COMO EM ISLÂNDIA, COMO EM ISLÂNDIA

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COMO EM ISLÂNDIA, COMO EM ISLÂNDIA

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 3:57 am

Ah, se houvesse movimentos maciços de gente... Os governantes, aproveitados e traidores, teriam de mudar ou desaparecer. Porque as dividas não são a ninguém em abstrato, mas aos bancos de estados determinados e a outros ladrões de luva branca:
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Islandeses decidem se pagam dívida à Holanda e Reino Unido
09h42m

Os islandeses decidem, este sábado, em referendo se o Estado deve ou não pagar a dívida de cerca de 4 mil milhões de euros a Holanda e Reino Unido. O dinheiro serviu para indemnizar milhares de depositantes lesados pela falência do banco islandês IceSave.

O referendo foi convocado pelo Presidente da Islândia, Olafur Grimsson, que a 20 de Fevereiro voltou a vetar, pela segunda vez, a lei IceSave (que tinha sido aprovada pelo Parlamento islandês quatro dias antes), e que estabelece o pagamento de 3,9 mil milhões de euros aos credores externos.

Esta é a segunda vez que os islandeses têm de decidir se querem ou não que dos seus bolsos saia uma parte significativa do valor total das indemnizações que o governo da Islândia se comprometeu a pagar a Londres e Haia.

O Icesave foi uma das instituições financeiras que faliram na sequência da crise financeira mundial que atingiu com especial dureza a Islândia, com cerca de 320 mil habitantes, provocando a queda da moeda e da economia do país.

Na primeira consulta popular de 2010, que decorreu numa altura em que a "economia estava em ruínas", a esmagadora maioria dos islandeses (mais de 93%) rejeitou "contrair uma dívida que deixaria a população de mãos atadas durante décadas", disse à Lusa Bjarni Brynjólfsson, redactor principal da maior revista em língua inglesa na Islândia, IcelandReview.

"Votámos contra não por achar que não devíamos pagar essa indemnizações - que são mais do que justas - mas porque não queríamos hipotecar o nosso futuro ao contrair uma dívida que nos teria levado décadas a pagar", explicou.

Mas no referendo de hoje o "resultado pode ser bem diferente", considerou o jornalista, salientando que o actual acordo é "mais favorável e acontece numa situação diferente
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http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1826634&page=-1

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QUERELA CRIME CONTRA OS LADRÕES DOS POVOS

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 3:59 am

Crise: Economistas denunciam agências de "rating" por crime de manipulação de mercado
07 Abril 2011 | 16:52

Denúncia subscrita por José Reis, Manuel Brandão Alves, Manuela Silva e José Manuel Pureza será entregue na Procuradoria Geral da República na próxima semana.

“Neste momento, as três mais importantes agências de notação financeira (...) noticiam e divulgam, diariamente, classificações de ‘rating’ que, com manifesto exagero e sem bases rigorosamente objectivas, penalizam os interesses portugueses, estimulando uma subida constante dos juros da dívida soberana”. Daqui decorrem “comportamentos presumivelmente criminais”, indiciadores, nomeadamente, do crime de manipulação do mercado.

O alerta vem de quatro economistas - José Reis e José Manuel Pureza, da Universidade de Coimbra, e Manuela Silva e Manuel Brandão, do ISEG – que vão apresentar uma denúncia ao Procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, no início da próxima semana. Os alvos são a Moody’s, a Fitch e a Standard and Poor’s.

O documento, a que o Negócios teve acesso, sustenta que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”. E enuncia alguns exemplos, entre as várias descidas de ‘rating’ dos últimos tempos, em que “a actuação destas agências de notação financeira tem configurado violações ao dever de apresentação objectiva e imparcial de recomendações de investimento a que estão obrigadas”.

O objectivo da denúncia, explica José Reis em declarações ao Negócios, é alertar o PGR. Afinal ”há que ter em conta que se as taxas de juro não são justas, mas sim influenciadas, daqui decorre um poderoso mecanismo de transferência de recursos dos cidadãos nacionais para investidores internacionais”.

Sendo que, lembra o economista, pelo menos duas das agências de ‘rating’ em causa são detidas por um mesmo fundo de investimento. E, prossegue a denúncia, “não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios”.

Os economistas consideram que há “um conflito de interesses na actividade destas agências de notação financeira, em particular quando baixam os ratings a estes países [Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, entre outros], fazendo aumentar os juros das suas dívidas e influenciando a evolução de um mercado em que actuam os fundos financeiros que são seus proprietários”.

Em Espanha e nos Estados Unidos foram também já desencadeados processos semelhantes, mas ainda não há qualquer decisão judicial transitada em julgado. A actuação das agências de ‘rating’ tem sido, aliás, alvo de várias polémicas, tendo o próprio FMI alertado já para o facto de que “estas agências usam e abusam do poder que têm”

Ainda que sublinhando que, feita a denúncia, os procedimentos que eventualmente venham a desenvolver-se cabem à PGR, José Reis não exclui a possibilidade de ser pedido um “ressarcimento de danos” às três agências de ‘rating’.

Recebida a denúncia, Pinto Monteiro decidirá se há ou não matéria de facto que justifique a abertura de um inquérito.
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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=478307
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Noticiada também em: http://www.publico.es/dinero/370372/querella-en-lisboa-contra-las-agencias-de-rating


Última edição por AGIL em Sab Abr 09, 2011 4:16 am, editado 1 vez(es)

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CONVERSAS DE CAFÉ

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 4:09 am

Todas as manhãs, por volta das 10 horas, eles reúnem-se na Pastelaria Riba Alta.
A partir do meio-dia, a pastelaria serve almoços ligeiros e baratos e mantém uma freguesia constante e ruidosa. Afonso é um jovem arquitecto sem emprego; Rodrigo, antigo funcionário das Alfândegas, reformado e caturra; Felisberto, tipógrafo sem tipografia; e Almada, também reformado da Câmara, onde trabalhou nos serviços de limpeza. Os diálogos são misturados, como todos os diálogos. Cabe ao leitor a identificação das vozes e das personagens.
- Então, o FMI parece que vem para cá.
- Não é o FMI, é outra organização qualquer.
- Que esperavas, com este descalabro?
- A declaração do Sócrates foi triste.
- Triste? Nada disso. Ele é um aldrabilhas sem cura. Ainda há dias dizia que não pedia ajuda externa, e apontava os exemplos da Grécia e da Irlanda.
- Eu cá, já nada me interessa. Estou a tratar das coisas para ir para a Austrália. Eles precisam lá de arquitectos e, em Portugal, está tudo nas mãos dos grandes ateliês. É como os advogados. Está tudo nas mãos dos grandes escritórios, que fazem grandes negócios com o Estado. Os mais novos que se lixem.
- E não tens pena de deixar o País?
- O País não tem pena de me deixar, assim é que é.
- E, agora, com o FMI…
- Parece que não é o FMI…
- Para nos lixarem o nome não interessa.
- E agora, que vai fazer o Sócrates?
- Estou com muita pena dele.
- Mas o Passos Coelho não interessa nada a ninguém, a não ser, talvez, aos banqueiros.
- Essa dos banqueiros. Foram eles que deram cabo disto tudo. Aquele, com cara de mau, esquece-me o nome dele, a cara dele mete medo, esse, primeiro disse que nem cheiro do FMI, depois manifestou-se firme apoiante do pedido de ajuda.
- Mais. Os banqueiros retiraram a ajuda ao Estado, depois de chuparem o Estado até ao tutano. Isto é uma vergonha!
- A vergonha desertou do País.
- Qualquer dia não têm aqui ninguém para trabalhar. Está tudo a ir-se embora. Em Angola há mais de cem mil portugueses. A Europa, que também está à rasca, recebe-nos aos milhares.
- Recebe-nos? A Europa odeia-nos. Aliás, a Europa odeia toda a gente.
- Eu, se fosse mais novo, pirava-me. Portugal só serve para os vigaristas. Trabalhei toda a vida, tenho uma reforma que não chega ao fim do mês. Ainda era capaz de trabalhar. Fui muito bom no meu ofício. Mas já nem há tipografias. Acabou-se.
- Eu estou cheio de artroses.
- E vais ficar com mais. Quando o FMI…
- Já te disse que não é o FMI.
- Quando o FMI ou outro penhorista vier bater-nos à porta é que vamos ver como é.
- Já vimos. Já estamos a ver.
- Ainda tive uma grande esperança, quando veio o 25 de Abril. Mas, depois, os galifões apropriaram-se disto tudo, e tudo voltou à mesma.
- Voltou à mesma ou a pior.
- A pior, não. És novo. Não sabes o que era isto no tempo do Salazar. Apesar de tudo, valeu a pena.
- Valeu a pena, com estes socialistas?
- E os comunistas? Queres os comunistas? Os comunistas não querem o poder, querem é protestar. É um partido do protesto.
- Os únicos que se bateram, na clandestinidade, contra o fascismo.
- Os únicos, não: houve muitos mais. Eles estavam era organizados, isso sim.
- Mas, agora, parece que o Bloco e o PC estão a entender-se.
- A entender-se para quê? Nunca chegam lá…
- Vais votar em quem?
- Se calhar, é a primeira vez que não voto. Vai para lá, quem? O Passos? Ora, ora… Se o Sócrates for eleito secretário-geral do PS, engole-o vivo.
- Lá palheta tem ele.
- Palheta e coragem. Não gosto nada dele, mas tenho de admitir que o tipo é determinado. Já lhe chamaram tudo, até maricas, e ele aguenta-se nas canetas. Reconheçam que o gajo é teso.
- É teso e deixa-nos tesos que nem carapaus.
- Eu vou é para a Austrália.
- Já leste o jornal? Diz que…
- Não tenho dinheiro para comprar jornais. Depois, dizem todos o mesmo.
- As televisões são piores. O escândalo são os ordenados que pagam a esses tipos. E as transferências? Uma vergonha! Há jornalistas que parecem jogadores de futebol.
- Quem dá mais é que é o patrão.
- Agora, nem se sabe quem é o patrão. Mas isto está tudo nas mãos deles.
- Eu vou é para a Austrália. Ainda por cima, dizem que lá há gajas boas à brava.
- Está tudo a ir-se embora.
- Qualquer dia há só velhos em Portugal.
- E de quem é a culpa? Não me digam que a culpa também é do Cavaco.
- Tem muitas culpas no cartório. Mas há muitos mais responsáveis. Deviam estar na cadeia. Mas esses gajos safam-se sempre.
- Em todo o lado há corrupção e aldrabões. Em todo o lado e em todos os partidos.
- Quer dizer, então, que estamos lixados, que isto nunca mais se endireita.
-Eu vou é para a Austrália.
- É pá, vai. Vai e deixa-nos em paz.
- O mundo está a mudar e eu já não tenho idade para o compreender. Vou-me ficando por aqui.
-É. Eu também.
- Eu, vou-me levantando. Tenho de ir ao médico e não me está a apetecer nada.
- Até amanhã.
- Até amanhã.
...
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=478459

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Dos contos das "razões" na Economia...

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 4:33 am

Trichet, ao serviço de quem? Do banco esse "europeu" ou de precisos estados dominantes na EU?:
...
Un tipo que perjudica a España

La decisión del Banco Central Europeo (BCE) de subir los tipos de interés constituye una nueva, y desafortunada, demostración del creciente divorcio entre las instituciones europeas y los ciudadanos. Después de mantener durante 23 meses congelados los tipos en el 1%, el gobernador Trichet ha tomado la decisión de elevarlos un cuarto de punto con el argumento de que es necesario contener la inflación. En un alarde de supuesta sensibilidad social, sostuvo que una inflación controlada es “especialmente beneficiosa para los pobres” y la forma “más eficiente de impulsar la creación de empleo”. En realidad, lo que ha hecho Trichet es servir ante todo a los intereses de Alemania, país que se encuentra en una fase sostenida de crecimiento y al que un repunte inflacionista puede afectarlo de manera singular por su condición de potencia exportadora. Sin embargo, para países como España, que luchan por salir de la crisis y cuyas economías se sustentan de manera primordial en el dinamismo del consumo doméstico, la subida de tipos supone un mazazo que, según coinciden diversos analistas, afectará negativamente a la creación de empleo y aumentará aun más para los asfixiados ciudadanos el peso de sus hipotecas.

Las políticas monetarias deberían ser justamente eso, políticas, no dictados procedentes de determinados centros de poder y revestidos de dogmas científicos. Existen alternativas a la decisión de Trichet. En Estados Unidos, por ejemplo, los tipos se encuentran prácticamente en cero, porque las autoridades consideran que de ese modo se ayuda mejor a estimular la economía. Pero el BCE, ya se sabe, es “independiente”.
...
http://blogs.publico.es/versionlibre/403/un-tipo-que-perjudica-a-espana/
::::::::::::
Três comentários ao artigo precedente:

#
1 Comentario por Augustok (08/04/2011 08:56): «No existe una economía neutral: se trata de una "ciencia" claramente ideológica. La economía de derechas que nos domina y a la cual responde el BCE tiene dos obsesiones: control del déficit y de la inflación. Obsesiones que convienen a países ricos pero que pueden resultar nefastos para economías más débiles. Alemania está imponiendo a toda la Unión Europea condiciones que sólo convienen a las grandes economías.»

2 Comentario por urelioA (08/04/2011 08:57): «Al gobernador Trichet -trincar en español??- junto al Fernández Ordoñez... ¿quiénes le ha elegido? El sacristán español Fernández Ordoñez, es nombrado por el Rey a propuesta del Presidente del Gobierno. Luego el papa Trichet y su séquito español, seres hambrientos de la misma ralea. Si -según el RAE- la ralea del halcón son las palomas; la del azor, las perdices; la del gavilán, los pájaros pequeños, … la de estos agentes financieros, el FMI/reserva federal y otros, es esclavizar al máximo a sus semejantes seres. No le demos más vueltas: en poquitas manos está el futuro de más SEIS MIL millones de ciudadanos del mundo. ¿y no podemos con ellos?»

11 Comentario por JPMarat (09/04/2011 00:06): «Eso del dique infranqueable me recuerda mucho, por el tono saca-pecho-patriotero, a aquello de la inexpugnable línea Maginot francesa de la II G.M. Concebida para un ataque frontal, los alemanes demostraron su ineficacia bordeándola por los flancos. Cuando se es un dique infranqueable y falta una de las paredes, Portugal, los embates, a buen seguro serán más duros. Caídas las fichas más débiles, ahora los tiburones de la especulación concentrarán todas sus fuerzas en España. Y mientras tanto, el gobierno seguirá aplicando recortes sociales contra los trabajadores y regalando lo que quede público a la voracidad privada, cuando esas medidas, lejos de disuadirles, les estimulan porque les hacen ver una posición nacional y política de debilidad ante el capital especulativo.

»Interesante video-entrevista a Eric Toussaint, Presidente del Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo (CADTM), sobre la comparación entre la deuda española, europea y africana:
http://marat-asaltarloscielos.blogspot.com/2011/04/entrevista-eric-toussaint-sobre-la.html »

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Um artigo do Guardian em Rebelión

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 6:14 am

Portugal no se puede resistir a la oferta
Michael Burke (The Guardian)

Los ciudadanos irlandeses, los griegos, y ahora también los portugueses, son testigos de que caer en las garras de la Comisión Europea a través de un plan de rescate es como aceptar una invitación de la mafia. Así lo afirma un columnista del diario Guardian.

En uno de los episodios de la excelente serie Los Soprano, el gángster Tony Soprano explica a un jugador de poca monta la razón por la que le dejaba participar y perder en partidas con apuestas elevadas. “Sabía que no podrías pagar, pero tu mujer tenía la tienda de deportes”, le dice tras liquidar los activos del negocio y dejarlo en bancarrota.

Los Soprano está disponible en portugués, y ahora que Portugal es la última economía que ha caído en las garras de la Comisión Europea, y posiblemente, del FMI, los espectadores podrán saber más sobre lo que les espera siguiendo dicha serie que lo que podrían saber por los medios de comunicación. Caer en manos de la Comisión, como bien saben los ciudadanos irlandeses y griegos, es como entrar en un círculo mafioso.

Según las últimas informaciones, el Gobierno portugués ha solicitado un préstamo urgente por valor de 80.000 millones de euros tras una subasta de bonos públicos cuyos tipos de interés alcanzaron niveles exorbitantes. Sin embargo, a juzgar por la experiencia en otros lugares de Europa, el tipo de interés que aplicará la UE no será inferior al valor insostenible que pedían los mercados de bonos.

Crece el riesgo de impago de Irlanda y Grecia

Los rescates irlandés y griego se presentaron como una medida extrema, pero necesaria, para mantener la solvencia de los Estados. Han fracasado. Desde que se anunciaron los rescates, ambas economías han ido de mal en peor en las clasificaciones de las agencias de calificación crediticia internacionales, y los mercados financieros continúan fijando los precios en previsión de probables impagos.

Seguramente el Gobierno de Lisboa —igual que los de Dublín y Atenas—acabará viendo que ha sustituido la incierta y cara deuda de los mercados financieros por la incierta y desorbitada deuda de la UE y el FMI. A resultas de ello, el Estado perderá capacidad de devolución de la deuda a largo plazo y no tardará en tenerlo más difícil para cubrir los costes de revisión de la deuda.

Ahí no acaba todo. A cambio de los fondos de rescate, se le pedirá al Gobierno que aplique mayores recortes del gasto público y más impuestos sobre las clases medias y bajas; lo cual ahogará la actividad económica y hará que desciendan los ingresos por impuestos, de los cuales depende la revisión de la deuda. Lo más probable es que aumente el déficit, con lo cual crecerá también el riesgo de impago. En Grecia e Irlanda, los ingresos por impuestos están cayendo.

Rescates al estilo Tony Soprano

Aunque públicamente desmentido, no cesan de circular informaciones según las cuales el FMI estaría instando a Grecia a declarar un impago parcial de su deuda. Sea cual sea su veracidad, la opinión mayoritaria —véase la de The Economist, Financial Times y prestigiosos economistas como Joseph Stiglitz, Paul Krugman o Kennet Rogoff— se ha pronunciado a favor de que Irlanda o Grecia incurran en un impago parcial, por la sencilla razón de que la acumulación de intereses es insostenible.

El motivo por el cual los cuantiosos rescates efectuados incrementan la probabilidad de impago es que se trata de rescates al estilo Tony Soprano. Los países no reciben ni un solo céntimo; todo beneficia directamente a los acreedores, que son bancos europeos y —cada vez más— fondos de inversión libres estadounidenses. Es una réplica de los rescates de bancos a los que tanta resistencia se ha opuesto en todo el mundo, esta vez en el panorama internacional. Los contribuyentes de las llamadas economías “periféricas” están rescatando a los mayores bancos europeos.

Los bancos británicos también se están beneficiando. Entre ellos, el que más, es el nacionalizado Royal Bank of Scotland. Economías “periféricas” es una de las denominaciones más respetuosas de entre las que se utilizan para identificar a los países en el punto de mira. Se dice que la clasificación se basa en los niveles de deuda, pero no es cierto. Tanto Italia como Bélgica tenían una deuda pública en proporción a su PIB superior a la de las economías rescatadas, exceptuando Grecia. Tampoco es cierto que todas ellas padezcan una propensión crónica a déficits elevados: antes de la crisis, Irlanda y España tenían superávit.

La banca determina si un país recibe ataques concertados

La banca es quien realmente determina si un país recibe ataques concertados por parte de los mercados financieros, las agencias de calificación crediticia, la UE y el Banco Central Europeo. Según datos del Bank for International Settlements, los activos netos del sector bancario de Alemania, los Países Bajos y Francia suman más de dos billones de dólares, mientras que el grupo de países mediterráneos alcanza un pasivo externo total de más de 400.000 millones de dólares. Irlanda pasó de ejemplo de austeridad a caso perdido para la UE y el FMI en el momento en que la insolvencia de los bancos irlandeses fue evidente, a finales de 2010.

Los políticos de cada país también son responsables. La crisis afecta a todos los Estados, pero algunos la han capeado mucho mejor que otros, principalmente a través de incrementos del gasto público que han repercutido en una recuperación de la economía. Lo que ha determinado la gravedad de la crisis es la debilidad de los ingresos fiscales. En una clasificación de economías europeas con impuestos bajos, figurarían en cabeza seis países: Irlanda, Estonia, Eslovaquia, Grecia, España y Portugal. Los especuladores de sus sistemas bancarios y sectores inmobiliarios jugaron y perdieron. Ahora llega la poderosa mafia a liquidar los activos y cargar a los contribuyentes con más deuda. Como dice Tony, “¿y qué le vamos a hacer?”.

Un rescate a puerta cerrada

En el último post que publicó en el blog del EUobserver como corresponsal del Daily Telegraph en Bruselas, Bruno Waterfield se despide con un ataque contra el inminente rescate de 80.000 millones de euros y el programa de austeridad para Portugal confeccionado por la UE y el FMI.

“Uno de los mantras burocráticos que se escuchan aquí, en Bruselas”, escribe, “es que la UE trata ‘con Estados, no con Gobiernos’”.

“El axioma traiciona las reglas del juego de la UE como una unión de burocracias estatales (funcionarios, reguladores, agentes de policía, cargos y diplomáticos) no pueblos”.

“Es acatar el pacta sunt servanda o el proceso de encuadrar ámbitos significativos de la toma política de decisiones, desde la economía a la justicia y la seguridad (controlando nuestras libertades civiles), dentro de un área burocrática sin público que se encarga de la gobernanza de la UE sin gobierno”.

Tras el colapso del Gobierno socialista de José Sócrates, por el rechazo del Parlamento de su propuesta de un plan de austeridad marcado por los estándares europeos, “las 'autoridades' portuguesas, la burocracia no elegida del Estado, negociarán con sus 'colegas' en Bruselas”.

“El trato –piénsese simplemente en lo impopular e injusto del diktat de austeridad de Irlanda– se apalabrará, se cerrará y será vinculante antes de que los portugueses tengan opción a acudir a las urnas el próximo 5 de junio”.
..
Fuente: http://www.presseurop.eu/es/content/article/590881-portugal-no-se-puede-resistir-la-oferta
...
http://www.rebelion.org/seccion.php?id=11
:::
UMA PERGUNTA COM RESPOSTA: Por que pensam que o banco santander está a subir na bolsa espanhola desde que se anunciou o "resgate" de Portugal?

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O que os "resgates" nem consideram...

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 11:56 am

A precariedade da juventude abandonada (enquanto os bancos são resgatados...)
http://www.diagonalperiodico.net/Aqui-esta-la-juventud-precaria.html

O labor policial em prol do Povo "resgatado"
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=126053

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UMA SOLUÇÃO (PLÁCIDA?) PARA A CRISE

Mensagem  AGIL em Sab Abr 09, 2011 1:02 pm

Islândia: segundo referendo por devolução a Reino Unido e Holanda dos 3.900 milhões de euros que endividam trás o "caso Icesave".- Uma saída plácida da crise
Ludovic Lamant (Mediapart / Presseurop)

Enquanto no continente os países europeus vítimas da crise da dívida multiplicam planos de austeridade impopulares, Islândia, que decidiu deixar que os seus bancos quebrem, sai lentamente da encruzilhada. E, com o referendo de 9 de abril, os islandeses poderian negar-se a devolver o dinheiro aos credores internacionais do banco Icesave.

É impossível não reparar nela nas ruas de Reikiavik, porque a obra é enorme e discorda numa capital com arquitetura baixa: uma catedral de betão armado negro e cristal recoberta de celas refletantes está em processo de montagem face ao mar. A Harpa, ideada pelo célebre artista dinamarquês Olafur Eliasson, servirá ao mismo tempo de sala de ópera e palácio de congressos para Islândia. Apesar dos temores que anunciavam a interrupção dos trabalhos, o edifício será inaugurado por fim o próximo 4 de maio.

Trás o afundimento bancário da ilha em outubre de 2008, o grupo Portus, o investidor privado que financiava este projeto estimado num princípio em 12.000 milhões de coroas (74 milhões de euros), teve de pedir ajuda ao Gobierno e à câmara municipal de Reikiavik para poder continuar a obra. O Executivo não se resistiu e este florão arquitetónico verá afinal a luz do dia. Mas aonde foi a crise islandesa?

Islândia, ainda afetada pela quase quebra, não se debruçou na austeridade de marca maior. A contracorrente das tendências dominantes no continente, a ilha decidiu tomar-se um pouco mais de tempo que outros para realizar o “ajustamento orçamentário”. De modo que aqui os projetos continuam a avançar. As medidas de poupança concernem ao 10% do PIB em três anos. Nada a ver com outra ilha com que é compara amiúde, também fortemente golpeada pela crise. Irlanda prevê reduzir o défice do 32 ao 9% apenas durante o ano 2011.

Islândia está a salvar-se

Na atualidade, Reikiavik diz ter reestabelecido o crescimento, esperado arredor dum 3% este ano, e reduz a dívida sem forçar de mais. Como conseguiu endireitar esta minúscula economia (320.000 habitantes) em dous anos? Os economistas adiantam três explicações: a devaluação da coroa islandesa. A divisa afundiu um 40% nos fins de 2008 e as exportações de alumínio e de peixe caíram a seguir. O princípio do “too big to save” (grande de mais para ser salvado): é exatamente o contrário do “too big to fail” (grande de mais para quebrar), que prevalecia tanto nos Estados Unidos quanto na Europa até hoje, e que obriga os Estados a salvar os bancos mais importantes do sistema para evitar as quebras em cadeia.

Em Islândia, os ativos dos três grandes bancos da ilha eram grandes de mais (até dez veces o PIB de 2007…) para serem salvados na totalidade, e o Estado limitou-se a recomprar os ativos “internos”, quer dizer, os empréstimos dos particulares e das empresas de Islândia. Os acionistas tiveram de assumir as perdas sobre os ativos estrangeiros, os mais numerosos. Uma austeridade menos severa do que noutros lugares, decidida de acordo com os agentes sociais. Em 2009 assinou-se um pacto de “estabilidade social” dirigido a evitar os recortes no sector social. Embora se perfile a recuperação, impulsada pelas exportações desta economia tão aberta, as famílias endividadas ainda estão longe de recuperarem o alento.

O consumo diminui, situando-se um 20% por baixo dos níveis anteriores. A taxa de desemprego volveu a cair arredor do 7%, depois de se disparar até o 9,7%. Nada a ver com Irlanda, cuja taxa de desemprego ultrapassa o 14%. Sigridur Gudmunsdottir faz parte destes milhares de islandeses vítimas duma crise que eles não provocaram. Ela tinha um “2007 job”, um trabalho cómodo e bem pagado da época da euforia da primeira década do séc. XXI. “Ouvimos dizer que festejamos de mais, que consumimos de mais, que pedimos empréstimos de mais. Mas isso é falso: só uma ínfima parte dos islandeses realmente desfrutou de tudo isso”, diz nerova.

Um abismo entre a classe política e os cidadãos apanhados

Despedida no momento mais forte da recessão, Sigridur retomou aos 50 anos os estudos universitários. “Isto me permite beneficiar-me de ajudas a estudantes, que são mais elevadas que as ajudas para os desempregados”, explica. Em 2006 contratou um empréstimo imobiliário de 11 milhões de coroas (68.000 euros) para comprar uma casa. Indexado em parte à inflação, o empréstimo que contratara disparou-se trás a crise a 14 milhões de coroas (86.000 euros). Ao longo dos meses encontrou-se encurralada: por um lado, o volume do empréstimo aumentava, enquanto pelo outro, o valor real da casa se desmoronava.

Hoje, Sigridur ainda não sabe muito bem como é que vai pagar as dívidas, mas não se queixa: “Alguns islandeses estão em situações muito piores. Todos os que contrataram empréstimos em divisas estrangeiras estão decerto mal”. Em Islândia não se resmunga. Depois de tudo, a vida nas ilhas sempre foi dura. Exilar-se como muitos outros? “É impossível, estou unida de mais às raízes islandesas”. A recuperação islandesa? “Perguntem na rua, ninguém acredita nisso, na recuperação…”.

Ao escutar as conversas em Reikiavik observa-se que existe grande abismo entre a classe política convencida de que já passou a página da crisis, e os cidadãos apanhados na quase quebra da ilha e que se esforçam por se reactivar. Na Islândia após o colapso continua a falar-se de PIB, de défice público, e de os converter nos únicos indicadores pertinentes das políticas. Aqui ao igual que na Europa. Mas depois de ter obrigado a ir à quebra a certos bancos e de ter adoptado uma austeridade “ligeira”, será necessário que a ilha se decida a adoptar instrumentos de medida alternativos para valorizar o bem-estar da população.

Referendo: Face uma exclusão da comunidade internacional? (continuarei a tradução)

Um ato “indigno dum chefe de Estado numa democracia representativa”: o jornal Svenska Dagbladet está muito molesto com o presidente islandés, Ólafur Ragnar Grímsson, que se negou por segunda vez a rubricar o acordo de indenização à Grâ Bretanha e aos Países Baixos pelos milhões que ambos os países tiveram de pagar aos poupados do banco on-line arruinado Icesave. Resultado: um novo “referendo que provoca divisão e com um desenlace arriscado” [o 9 de abril], trás o rejeito de mais do 90% dos islandeses ao primeiro acordo negociado o ano passado. Porém, insiste o jornal sueco, o Governo insular “dedicou, com sucesso, todas as energias durante o passado outono à negociação dum acordo mais favorável para Islândia”. Em caso de vitória do “não”, a ilha achar-se-ia perante “dous cenários draconianos: quer a ameaça duma exclusão da comunidade internacional, quer um processo judicial laborioso com a Grã Bretaña e os Países Baixos”. Para Die Presse, este referendo “faz-lhe sombra às relações bilaterais” com a União Europeia, porque as negociações de adesão começaram em junho de 2010. Mas o jornal vienense indica que “Islândia quer substituir o mais rapidamente possível a coroa pelo euro”. A moeda única “daria mais estabilidade” a uma ilha que luta por recuperar a prosperidade passada.

Fuente: http://www.presseurop.eu/es/content/article/591011-una-salida-placida-de-la-crisis

AGIL

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Depois do referendo segundo por que os isladeses se negam a pagar

Mensagem  AGIL em Dom Abr 10, 2011 12:06 pm

Reino Unido y Holanda demandarán a Islandia ante los tribunales.- Estos dos países le exigen una indemnización de 4.000 millones de euros por la quiebra de una entidad.- Los islandeses han rechazado el plan de pago en el referéndum celebrado ayer
AGENCIAS - Londres - 10/04/2011

Los Gobiernos del Reino Unido y los Países Bajos continuarán en los tribunales el proceso para recuperar los 4.000 millones de euros que adelantaron al banco islandés Icesave tras su quiebra en octubre del 2008.

El secretario jefe del Tesoro británico, Danny Alexander, ha precisado que precisó que presentarán la demanda ante un tribunal del Area Económica Europea (AEE). "Se le debe una cantidad muy sustanciosa de dinero a Reino Unido, varios miles de millones de libras. Teníamos una obligación para con la gente de este país que ahorró con esos bancos y ahora tenemos la obligación de recuperar ese dinero, y continuaremos insistiendo hasta que lo consigamos", ha afirmado el político liberaldemócrata.

Alexander ha expresado hoy su frustración ante la negativa de los islandeses a pagar por el colapso de los bancos: "Está claro que el rechazo declarado por el pueblo islandés a lo que era un acuerdo negociado ha sido obviamente decepcionante", declaró Alexander. "Por supuesto que respetamos su decisión, pero ahora vamos a hablar con nuestros socios internacionales, y parece que este proceso terminará en los tribunales", añadió.

La incertidumbre sobre la cantidad total a pagar por Islandia, con una población de apenas 320.000 habitantes, debido sobre todo a la inestabilidad de la corona islandesa, fue uno de los principales argumentos destacados por los opositores a la ley que pudo haber impulsado el voto negativo en dos referendos distintos. El ultimo de ellos dió por vencedor al "no" con un 90% de los votos escrutados, el 59,1% estaban en contra y 40,9% a favor.

El ministro de Finanzas holandés, Jan Kees de Jager, ha declarado que consultará con su homólogo británico acerca de que nueva medidas tomar contra Islandia. "Esto no es bueno para Islandia, ni para los Países Bajos. El tiempo para las negociaciones ha terminado. Islandia está obligada a pagar", ha concluido.
::::::

COM.- Ah, se todos os presidentes/reis de todos os estados "resgatados" ou "resgatáveis" fossem, como o presidente islandês, minimamente democratas e, antes de fazer e sobretudo antes de pagar, consultassem ao povo o que convém e está disposto a aguentar ou suportar...

Porque os reclamantes esquecem que o acordo foi entre partes e por cima privadas: Deverão ser essas as que respondam dos dinheiros em causa. E, se estados terceiros, sem consultarem ao povo, decidiram dar aos bancos milhares de milhões de euros ou libras, terão de ser os governantes que assim procederam os que respondam dessas dívidas e não os povos questionados.

O contrário, o que está a acontecer, apenas é ditadura (quase fascista, porquanto acarreta miséria e morte), digam o que disserem de representatividade e de formalmente eleitos. Talvez essa escusa sirva para situações normais (submetidas a normas), mas na situação atual de desgoverno na economia e de falta de normas nas transações dinerárias e outras os governantes teriam de ter constatado que estamos em estado de emergência e, se isto do reino bourbónico e da união europeia fosse democrático, deveriam ter reclamado a decisão do povo sobre assuntos e responsabilidades sobrevindas a esse povo.

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Uma reportagem em El País

Mensagem  AGIL em Dom Abr 10, 2011 12:14 pm

Deixo no castelhano de El País esta reportagem sobre Islândia e os caso dos bancos com esse país:
...
REPORTAJE: Islandia enjaula a sus banqueros.- La primera víctima de la crisis financiera hace un valiente intento de pedir responsabilidades
Claudi Pérez 03/04/2011

Se busca. Hombre, 48 años, 1,80 metros, 114 kilos. Calvo, ojos azules. La Interpol acompaña esa descripción de una foto en la que aparece un tipo bien afeitado embutido en uno de esos trajes oscuros de 2.000 euros y tocado con un impecable nudo de corbata. Se ve a la legua que se trata de un banquero: este no es uno de esos carteles del salvaje Oeste. La delincuencia ha cambiado mucho con la globalización financiera. Y sin embargo, esta historia tiene ribetes de western de Sam Peckinpah ambientado en el Ártico. Esto es Islandia, el lugar donde los bancos quiebran y sus directivos pueden ir a la cárcel sin que el cielo se desplome sobre nuestras cabezas; la isla donde apenas medio millar de personas armadas con peligrosas cacerolas pueden derrocar un Gobierno. Esto es Islandia, el pedazo de hielo y roca volcánica que un día fue el país más feliz del mundo (así, como suena) y donde ahora los taxistas lanzan las mismas miradas furibundas que en todas partes cuando se les pregunta si están más cabreados con los banqueros o con los políticos. En fin, Esto es Islandia: paraíso sobrenatural, reza el cartel que se divisa desde el avión, antes incluso de desembarcar.

El presidente de uno de los grandes bancos ha sido detenido en Londres

El país fue saqueado por no más de 30 banqueros, políticos y empresarios

La codicia, la barra libre de crédito y los excesos hundieron el país


El tipo de la foto se llama Sigurdur Einarsson. Era el presidente ejecutivo de uno de los grandes bancos de Islandia y el más temerario de todos ellos, Kaupthing (literalmente, "la plaza del mercado"; los islandeses tienen un extraño sentido del humor, además de una lengua milenaria e impenetrable). Einarsson ya no está en la lista de la Interpol. Fue detenido hace unos días en su mansión de Londres. Y es uno de los protagonistas del libro más leído de Islandia: nueve volúmenes y 2.400 páginas para una especie de saga delirante sobre los desmanes que puede llegar a perpetrar la industria financiera cuando está totalmente fuera de control.

Nueve volúmenes: prácticamente unos episodios nacionales en los que se demuestra que nada de eso fue un accidente. Islandia fue saqueada por no más de 20 o 30 personas. Una docena de banqueros, unos pocos empresarios y un puñado de políticos formaron un grupo salvaje que llevó al país entero a la ruina: 10 de los 63 parlamentarios islandeses, incluidos los dos líderes del partido que ha gobernado casi ininterrumpidamente desde 1944, tenían concedidos préstamos personales por un valor de casi 10 millones de euros por cabeza. Está por demostrar que eso sea delito (aunque parece que parte de ese dinero servía para comprar acciones de los propios bancos: para hinchar las cotizaciones), pero al menos es un escándalo mayúsculo.

Islandia es una excepción, una singularidad; una rareza. Y no solo por dejar quebrar sus bancos y perseguir a sus banqueros. La isla es un paisaje lunar con apenas 320.000 habitantes a medio camino entre Europa, EE UU y el círculo polar, con un clima y una geografía extremos, con una de las tradiciones democráticas más antiguas de Europa y, fin de los tópicos, con una gente de indomable carácter y una forma de ser y hacer de lo más peculiar. Un lugar donde uno de esos taxistas furibundos, tras dejar atrás la capital, Reikiavik, se adentra en una lengua de tierra rodeada de agua y deja al periodista al pie de la distinguida residencia presidencial, con el mismísimo presidente esperando en el quicio de la puerta: cualquiera puede acercarse sin problemas, no hay medidas de seguridad ni un solo policía. Solo el detalle exótico de una enorme piel de oso polar en lo alto de una escalera saca del pasmo a quien en su primera entrevista con un presidente de un país se topa con un mandatario, Ólagur Grímsson, que considera "una locura" que sus conciudadanos "tengan que pagar la factura de su banca sin que se les consulte".

Y del presidente al ciudadano de a pie: de la anécdota a la categoría. Arnar Arinbjarnarsson es capaz de resumir el apocalipsis de Islandia con estupefaciente impavidez, frente a un humeante capuchino en el céntrico Café París, a dos pasos del Althing, el Parlamento. Arnar tiene 33 años y estudió ingeniería en la universidad, pero, al acabar, ni siquiera se le pasó por la cabeza diseñar puentes: uno de los bancos le contrató, pese a carecer de formación financiera. "La banca estaba experimentando un crecimiento explosivo, y para un ingeniero es relativamente sencillo aprender matemática financiera, sobre todo si el sueldo es estratosférico", alega.

Islandia venía de ser el país más pobre de Europa a principios del siglo XX. En los años ochenta, el Gobierno privatizó la pesca: la dividió en cuotas e hizo millonarios a unos cuantos pescadores. A partir de ahí, bajo el influjo de Ronald Reagan y Margaret Thatcher, el país se convirtió en la quintaesencia del modelo liberal, con una política económica de bajos impuestos, privatizaciones, desregulaciones y demás: la sombra de Milton Friedman, que viajó durante esa época a Reikiavik, es alargada. Aquello funcionó. La renta per cápita se situó entre las más altas del mundo, el paro se estabilizó en el 1% y el país invirtió en energía verde, plantas de aluminio y tecnología. El culmen llegó con el nuevo siglo: el Estado privatizó la banca y los banqueros iniciaron una carrera desaforada por la expansión dentro y fuera del país, ayudados por las manos libres que les dejaba la falta de regulación y por unos tipos de interés en torno al 15% que atraían los ahorros de los dentistas austriacos, los jubilados alemanes y los comerciantes holandeses. Una economía sana, asentada sobre sólidas bases, se convirtió en una mesa de black jack. Ni siquiera faltó una campaña nacionalista a favor de la supremacía racial de la casta empresarial, lo que tal vez demuestra lo peligroso que es meter en la cabeza de la gente ese tipo de memeces, ya sea "las casas nunca bajan de precio" o "los islandeses controlan mejor el riesgo por su pasado vikingo".

La fiesta se desbocó: los activos de los bancos llegaron a multiplicar por 12 el PIB. Solo Irlanda, otro ejemplo de modelo liberal, se acerca a esas cifras. Hasta que de la noche a la mañana -con el colapso de Lehman Brothers y el petardazo financiero mundial- todo se desmoronó, en lo que ha sido "el shock más brutal y fulminante de la crisis internacional", asegura Jon Danielsson, de la London School of Economics.

Pero volvamos a Arnar y su relato: "La banca empezó a derrochar dinero en juergas con champán y estrellas del rock; se compró o ayudó a comprar medio Oxford Street, varios clubes de fútbol de la liga inglesa, bancos en Dinamarca, empresas en toda Escandinavia: todo lo que estuviera en venta, y todo a crédito". Los ejecutivos se concedían créditos millonarios a sí mismos, a sus familiares, a sus amigos y a los políticos cercanos, a menudo, sin garantías. La Bolsa multiplicó su valor por nueve entre 2003 y 2007. Los precios de los pisos se triplicaron. "Los bancos levantaron un obsceno castillo de naipes que se lo llevó todo por delante", cuenta Arnar, que conserva su empleo, pero con la mitad de sueldo. Acaba de comprarse un barco a medias con su padre con la intención de cambiar de vida: quiere dedicarse a la pesca.

La fábula de una isla de pescadores que se convirtió en un país de banqueros tiene moraleja: "Tal vez sea hora de volver al comienzo", reflexiona el ingeniero. "Tal vez todo ese dinero y ese talento que absorbe la banca cuando crece demasiado no solo se convierte en un foco de inestabilidad, sino que detrae recursos de otros sectores y puede llegar a ser nocivo, al impedir que una economía desarrolle todo su potencial", dice el presidente Grímsson.

La magnitud de la catástrofe fue espectacular. La inflación se desbocó, la corona se desplomó, el paro creció a toda velocidad, el PIB ha caído el 15%, los bancos perdieron unos 100.000 millones de dólares (pasará mucho tiempo antes de que haya cifras definitivas) y los islandeses siguieron siendo ricos, más o menos: la mita de ricos que antes. ¿De quién fue la culpa? De los bancos y los banqueros, por supuesto. De sus excesos, de aquella barra libre de crédito, de su desmesurada codicia. Los bancos son el monstruo, la culpa es de ellos y, en todo caso, de los políticos, que les permitieron todo eso. OK. No hay duda. ¿Solamente de los bancos?

"El país entero se vio atrapado en una burbuja. La banca experimentó un desarrollo repentino, algo que ahora vemos como algo estúpido e irresponsable. Pero la gente hizo algo parecido. Las reglas normales de las finanzas quedaron suspendidas y entramos en la era del todo vale: dos casas, tres casas por familia, un Range Rover, una moto de nieve. Los salarios subían, la riqueza parecía salir de la nada, las tarjetas de crédito echaban humo", explica Ásgeir Jonsson, ex economista jefe de Kaupthing. El también economista Magnus Skulasson asume que esa locura colectiva llevó a un país entero a parecer dominado por los valores de Wall Street, de la banca de inversión más especulativa. "Los islandeses hemos contribuido decisivamente a que pasara lo que pasó, por permitir que el Gobierno y la banca hicieran lo que hicieron, pero también participamos de esa combinación de codicia y estupidez. Los bancos merecen sentarse en el banquillo y nosotros nos merecemos una parte del castigo: pero solo una parte", afirma en el restaurante de un céntrico hotel.

Una cosa salva a los islandeses, de alguna manera les redime de parte de esos pecados. En su incisivo ¡Indignaos!, Stephane Hessel describe cómo en Europa y EE UU los financieros, culpables indiscutibles de la crisis, han salvado el bache y prosiguen su vida como siempre: han vuelto los beneficios, los bonus, esas cosas. En cambio, sus víctimas no han recuperado el nivel de ingresos, ni mucho menos el empleo. "El poder del dinero nunca había sido tan grande, insolente, egoísta con todos", acusa, y, sin embargo, "los banqueros apenas han soportado las consecuencias de sus desafueros", añade en el prólogo del libro el escritor José Luis Sampedro.

Así es: salvo tal vez en el Ártico. Islandia ha hecho un valiente intento de pedir responsabilidades. "Dejar quebrar los bancos y decirles a los acreedores que no van a cobrar todo lo que se les debe ha ayudado a mitigar algunas de las consecuencias de las locuras de sus banqueros", asegura por teléfono desde Tejas el economista James K. Galbraith.

Contada así, la versión islandesa de la crisis tiene un toque romántico. Pero la economía es siempre más prosaica de lo que parece. Hay quien relata una historia distinta: "Simplemente, no había dinero para rescatar a los bancos: de lo contrario, el Estado los habría salvado: ¡Llegamos a pedírselo a Rusia!", critica el politólogo Eirikur Bergmann. "Fue un accidente: no queríamos, pero tuvimos que dejarlos quebrar y ahora los políticos tratan de vender esa leyenda de que Islandia ha dado otra respuesta".

Sea como sea, la crisis ha dejado una cicatriz enorme que sigue bien visible: hay controles de capitales, un delicioso eufemismo de lo que en el hemisferio Sur (y más concretamente en Argentina) suele llamarse corralito. El paro sigue por encima del 8%, tasas desconocidas por estos lares. El desplome de la corona ha empobrecido a todo el país, excepto a las empresas exportadoras. Cuatro de cada diez hogares se endeudaron en divisas o con créditos vinculados a la inflación (parece que, por lo general, para comprar segundas residencias y coches de lujo), lo que ha dejado un agujero considerable en el bolsillo de la gente. Tras dejar quebrar el sistema bancario, el Estado lo nacionalizó y acabó inyectando montones de dinero -el equivalente a una cuarta parte del PIB- para que la banca no dejara de funcionar, y ahora empieza a reprivatizarlo: la vida, de algún modo, sigue igual.

Todo eso ha elevado la deuda pública por encima del 100% del PIB, y para controlar el déficit tampoco los islandeses se han librado de la oleada de austeridad que recorre Europa desde el Estrecho de Gibraltar hasta la costa de Groenlandia: más impuestos y menos gasto público. Al cabo, Islandia tuvo que pedir un rescate al FMI, y el Fondo ha aplicado las recetas habituales: se han elevado el IRPF y el IVA islandeses y se han creado nuevos impuestos, y por el lado del gasto se han bajado salarios y beneficios sociales y se están cerrando escuelas; se ha reducido el Estado del bienestar. Que es lo que suele suceder cuando de repente un país es menos rico de lo que creía.

"Hemos recorrido una década hacia atrás", cierra Bergman. Y aun así, el Gobierno y el FMI aseguran que Islandia crecerá este año un 3%: el desplome de la corona ha permitido un despegue de las exportaciones, hay sectores punteros -como el aluminio- que están teniendo una crisis muy provechosa, y, al fin y al cabo, Islandia es un país joven con un nivel educativo sobresaliente. Entre la docena de fuentes consultadas para este reportaje, sin embargo, no abunda el optimismo. Uno de los economistas más brillantes de Islandia, Gylfi Zoega, dibuja un panorama preocupante: "Los bancos aún no son operativos, los balances de las empresas están dañados, el acceso al mercado de capitales está cerrado, el Gobierno muestra una debilidad alarmante. No hay consenso sobre qué lugar deben ocupar Islandia y su economía en el mundo. Vamos a la deriva... No se engañe: ni siquiera el colapso de los bancos fue una elección; no había alternativa. Islandia no puede ser un modelo de nada".

Hay quien duda incluso de que los banqueros den finalmente con sus huesos en la cárcel: "Los ejecutivos han sido detenidos varias veces, y después, puestos en libertad: como tantas otras veces, eso es más un jugueteo con la opinión pública que otra cosa", asegura Jon Danielsson. Hannes Guissurasson, asesor del anterior Gobierno y conocido por su férrea defensa de postulados neoliberales, incluso traza una fina línea entre el delito y algunas de las prácticas bancarias de los últimos años. "Muy pocos banqueros van a ir a la prisión, si es que va alguno: ¿qué ley vulnera la excesiva toma de riesgos?", se pregunta.

Pero los mitos son los mitos (y un periodista debe defender su reportaje hasta el último párrafo) e Islandia deja varias lecciones fundamentales. Una: no está claro si dejar caer un banco es un acto reaccionario o libertario, pero el coste, al menos para Islandia, es sorprendentemente bajo; el PIB de Irlanda (cuyo Gobierno garantizó toda la deuda bancaria) ha caído lo mismo y sus perspectivas de recuperación son peores. Dos: tener moneda propia no es un mal negocio. En caso de apuro se devalúa y santas Pascuas; eso permite salir de la crisis con exportaciones, algo que ni Grecia ni Irlanda (ni España) pueden hacer.

La última y definitiva enseñanza viene de la mano del grupo salvaje, a quien nadie vio venir: ni las agencias de calificación ni los auditores anticiparon los problemas (aunque lo que no descubre una buena auditoría lo destapa una buena crisis: Pricewaterhousecoopers está acusada de negligencia). Pero los problemas estaban ahí: la prueba es que la inmensa mayoría de los ejecutivos de banca están de patitas en la calle y algunos esperan juicio. Nuestro Sigurdur Einarsson, el banquero más buscado, se compró una mansión en Chelsea, uno de los barrios más exclusivos de Londres, por 12 millones de euros. La mayoría de los banqueros que tienen problemas con la justicia hicieron lo mismo durante los años del boom, y menos mal que lo hicieron: la gente les abucheaba en el teatro, les tiraba bolas de nieve en plena calle, les lanzaba piropos en los restaurantes o les dejaba ocurrentes pintadas en sus domicilios. Salieron pitando de Islandia. El caso es que Einarsson no tuvo que marcharse: vivía en su estupenda mansión londinense desde 2005. La hipoteca no era problema: Einarsson decidió alquilársela al banco mientras vivía en la casa; al fin y al cabo, un presidente es un presidente, y ese es el tipo de demostraciones de talento financiero que solo traen sorpresas en el improbable caso de que la justicia se meta por medio. Islandia parece el lugar adecuado para que sucedan cosas improbables: según las estadísticas, más de la mitad de los islandeses cree en los elfos. En el avión de vuelta se entiende mejor la publicidad del aeropuerto, sobre todo porque las fuentes consultadas descartan que, si finalmente hay condena a los banqueros, el Gobierno islandés vaya a conceder un solo indulto. Esto es Islandia: paraíso sobrenatural. ¡Vaya si lo es!

El 'caso Icesave' (y otras rarezas)

El tiburón putrefacto es uno de los platos típicos de Islandia, que tiene una noche inacabable (no solo por las horas de oscuridad), una de las pocas primeras ministras del mundo (Johana Sigurdardottir, abiertamente lesbiana) y un museo de penes (y esto no es una errata). La lista de rarezas es inacabable: es más fácil entrevistar al presidente de Islandia que al alcalde de Reikiavik, Jon Gnarr, célebre por pactar solo con quienes hayan visto las cuatro temporadas de The Wire. Con la crisis, las singularidades han alcanzado incluso al siempre aburrido sector financiero: en Londres han llegado a aplicarle métodos antiterroristas.

Landsbanki, uno de los tres grandes bancos islandeses, abrió una filial por Internet con una cuenta de ahorro a altos tipos de interés, Icesave, que hizo furor entre británicos y holandeses. Cuando las cosas empezaron a torcerse y el Gobierno británico detectó que el banco estaba repatriando capitales, le aplicó la ley antiterrorista para congelar sus fondos. Ese fue el detonante de toda la crisis: provocó la quiebra en cadena de toda la banca. Y sigue dando tremendos dolores de cabeza a Islandia.

Holanda y Reino Unido devolvieron a sus ciudadanos el 100% de los depósitos y ahora exigen ese dinero: 4.000 millones de euros, un tercio del PIB islandés, nada menos. El Gobierno llegó a un acuerdo para que los ciudadanos pagaran en 15 años y al 5,5% de interés: la gente se organizó para echarlo abajo en un referéndum, tras el veto del presidente. Así llegó un segundo pacto, más ventajoso (tipos del 3%, a pagar en 37 años), y de nuevo la gente decidirá en abril en referéndum si paga o no por los desmanes de sus bancos. Agni Asgeirsson, ex ejecutivo que fue despedido de Kaupthing y ahora trabaja como ingeniero en Río Tinto, es tajante al respecto: "El primer acuerdo era claramente un fraude. Este es más discutible. No queremos pagar, pero eso añadiría incertidumbre legal sobre el futuro del país. Pero lo interesante es cómo ha reaccionado la gente". Ese es quizá el mayor atractivo de la respuesta islandesa: la parlamentaria y ex magistrada francesa Eva Joly (a quien se encargó el inicio de la investigación sobre la banca) asegura que lo más llamativo de Islandia es que en un país "que se consideraba a sí mismo un milagro neoliberal, y donde se había perdido gradualmente todo interés por la política, ahora la gente quiere tener su destino en sus propias manos".

"Eso sí: la fe en los políticos y los banqueros tardará en volver, pero que mucho, mucho, tiempo", cierra el cónsul de España, Fridrik S. Kristjánsson.
...
http://www.elpais.com/articulo/primer/plano/Islandia/enjaula/banqueros/elpepueco/20110403elpneglse_2/Tes

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Re: COMO EM ISLÂNDIA, COMO EM ISLÂNDIA

Mensagem  Nambuangongo em Ter Abr 12, 2011 8:17 am

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Re: COMO EM ISLÂNDIA, COMO EM ISLÂNDIA

Mensagem  Nambuangongo em Ter Abr 26, 2011 4:04 pm

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