"Um Tratado de Aliança entre Minhotos e Galegos em 1809"

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"Um Tratado de Aliança entre Minhotos e Galegos em 1809"

Mensagem  cdurão em Ter Maio 31, 2011 11:58 pm



http://galizalivre.org/?q=ensaio/um-tratado-de-alian-entre-minhotos-e-galegos-em-1809

"O que é certo, e não nos parece afoiteza afirmar, é que na primeira parte do século XIX cimentou-se um tratado de relações de boa amizade e vizinhança entre galegos e minhotos; se quisermos ir mais longe, entre portugueses e espanhóis. E não foi preciso a acção das chancelarias, a atividade diplomática ou a alto nível. Perante o perigo comum dos dois povos da Península, o tratado de defesa e cooperação firmou-se com a assinatura anónima dessa gente anónima, que nas guerrilhas e emboscadas, nos assaltos e assédios, na defesa das mais pequenas terras de província, o autenticou com o sangue das feridas obtidas na refrega, com os sacrifícios da vida, sementa lançada à terra Peninsular para o seu florescimento em plena liberdade e independência mútuas. E, com pequenas intermitências, assim tem continuado e continuará no rodar das décadas e dos próprios séculos. Bem mais firme e sólida que alianças que se firmaram no ámbito de muitos lustres e que se negaram na hora do perigo, mormente quando prevalece o egoísmo ou egocentrismo duma parte contratante."
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Re: "Um Tratado de Aliança entre Minhotos e Galegos em 1809"

Mensagem  AGIL em Seg Jun 06, 2011 11:10 am

Se não erro, o livro (Os galegos nas Letras portuguesas) de que foi tirado esse treito esteve à venda no Imperdível, mas anda esgotado. Era assim apresentado:

«Este livro de Rodrigues Vaz evidencia, a falácia da afirmaçom que de quando em vez se escuita na Galiza a respeito da suposta falta de interesse em Portugal pola realidade e a actualidade galegas. Os contributos que aquí se recolhem – e que se podem facilmente acrescentar com mais nomes —provam como em muito diferentes séculos houvo, e há na actualidade, atençom à Galiza desde ámbitos distintos e variados da cultura portuguesa.»

E continua a apresentação:

«Este livro, de 234 páginas, contempla um capítulo inicial, intitulado “Xuventude de Galicia. Uma jovem de 100 anos” (pp. 15-20), com alguns apontamentos respeitantes à história desta entidade. Na página seguinte informa dos corpos sociais da mesma. Na continuaçom principia a relaçom de vários trabalhos que justificam o título do livro. O primeiro deles, “Na história comum”, refere contributos de Sérgio Silva Pinto, Agostinho da Silva, Abel Luís de Sousa Varela e Seixas, o Dicionário de História de Portugal, Rodrigues Lapa, José Viale Moutinho, J. T. Montalvão Machado, Natália Correia, Roby Amorim, Juvenal Esteves, Jorge Fernandes Alves, Luís Maraginhos Igrejas (citaçom esta procedente do PORTAL GALEGO DA LÍNGUA, segundo assinala), Américo Nunes, Ana Catarina Mendes, Alberto Vieira Braga e António Cruz.

»O seguinte capítulo, “Na Literatura Galaico-Portuguesa”, inclui amostras de contributos de Teófilo Braga, de excertos de cartas de Teixeira de Pascoaes a Álvaro Cebreiro, e de trabalhos de José Ribeiro Alves Júnior, Júlio Evangelista, Fernando Venâncio Peixoto da Fonseca (2 espécies), Arsénio Mota, Joaquim de Carvalho, António Ventura, José Augusto Seabra, Vergílio Aberto Vieira, Cristino Cortes e José Viale Moutinho.

»Na continuaçom, no intitulado “Na Literatura Portuguesa”, diferencia-se por um lado “Na prosa”, com referências a Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Álvaro de Carvalhal, Ramalho Ortigão, L. Augusto Palmeirim (2), Fialho de Almeida, Sampaio Bruno, Eduardo de Noronha, António Ferro, Gustavo de Matos Sequeira, André Brun, Miguel Torga, Augusto Navarro, Tomás da Fonseca, José Rodrigues Miguéis (2), José Carlos González (2), José Luís Rodríguez e Elias J. Torres Feijó (cita-se um trecho de um trabalho destes dous professores da Universidade de Santiago de Compostela sobre Camilo Castelo Branco), Francisco José Viegas, Wanda Ramos, Carlos Consiglieri, Júlio Machado Vaz, Fernando Assis Pacheco, José António Guille, Sérgio Luís de Carvalho, Norberto de Araújo, Luís Moita e Fernando Castelo-Branco. E na seguinte epígrafe, intitulada “Na poesia”, referem-se contributos de Sá de Miranda, Abade de Jazente, Almeida Garrett (3), José Leite de Vasconcelos, João Verde (2), Afonso Lopes Vieira, Teixeira de Pascoaes (2), Pedro de Meneses [Alfredo Guisado], Firmino Augusto Martins, Miguel Torga (2), Amândio César, António Lousada, Oliveira Guerra, A. Garibaldi, Pedro Homem de Mello, Laurinda Fernandes de Carvalho Araújo e António Afonso do Paço, Ernesto Guerra da Cal (deste produtor galego reproduz-se “Folha Velha”, um dos seus poemas de homenagem a Rosalia de Castro), Fiama Hasse Pais Brandão, José Carlos González, Maria Manuela Couto Viana, António José Queirós (2), Firmino Mendes e Joaquim de Carvalho.

»Depois, no capítulo “No teatro”, encontram-se contributos de Francisco Gomes de Amorim e Mário Domingues.

»No seguinte, “No trabalho”, ponhem-se em destaque os nomes de J. B. F. Carrière, Gustavo Matos Sequeira, Francisco Câncio, Eduardo de Noronha, José Estevam, A. A. Gil Figueira, Luís Chaves, Alfredo Mesquita, Alfredo Saramago e Ana Mendes.

»E no final, na epígrafe intitulada “Na memória”, as contribuiçons som de Ladislau Batalha, Horácio Marçal, Juvenal Esteves e António Sousa Homem.

»Apesar da ampla relaçom de produtores, faltam ainda nomes que se poderiam acrescentar. Em todos os casos oferece-se um contributo breve, mas é umha maneira de dar a conhecer trabalhos de feitio muito diferente que, ao se coleccionarem e juntarem num mesmo volume, facilitam a sua difusom.

»Este livro de Rodrigues Vaz evidencia, por um lado, a falácia dessa afirmaçom que de quando em vez se escuita na Galiza a respeito da suposta falta de interesse em Portugal pola realidade e a actualidade galegas. Os contributos que aquí se recolhem –e que se podem facilmente acrescentar com mais nomes—provam como em muito diferentes séculos houvo, e há na actualidade, atençom à Galiza desde ámbitos distintos e variados da cultura portuguesa.

»Esses contributos som merecedores de um estudo, que este volume nom oferece, porque também nom era o seu objectivo nem finalidade. Um estudo que poria de manifesto como textos tam diferentes aqui citados, como o de Teófilo Braga no seu Parnaso Português Moderno no século XIX, os de Teixeira de Pascoes na primeira metade do XX, ou o de Fernando Venâncio mais recentemente (Mana Galiza, publicado em 1 de Dezembro de 2007 e reproduzido no PORTAL GALEGO DA LÍNGUA) no semanário Expresso, por colocar apenas três exemplos do maior relevo, oferecem umha visom muito generosa e aliciante da cultura galega e contribuem para a sua internacionalizaçom, com umha apresentaçom de atractivo e bem informada, fruto de um esforço e dedicaçom pessoal, que na Galiza também tivo correspondência, ao ser Portugal um centro principal de preocupaçom sobretodo na literatura los últimos séculos, mas nom só.

»Outra ideia que emerge da leitura destes textos seleccionados por Rodrigues Vaz é o importante número de portugueses de origem galega, alguns bem significados em variados campos, e que também merecem maior divulgaçom e atençom na Galiza; muitos deles referenciados neste livro, que chama assim a atençom sobre os seus contributos.

»Um livro, pois, que vale a pena conhecer, que pode ser ponto de partida para outros trabalhos de maior fólego, e contribui sem sombra de dúvida para um melhor conhecimento dos galegos em Portugal. Volume de interesse para bibliotecas galegas e que merece ser lido com atençom para entender como se vem as galegas, os galegos e a Galiza em Portugal.»
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