Que crise económica? Os lucros aumentam!

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Re: Que crise económica? Os lucros aumentam!

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sex Jan 07, 2011 5:28 am

O anti-sionismo como cortina de fumo. O Petras pretende que um país minúsculo e uma comunidade étnica minúscula e sujeita a preconceitos controla a política externa dos Estados Unidos. Isso é falso e é típico do anti-semitismo. Que ele fale em sionismo em vez de judeus, não muda nada.

Já o Manuel Freytas é um completo anti-semita. Acho incrível o malabarismo dele em que passa a designar por sionismo, não o nacionalismo judaico, mas a tal conspiração todo-poderosa dos judeus fantasiada pelos anti-semitas. E por mudar de nome já não seria anti-semita, e pior, declarando-se anti-sionista, apesar de dar um sentido completamente deturpado à palavra, já não poderia ser atacado.

Isto de vir com o anti-sionismo quando se está a falar de outra coisa totalmente diferente parece lavagem ao cérebro.

Agora é a minha vez de lhe dizer que toda a gente, independentemente da ideologia, quando se lembra dos campos de extermínio nazis, e de como isso está relacionado com o anti-semitismo, fica horrorizada. É preciso ter uma "empanada mental" para desculpar e branquear uma ideologia que levou a tal catástrofe, perante a qual o que acontece no Médio-Oriente é uma brincadeira, por mais que a sua "empanada mental" o leve a negar isso.
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Re: Que crise económica? Os lucros aumentam!

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sex Jan 07, 2011 5:39 am

E esses cartazes desses fanáticos religiosos judeus não servem para dizer nada. Sabe-se muito bem que eles se apoiam em mitos religiosos para tomar essas posições.

O Estado de Israel já existe. Tal como todos os outros estados não nasceu sem provocar problemas. O sionismo como doutrina que visava construir um estado judeu já não tem sentido porque ele já existe. Defender esse estado, o seu direito à existência, é tão fascista como defender o estado português ou o estado brasileiro ou querer construir um estado galego.

Acho um bocado abusivo o uso do termo sionismo mesmo para alguém se referir ao mero nacionalismo israelita. E ser anti-sionista é tão bizarro como ser anti-chinês quando se critica a China devido ao seu regime político ou por não ceder às pretensões dos nacionalistas tibetanos.



Essa bandeira de Israel com a cruz suástica é repugnante. Continue assim nesse pântano nojento, apenas porque se sente particularmente enojado com as barbaridades de um nacionalismo em particular.


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Re: Que crise económica? Os lucros aumentam!

Mensagem  Moses Mordecai Levy em Sex Jan 07, 2011 7:42 am

Só queria dizer que se deveriam evitar polarizações em volta de falsas oposições. Tanto o "sionismo" como o anti-semitismo ou um certo nacionalismo esquerdista pouco consciente em relação ao anti-semitismo, tendem a criar essas falsas oposições. Eu por exemplo, em relação a esta questão, tive que me distanciar de um certo esquerdismo inconsciente, e mesmo de uma certa atitude mental de indiferença em relação à questão do anti-semitismo, que eram em parte resultado da minha ignorância, e em parte reacção quase pavloviana às pretensões "sionistas".

Os meus erros consistiam principalmente em não perceber que o anti-semitismo é uma visão do mundo peculiar diferente do racismo vulgar e não ter consciência que se mantém vivo tanto em várias teorias da conspiração ou como uma redefinição em certos autores dos termos anti-semitismo, anti-sionismo, etc. A minha falta de contacto com essa realidade e com a sua crítica também tinham influência na minha falta de alerta quando ouvia alegações basicamente conspiranóicas, que apesar de não fundamentadas na realidade se apresentam muitas vezes de maneira convincente. Notei em mim também uma estranha indignação com o facto de serem judeus a cometer atrocidades o que me fez usar também rótulos como nazi-sionista, etc e a dar uma importância desmedida aos paralelismos entre certas partes do sionismo e do nazismo. Mas isso, vendo bem, é conceder um estatuto especial aos judeus e deve ser evitado. Se o anti-semitismo é diferente dum racismo vulgar, isso é a realidade e não uma deformação do pensamento que concederia um estatuto especial aos judeus. Não há aqui contradição.


Por isso, penso que se deveria tentar ser sóbrio ao tratar estas questões e evitar associar o anti-semitismo ao anti-sionismo. Quero dizer, certos autores e ideologias que se apresentam como anti-sionistas são de facto anti-semitas e não se deve invocar a prática dos apologistas das atrocidades israelitas de chamar anti-semitas aos adversários como desculpa para não criticar o anti-semitismo real de alguns desses adversários.

Também o facto de a população palestiniana ser vítima de atrocidades não tem que levar à cegueira tanto em relação a aos seus "amigos" anti-semitas ou islamo-fascistas. Em que é que negar o holocausto ajuda os palestinianos? Ou em que medida atirar ácido às mulheres ou perseguir sindicalistas palestinianos ajuda a luta contra as atrocidades do exército israelita?
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