de sionismo.

O problema não é eu não entender as tuas definições de anti-semitismo ou de semitismo. O problema é que as tuas definições não correspondem a um referente real e objectivo, são meras construções abstractas sem conteúdo a não ser aquele que lá metes a partir da tua ignorância.

Existem montes de ligações entre negacionistas do holocausto, defensores do complô judeu, e esquerdistas. O inimigo do nosso inimigo não é necessariamente nosso amigo. Esquecem-se desse princípio.

Um certa esquerda anti-sionista, além dos seus problemas com o nacionalismo, e com o seu desemprego eminente pela falta aparente dum sujeito revolucionário clássico, e portanto a sua falta de selectividade à hora de escolher revoltados, tem um ódio irracional a Israel. Não aplicam a Israel os mesmos critérios que aplicam a outros países. Não conseguem sequer tolerar críticas ao seu ódio. Estou farto de ver bandalhos analfabetos julgando que lutam pela liberdade a escrever IsraHell. Quando Portugal travava uma guerra colonial, criticava-se o Salazar e não Portushit.
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Dom Jan 09, 2011 8:41 am

ninguém te obriga a ler ou comentar à força, que isto não é o estado sionista de Israel.

Prova que no Estado de Israel (o que seria sionista?) alguém é forçado a ler ou comentar à força! Mais um exemplo de preconceito anti-semita. Este tipo está a demonizar Israel. Deves estar a confundir com o governo do Hamas em Gaza! Aí sim perseguem-se os opositores políticos!

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Seg Jan 10, 2011 3:20 pm

Parece que os esquerdosos da Adbusters também são dados ao anti-semitismo:

http://libcom.org/library/anti-semitism-adbusters-2004


E claro que aparece logo um esquerdoso a reclamar que o judaísmo não é sionismo! Parecem cães de Pavlov. Consome menos, abaixo as touradas, libertemos as galinhas, decrescimento, vivam as mezinhas e abaixo as vacinas, e olho que são judeus!
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Ganga Tongo

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Jan 10, 2011 6:42 pm

Neste caso o reflexo condicionado é mais simples do que a regra de três. Estes foram os "ladrados":

What people need to remember is that Zionism is not Judaism...

Not all Jews are Zionists and not all Zionists are Jews...
Riot_Queer chama-se o "cão".

Enquanto isso, isto escrevia a professora de Psicologia Experimental e Métodos de Pesquisa, Lysa Bauer (The Role of Empirical Evidence and Skepticism in the Same Sex Marriage Debate)

This is where the role of the skeptics becomes most notable. We, as skeptics, while we may offer empirical data in the formation of our arguments, our role is more importantly defined as promoting enthusiasm for science, and the spirit of wanting conclusions to be based on reasonable, scientifically derived findings. I am convinced that people can no longer be convinced of a viewpoint by being presented data. This has been tried, and it isn’t working. And from where I stand, I don’t think it can. And if you disagree, then tell me, what research could I have presented that cab driver that would have led him to question his firmly held conclusions?
Enquanto isso, Ganda Tanga empenha-se com estrondosa coragem nas equações semita = judeu; anti-semitismo = anti-judaísmo = anti-sionismo; portanto, judaísmo = sionismo. Mas falta judeu = sionista (São dois factos facilmente constatáveis para qualquer cão de Pavlov, que não todo judeu se considera sionista e não todo sionista é judeu). Esse é o preconceito em cuja divulgação se emborca o talento de Ganda Tanga. Com qual intenção? Chi lo sa.

Mas tendo em conta que é pouco dizer que os que defendemos a causa Palestiniana não temos problema em manifestá-lo abertamente às vezes que forem mister (pois não é outra que a causa da Justiça e a Dignidade humana aquilo no que se empenha nossa respiração), podemos concluir que Ganda Tanga é exactamente o que aparece atrás dos muros de sombra e ruído por não suportar a luz posta sobre a memória por Nambuangongo (pois esse é o grande regalo do sangue do Povo Palestiniano à Humanidade, que ainda chameje o Sol da Justiça): Ganga Tongo.


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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Seg Jan 10, 2011 7:09 pm

Você deve ser imbecil. Quando se fala de anti-semitismo não se fala de nenhuma perseguição a nenhuma suposta raça semita mas apenas aos judeus e com uma forma determinada com a sua própria história. O artigo da Adbusters é anti-semita pelas razões expostas na página que linkei. Esta irracionalidade em lidar com a o anti-semitismo já me começa a assustar.

Deixe-se de vir com o sofrimento ou opressão dos palestinianos que isso não tem nada a ver e nem eu nem a página linkada somos mais coniventes que você. Você é pior que um cão de Pavlov, é simplesmente um imbecil. Por acaso o terror contra os judeus preocupa-o menos que o a agressão contra os palestinianos? Por acaso acha a argumentação da Adbusters normal? Não o preocupa o anti-semitismo na esquerda? Claro que sionista não é o mesmo que judeu mas não é isso que está em causa.

Tanta burrice só pode ser explicada por preconceito e que me parece que é puro ódio irracional.


Lá porque os palestinianos sofrem, tanto às mãos de Israel como às mãos do Hamas, justifica-se e é aceitável que se ressuscitem os velhos temas anti-semitas, do judeu dúplice, que trai o país porque é mais fiel a uma cabala dos da sua raça que controla os Estados Unidos e o mundo!

Os Indymerdias deste mundo estão cheios deste tipo de lixo. Posta-se textos de negacionistas do Holocausto e se alguém aponta o carácter anti-semita do texto logo vem um esquerdoso cão de Pavlov a babar-se feito atrasado mental e a dizer, Anti-sionismo não é anti-semitismo, eu sou árabe logo sou semita, e outras imbecilidades do género. "O militante X foi preso em França por afirmar que os nazis não meteram os judeus numa câmara de gás. É o sionismo que controla os governos e os média que inventou essa mentira." Grande anti-sionismo de pacotilha! Grande Indymerdia! Grandes esquerdosos! Agora apoiam neo-nazis porque se preocupam com a opressão dos palestinianos.


Última edição por Ganda Tanga em Seg Jan 10, 2011 7:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Seg Jan 10, 2011 7:41 pm

"a luz posta sobre a memória "

Descreva-me por favor, em traços largos, o anti-semitismo a partir de 1871. Que forma tomou e quem foi o seu alvo e consequentes vítimas!

Dê-me argumentos que sustentem a ideia que os judeus são o inimigo interno e estão aliados numa vasta conspiração que lhes permite pôr os Estados Unidos a agir contra os seus próprios interesses!

Refute este texto do Chomsky:
http://libcom.org/library/israel-lobby-noam-chomsky


Depois disto, explique-me que raio de artigo é esse do Adbusters. Como pode a propagação do rumor delirante, de que os judeus conspiram e têm êxito em conduzir os negócios do mundo em seu proveito, ser benéfico para os palestinianos? Só se for numa lógica capitalista , nacionalista e assassina de gerar ódio mundial contra um povo para supostamente defender outro.
Que tem a ver a dignidade e a humanidade com tal baixeza? 6 milhões de mortos motivados por esses delírios e por esse incitamento ao ódio não lhe bastam?
Israel tem que ser tratado como qualquer outro país, e mesmo as suas agressões têm que ser tratadas como as agressões dos outros países.
E se o anti-semitismo ressurge constantemente é porque está radicado em algo na nossa sociedade. Postone diz que é uma espécie de revolta anti-capitalista truncada. Pode ver-se a estrutura desse anti-semitismo ser repetida em todo o tipo de teorias conspiranóicas que pretendem ser anti-hegemónicas, emancipadoras, tal como o nazismo também se pretendeu., Por isso vemos os esquerdosos indymerdianos serem tão adeptos dessas coisas. Isto é assunto sério.


Eu só comecei a prestar atenção a isto depois de ver vários esquerdosos no Indymedia a justificarem um texto negacionista do holocausto com a reacção pavloviana. Pensei que estavam distraídos até que vi que fundamentam toda a sua prática esquerdista em concepções destas. O lixo primitivista e anarco-jardineiro e anarco-indymerdiano é grande visionador de vídeos de internet de teóricos da conspiração americanos, nacionalistas, da extrema-direita e anti-semitas, além de lunáticos.
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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Seg Jan 10, 2011 8:20 pm

Este assunto parece tão irracional que vemos gente de esquerda a alinhar com reaccionários do pior tipo, em nome do anti-sionismo, e viu-se também, na Alemanha, um meio comunista radical, que ao opor-se ao anti-semitismo sob vária matizes da esquerda anti-imperialista, acabou a tornar-se defensor de Israel e dos Estados Unidos.

Vê-se na internet que a maioria dos grupos que dizem combater o anti-semitismo são na verdade defensores de Israel e dos Estados Unidos.

Robert Kurz, grande promotor da crítica do anti-semitismo, acabou a defender a agressão israelita a Gaza.

Eu traduzi vários autores que passaram dum comunismo de ultra-esquerda para a extrema-direita ou para o negacionismo do holocausto. (traduzi textos de ultra-esquerda, obviamente)

Marx é acusado de anti-semitismo (refutado aqui: http://www.marxists.org/archive/draper/1977/kmtr1/app1.htm)

O Proudhon e o Bakunin eram realmente anti-semitas.

E claro, abundam todo o tipo de teorias que os judeus controlam o mundo. Querer negar isto, e as versões esquerdosas disto, ou é ignorância ou má-fé.

O termo anti-semitismo foi criado por anti-semitas e referia-se apenas a judeus. Os judeus é que eram uma figura social na sociedade onde o anti-semitismo surgiu. Os nazis tinham contactos com os árabes da Palestina. As SS tinham mesmo secções muçulmanas.

Também houve ligações com nacionalistas bretões e irlandeses.

Esta reacção irracional parece-me que se prende com certos hábitos esquerdosos de se alinharam atrás de um certo bloco imperialista ou nacionalista. Em Portugal os MRPPs tendo-se alinhado com a China aliaram-se à direita durante o PREC. Conheci uma simpatizante ou militante do PCP no Facebook que defendia posições homofóbicas para se alinhar com Cuba e porque tinha sonhos húmidos com machões latino-americanos de bóina. Claro que não se pode esperar mais de esquerdosos ou esquerdosas. O Che Guevara é o Rambo da América Latina. O Bolívar era um covarde, um traiçoeiro sedento de poder e um sacana miserável. O patriotismo latino-americano causa-me quase tantas náuseas como a deriva anti-semita da esquerda.
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Moses Mordecai Levy

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Re: UM OUTRO OUTONO ALEMÃO

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