A institucionalização da vida e da morte

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A institucionalização da vida e da morte

Mensagem  maria em Ter Jan 04, 2011 3:18 pm

http://www.publico.pt/Sociedade/mais-de-60-por-cento-das-pessoas-morrem-nos-hospitais_1473516
Deixo-vos esta crónica que li hoje no Público. Não é nada que não saibamos e não tenhamos experimentado, mas dá para pensar.
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maria

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Re: A institucionalização da vida e da morte

Mensagem  Pedro Bravo em Ter Jan 04, 2011 5:23 pm

Um trecho do mesmo artigo:

Foi justamente no início da última década do século XX que passou a ser mais comum morrer no hospital do que em casa. Um fenómeno que é explicado por uma série de factores: a ocultação da morte, a mitificação da medicina e os avanços no campo da reanimação, acompanhados da redução do núcleo familiar e do aumento do trabalho feminino. O problema é que "esta mudança sociológica" não foi acompanhada pelo sistema de saúde, observa Luís Campos. Era necessário equipar os hospitais para as novas necessidades, mas ainda pouco foi feito.

Depois se estende assinalando algumas carências.

Um fenómeno relacionado é a proliferação dos Tanatórios e empresas fúnebres. Confesso que eu não saberia o que fazer se morro.
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Pedro Bravo

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Re: A institucionalização da vida e da morte

Mensagem  Isabel em Qua Jan 05, 2011 7:58 am

Pois eu, sinceramente, acho que em muitos casos a pessoa com doença terminal está melhor atendida no hospital do que na casa... O hospital é um lugar triste para morrer, mas ainda é mais triste para nascer!

Eu não sei que ajuda devem ter os familiares quando um membro da família morre. Sei que eu não tive mais que a que consegui arranjar. E assim cheguei até agora, que não é pouco. O que acontecia noutros tempos? Pois tem a mesma resposta que quando nos perguntamos como era a vida antes dos telemóveis, ou da televisão... A gente sobrevive...



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Re: A institucionalização da vida e da morte

Mensagem  Pedro Bravo em Qua Jan 05, 2011 9:35 am

Escreve Isabel:
Eu não sei que ajuda devem ter os familiares quando um membro da família morre.
No artigo aludido disse isto:
Basta ver que apenas 36,8 por cento dos serviços inquiridos dispõem de um local próprio ou reservado para os doentes em fase terminal e que são a excepção os profissionais que têm treino específico para lidar com estes doentes, tal como são uma minoria os departamentos que mencionam a possibilidade de os cuidados serem prestados num esquema domiciliário.
O apoio aos familiares ainda é mais descurado: o telefone é o modo mais usado para participar a morte (71,7 por cento) e só uma minoria dos médicos e enfermeiros procura ajuda psicológica para os familiares após o óbito.
Os serviços aos pacientes também afectam aos familiares. A ajuda psicológica, excepto casos justificadamente traumáticos (crianças, doentes que sustêm afectiva e economicamente à família, etc.), é um recurso um tanto excessivo. Sei-que, por um lado, temos que sentir-nos muito compungidos, mas, por outro lado, não se pode cair na prostração.
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Re: A institucionalização da vida e da morte

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