Perguntas para todo reintegracionista / lusista que trabalhar na docencia

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Perguntas para todo reintegracionista / lusista que trabalhar na docencia

Mensagem  Gascon em Ter Mar 08, 2011 4:24 pm

Como é bem sabido de todos, ha uns quantos empenhados reintegracionistas / lusistas a trabalharem na docencia, no ensino secundario e no superior, pagos como funcionarios da Xunta de Galicia, desde ha xa moitos anos, mesmo décadas. A pesar de terem disposto deste grande privilegio pra poderem ir divulgando a ideologia reintegracionista, a sua capacidade pra sintonizar cos alunos e espalhar o lusismo entre a populaçóm tem sido desprezivel. De facto, se perguntarem a qualquer lusista sobre quantos alunos / colegas tem convertido, a resposta será de grandes evasivas, apontando pra agentes espanholizadores e xustificando a fraqueza propria em funçóm deles. Mas se perseverarem descobrirám que ese lusista nom tem “convertido“ ninguém ou quase ninguém, e se lhe apontarem a este facto afinal fará aceno de nom se importar. Isto nom é honrado nem racional: a evidencia di que o lusismo nom tem a capacidade de sair das catacumbas e virar “mainstream“, até porque é uma ideologia com vocaçóm de marginal. Mas ainda asim presume ser a legítima via do galego. Nom tem representatividade, e quando se lhe aponta para este facto, culpa agentes externos. Nom tem forzas, mas se pretende legimado ou detentor da verdade. Nos debates / liortas internéticos nom tenho presenciado nem umha só conversóm ao reintegracionismo, que nom for por “inclinaçóm“ persoal e marginal (como a minha propria, quando virei reintegracionista, que agora xa nom som). E sendo marginal, o lusismo nom se pode pretender ser o legítimo representativo do galego.

Por tanto, se os docentes lusistas nem som quem de fazer virar este estado de cousas no mais mínimo, porque som eles os que com tanto ardor e teima denunciam a conspiraçóm contra o lusismo? Por que som incapazes de “iluminar“ os galegos sobre o que eles chamam (e acreditam como) “a verdade“? Será que os galegos som parvos, e nom entendem nada? Será que nom querem entender? Será que os docentes som uns eruditos mais preocupados em cultivar a sua retórica e imagem de “tough guy“, radical, contestatario ou o que for, mas tudo é ar e ar e mais nada?

Eu penso que os docentes da CAGA som, coma a grande maioria dos docentes espanhois, uns mantas e parasitas, que nom se preocupam mais que co ordenado, as ferias pagas e o choio vitalicio. E como trabalham pra manter este estado de cousas, e a mocidade no fundo nom é tam parva como parece, afinal pouco importa falar galenhol, portugués ou castelám. Conta é ter um choio. O café morno ou templado tanto tem, conta que venha servido, e que quem o serve venha pagado pra poder “pagar as letras“.

Mas quando um é um funcionario vitalicio, pode-se esbardalhar o que se quixer. Ora, umha ideologia que nom consigue se abrir à sociedade nom pode pretender ser a “detentora“ da verdade, e estarem todos os demais errados. Tem de haver algo errado nesta ideologia lusista. Cecais a propria incapacidade pra reconhezer os erros / limitaçóns proprias e a sua “fugida cara adiante“, mas sem ser seguida por mais do que uns centos de iluminados.

Por tanto, se nom consiguem transmitir a sua ideologia, por quanto tempo vam continuar a predicar no deserto, ou no planeta Pandora, agora xa todinho voso?

E mesmo que forem quem de introduzir a sua ideologia, e substituir a norma galego-espanhola pola portuguesa, como iam fazer para ensinar esa norma, que é muito mais complexa e resulta um campo de minas para os espanhol falantes, ademais de introduzir umha morea de elementos e criterios alheios ao galego-espanhol, mesmo ao menos espanholizado, e marginando os proprios (ou polo menos percebidos como tais)?

A realidade: nom tenhem os meios materiais nem logísticos, nom tenhem o “know how“ pedagógico e didáctico, nom tenhem o reconhecimento nem das istancias políticas nem da masa da populaçóm galega, que se refusa a adoptar o português e abandonar o galego-espanhol. E a pesar diso pretendem falar em nome da “verdade“. Que “verdade“ é esa, que habita apenas nas cachuchinhas de menos do 1% da populaçóm?

Que som os docentes lusistas, uns grandes defensores da "verdade", ou apenas uns bardalhas de computador e parasitas pagos pola Xunta de GalicIa?

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Gascon

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Re: Perguntas para todo reintegracionista / lusista que trabalhar na docencia

Mensagem  paulo em Qua Mar 09, 2011 1:32 am

O reintegracionismo é bem marginal, abofé.

O socialismo, o ecologismo e o pacifismo, a honradez nos políticos também...

O reconhecimento do aquecemento da Terra e as postas em andamento de medidas reais para deté-lo; muito marginais também.

A medida da legitimidade não é a marginalidade nem as grandes conversões. A gente do comum importa-se pouco do galego e de qualquer outra cousa que não constitua as suas mais directas preocupações.

E doutra parte, ser pago pela Xunta não é delito. A ver se nos deixamos de ideias trasnoitadas e absurdas: todos trabalhamos por um salário e não há nada de mau. A ver se agora há que dar aulas de balde. confused
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paulo

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Re: Perguntas para todo reintegracionista / lusista que trabalhar na docencia

Mensagem  Gascon em Qui Mar 10, 2011 10:35 am

Paulo, nom é questóm de pedir aos docentes - nem a nenhúm outro coleitivo - para trabalhar de balde. A questóm que interesa salientar é que os docentes som parte fundamental da engranagem dum sistema que tem por objectivos “produzir“ cidadáns obedientes e que poidam se constituir em futuros perpetuadores do sistema. O ensino a todos os niveis se encarrega de domar o futuro cidadám, de o moldar no jeito necesario para continuar o sistema. A imaginaçóm e a criatividade nom tenhem lugar nese sistema. Por iso, para formar parte do corpo de docentes se tem de pasar pola prova das “oposiciones“, que é um modo de fornecer profisionais que tenhem por principal qualidade o serem quem de se sentar por horas e horas, dias, semanas, meses e anos a chapar e chapar. O funcionario docente (na maior parte dos casos) é um individuo que nom tem nem capacidade nem espírito pedagógico, mas apenas umha certa disposiçóm intelectual. Tes aquí o caso do Pedrito, grande citador e imitador de eruditice, mas que como pedagogo deve ser nulo. Nas escolas e mesmo na universidade o que se quer é que os alunos se comportem coma gado, e se limitem a demonstrar a sua capacidade para reproduzir umha serie de conhecimentos ou técnicas intelectuais, para daí poder alimentar o mercado laboral convenientemente.

Por iso os docentes tanto tem que prediquem o lusismo o que o deixem de predicar, posto que o que oferecem é “mais do mesmo“, só que numha outra opçóm linguística (e mais complicada). Os alunos nom se preocupam coa ideologia do docente, senom que pensam, e com razóm, em como se poder acomodar nese sistema podre e com incerto futuro que os docentes axudam a forxar. Iso explica, em parte, que os lusistas nom consigam “convertir“ os alunos, mesmo que prediquem e pratiquem o seu lusismo.

E sendo um colaborador do sistema perverso, nom se pode reclamar legitimidade nenhuma para nada. Mas sempre se pode esbardalhar na rede, sempre que nom se risque perder o choio de (de)formador dos discentes, que os privilegios ganhados forom o produto de chapar e chapar para pasar as oposiciones.

E o socialismo, o ecologismo, o pacifismo, etc, etc, som ideologias que querem mudar o sistema, faze-lo melhor e mais xusto. O lusismo / reintegracionismo nom pretende mudar o sistema, e de facto fai bandeira do capital brasileiro. O lusismo apenas quer mudar a lingua, o português no canto do binomio espanhol-galego, ou polo menos no canto do galego-espanhol. Fai apelo à umha identidade galega, mas sem mudar mais nada do sistema perverso, daí que no fundo à gente tanto lhe tenha. Se vam continuar de escravos e precarios, que mais dá mudar a lingua?


Mas os docentes lusistas sempre tenhem alguém para botar as culpas da sua absoluta marginaçóm e fracaso. Se o reintegracionismo / lusimo fose umha opçóm realista e factivel, polo menos teriam colheitado algúns militantes no ensino. Mas nada de nada. E a culpa é do sistema, claro (ese que eles tamém axudam a perpetuar).
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Gascon

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