Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

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Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  Gascon em Ter Fev 22, 2011 10:12 am

Visto que o senhor Pedro Bravo está tam absolutamente certo da verdade que destila a sua ideologia lusista, que nunca poderá ser questionada e que é a única que pode iluminar o caminho de salvaçóm do galego (mesmo que sexa sob o nome de “português“), coido que seria interesante que nos dixese, ele que é tam culto e “estudado“, quantos dos seus alunos conseguiu ir convertendo por ano (ou mesmo por dia). É claro que umha ideologia apenas serve se estiver nas mentes das pesoas, n’é? Nom quererá o senhor guarda-la toda para si, ou?

Faza-me o favor, Bravo, mesmo que responda em decasílabo latino e insultante, quantos dos seus alunos adirem à sua ideologia?

Quantos dos seus ex-alunos virarom “reintegratas“?

Quantos dos seus colegas no seu lugar de trabalho?

Se vocé está em posesóm da verdade, e é tam culto e sabe se expresar tam bem, nom duvido que agora a sua verdade tem de ir xa moi espalhada. Ou será que os galegos som parvos e nom lhe comprendem? Ele-nom gostarám do seu latím? Ele-serám todos colaboradores isolinos do espanholismo? Ou estarám fatalmente contaminados plo sistema? scratch

Coido que seria interesante que nos explicase.



Muitas mercés

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Re: Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  AGIL em Sex Fev 25, 2011 12:37 pm

Não responderei, vivem todos os deuses, a pergunta ... perguntas ... afirmações ... conclusões do Gascon. Penas re-perguntarei: Por que "Gran Hermano", "español", amostra tanto nacionalismo "español" entre os seus participantes, ao tempo que evidencia tanta ignorância e trivialidade (por não dizer outros palavros)? Saberia o senhor responder lisa e sem reviravoltas?

AGIL

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Resposta lisa e sem reviravoltas

Mensagem  Gascon em Sex Fev 25, 2011 2:35 pm

AGIL, a resposta á questóm que me pom é clara, e respondo liso e sem reviravoltas: Porque a tv em geral e os programas dese tipo tam ruim em particular (e o futebol entre outras cousas) venhem sendo armas valiosísimas da ideologia espanholista e da espanholizaçóm sorrateira dos galegos. Qualquer potencial concursante deve aderir a esa ideologia (ou a umha falta de inteligencia).

Mas iso nom tem nada a ver com as questóns que eu lhe ponho ao erudito culteranista Pedro Bravo. Ou será que tamém o AGIL é incapaz, coma o Bravo (presumo), de deitar um pouquinho de luz (a de verdade, claro, a lusista) nos seus alunos / ex-alunos, por mor da grande influencia da tv e outros instrumentos do nacionalismo espanhol ... ?

Será, como sempre, exclusivamente “la culpa del gobierno“ ... ? Ou dos media?

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Re: Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  AGIL em Sab Fev 26, 2011 2:22 am

Tem a ver, meu senhor Gascon. Tem a ver... Conhece a parábola evangélica do semeador? Será capaz de a aplicar também aos galegos, rapazes e não rapazes? Por que o reino deixou a Galiza à margem? Para a centralizar, caro: Dos desinformados e sobretudo dos submetidos, que com frequência acabam sendo submissos, surge a maior (não melhor) força de centralização, ou de ditadura, ou simplesmente de fascismo. São séculos de submetimento e submissão. E continua a ser dominante, esmagadora, a propaganda desinformante e submetedora... Acha que o labor de uma pessoa pode neutralizar a violência do ambiente, em que colaboram a maioria dos docentes, tanto na Primária quanto na Secundária e sobretudo na Universidade?

AGIL

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Quant@s ...?

Mensagem  Gascon em Sab Fev 26, 2011 3:11 am

Hom, claro que umha persoa só pode fazer pouco nese ambiente hostil fomentado do governo, mas se ela tem aceso às aulas, e nom tem proibido explicitamente dar a conhecer o credo lusista (mesmo que nom o poida “exercer“ nas proprias aulas e a maioria dos colegas sexam hostís a ele ou cúmplices da lavagem cerebral espanholista), algo da sua ideologia redentora se lhe terá “pasado“ aos discentes, mesmo “indirectamente“, n’é?


Quantos dos seus alunos (ou mesmo colegas) conseguiu ir “convertindo“ ao Lusismo, digamos por ano, caro AGIL? Coido que seria interesante sabermos do poder “magnético“ da vosa ideologia libertadora através do sistema educativo (até porque eu suspeito que sexa nulo, ou quase ...).



Entóm, quant@s ... ?
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UMA MIGA DE RIGOR TORNA-SE NECESSÁRIA

Mensagem  Joanlogo em Sab Fev 26, 2011 11:39 am

Gascon, a pergunta sempre se pode fazer ao invés, não pensas?, para além que semelham (digo semelham, não que o sejam) as tuas perguntas um inquérito policial [os que temos já bastantes anos às nossas costas sabemos muito bem de que estamos a falar quando nos referimos a isso de inquérito policial].

Quantos leva convencido o senhor do seu discurso? Pensa o senhor que tem toda a verdade e não vale a pena entrar em discussão? A que vem tanta desqualificação sem argumentos? Não acha que, por acaso, o seu discurso já vem sendo cansativo demais?

Eu não tenho problema nenhum em discutir com você sempre quando tire isso de “discurso ideológico do lusismo”, entre outras muitas cousas por se é que falamos em ideologismo os discursos são outros.

Não é doado quando reduzimos o discurso a formas de pensamento existentes, correntes, evidentes, de “sentido comum” que, aliás, já foram desmontadas e bem desmontadas desde que René Descartes se deu ao trabaho de introucir um prefácio no Traité du monde et de la lumière (la Dioptrique, les Météores, la Géométrie) lá por 1637, e choveu, nevou e quentou o sol de muito nabo desde então!

Para perceber, conceber e discutir com alguma fortuna sobre o discurso de reintegração do galego na árvore onde Galiza foi o toro inicial e agora se acha demoucada não polos lusistas precisamente; para discutir, digo, e daí tirar as suas necessárias consequências científicas, torna-se necessário resistir lucidamente a redução ideológica, combater a ideologia que a sustenta e enunciar o que faz do reintegracionismo um pensamento revolucionário, não apenas na política linguística, mas também, e sobretudo, na teoria - isto é a chave de tudo – desde que escrevera o “Mouro” Die Philosophen haben die Welt nur verschieden interpretiert, es kömmt drauf an, sie zu verändern.

Eis onde reside a dificuldade suprema. Não é doado se desembaraçar das “evidências” das ideologias teóricas e quando se tenta mostrá-lo, não é doado fazê-lo entender e admitir.

Entendes agora porque os foreiros não contestam – ou contestam quando já estão cheios de falácias – aos teus argumentos?

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Resposta ao anónimo tão parvo como covarde

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 28, 2011 1:37 pm

É claro que minhas palavras no PGL deixaram-te bem magoado (mágoa que não exista “escozido”). O curioso é teu empenho em fazê-las mais verdadeiras, se cabe. Como bêbedo de mal beber, voltas por mais cascudos. Como cão que descobre a correia de sua ignorância, ladras desconsoladamente. E assim por diante. O teu não será puro e simples masoquismo? Mas já que o próprio lixo pode tem qualquer utilidade, farei-che o honor de pôr-te como paradigma do que tem de evitar qualquer um que pretenda conduzir-se com certa dignidade. Já que te prestas, serás o meu monicreque. Pois para modelo negativo do verdadeiro e do bom serves suficientemente.

Algumas considerações de caráter geral:

Em primeiro lugar: eu falo neste foro, e em todo lugar fora de minhas obrigas laborais, em qualidade de cidadão ou, melhor dizendo, de ser racional. Mas o senhor Gascon gosta de antepor categorias, mostra evidente de mente rígida e/ou malévola.
Em segundo lugar: o senhor Gascon não respeita um dos princípios, se não o princípio, da razão: a reciprocidade. Como num interrogatório, dirige os focos sobre minha pessoa, enquanto ele se mantém covardemente nas trevas da impunidade. Falta assim também ao princípio, modulação do anterior, de responsabilidade.
Em terceiro lugar: o senhor me empraza a falar de mim próprio, uma tarefa tão maçadora como deselegante; para depois poder regozijar-se denunciando o afã de notoriedade. Ignoras que apenas tu desfrutas contemplando a careta de alívio no dourado espelho do teu desafogo. Eu vejo mais digno seguir o preceito evangélico: “Que tua mão esquerda não conheça o que faz a tua destra” (... μὴ γνώτω ἡ ἀριστερά σου τί ποιεῖ ἡ δεξιά σου). Bem que o preceito só é aceitável no caso em que se façam cousas boas.
Em quarto lugar: o senhor Gascon projeta sobre os outros as motivações que o arrastam e supõe, incidindo num endurecido clichê, que vão por ai predicando a nova boa às almas descarriladas. Posso asseverar, e o foro está aberto para quem ouse desmenti-lo, que jamais intentei convencer a ninguém da nada (o que há que distinguir de questionar argumentos). Não sou "vendedor". A causa chama-se “pudor intelectual”. Só no caso de que me perguntem acedo a expor meu pensamento. Ou também, já ficou sabendo, quando na minha presença ouço, ou leio, qualquer falsidade com a pretensão de que a assumam todos. Pois “não me é permitido transigir com a falsidade nem ocultar o verdadeiro”.
Em quinto lugar: minha tarefa como “professor de ensino secundário” consiste fundamentalmente em promover nos alunos a reflexão crítica sobre as condições de nossa existência. Abrir mentes. A questão da língua é um dos assuntos sobre os que se pode aplicar dita capacidade analítica, mas não é expressamente tematizado.
Em sexto lugar: o senhor esqueceu que já disse que di aulas em castelhano durante vários anos e depois, pouco a pouco, em galego. Que até 2007 não decidi –o porquê nem lhe interessa nem merece que lho conte- falar sempre em galego. A adoção da norma internacional da nossa língua demorou até 2009 –também não vou falar das condições que favoreceram essa decisão. Desde então tudo, ou quase tudo, o que escrevo o faço nessa norma. Pelo que só o primeiro dia de aulas informo da adoção da norma portuguesa para os novos materiais, justificando-a brevemente e respondendo às perguntas se as houver. Se no transcurso das aulas se apresenta de novo a questão, limito-me a justificar minha escolha. Mas não se me ocorre intentar convencer aos alunos para que adotem minha escolha, nem o recomendo se não têm intenção de esforçar-se em fazê-lo bem.

Muito poderia estender-me em cada um desses pontos gerais, mas acho que o dito é suficiente.

Passo agora a comentar suas perguntas nos termos em que estão formuladas:

Visto que o senhor Pedro Bravo está tam absolutamente certo da verdade que destila a sua ideologia lusista, que nunca poderá ser questionada e que é a única que pode iluminar o caminho de salvaçóm do galego (mesmo que sexa sob o nome de “português“),
As falas galegas devem adotar uma norma comum? Acho que nas atuais condições da vida social é necessário que as falas galegas se unifiquem numa norma comum se o comum a todas elas não quer desaparecer.

Essa norma comum deve ser própria ou exclusiva do galego, encaminhada a fazer do galego um idioma distinto, “uma língua de seu”, ou deve reintegrar-se na norma portuguesa? Penso que é mais útil –mais não só- a reintegração com a norma portuguesa.

Como se tem de chamar essa língua? Na medida em que mantenha traços específicos, pode ser denominada “galego”; na medida em que partilha o fundamental com a língua conhecida como português, pode ser denominada “português”. Não há que disputar sobre palavras. Eu não tenho apreensão nenhuma à clareza e precisão. Se o assunto dependesse do meu “desejo”, é claro que preferiria que a língua comum fosse conhecida como “galego”, pois há alguma razão aceitável para isso (o idioma nasceu na velha Gallaecia). Mas como essa língua, por razões históricas de todos conhecidas, é conhecida internacionalmente com o nome de português, não me importo em absoluto em que assim seja reconhecido também por nós. Não vejo qual pode ser o problema. Que choca com inveterados preconceitos ancorados na gente que não se dedicou a reflexionar sobre o assunto, ou na que teme que isso seja um baldão para a nossa língua? Já a mera formulação dessas objeções implica sua dissolução.

Não vejo ai nenhuma "ideologia". “Ideologia” (falaremos deste termo) haveria se eu ocultasse ou distorcesse qualquer aspecto da argumentação. Por exemplo, que considerasse a norma como um absoluto incondicional, e as formas dialectais como intrinsecamente incapazes de possibilitar uma comunicação plena. Mas o caráter político dessa decisão não se oculta em absoluto. É uma decisão relativa a umas condições dadas. Uma decisão puramente racional. Se qualquer um considera “teológico” aderir à conveniência de uma norma, já pode ir começando por dirigir suas diatribes à norma castelhana que, esta sim, é imposta –na medida em que se pode impor- a todos. (Certamente, qualquer um poderá redigir um documento oficial num castelhano não atido à norma vigente, mas não poderá evitar que seja considerado “incorreto”, próprio dum ignorante ou dum esnobe).
coido que seria interesante que nos dixese, ele que é tam culto e “estudado“, quantos dos seus alunos conseguiu ir convertendo por ano (ou mesmo por dia). É claro que umha ideologia apenas serve se estiver nas mentes das pesoas, n’é? Nom quererá o senhor guarda-la toda para si, ou?
A você não lhe interessa o assunto em absoluto.

Sei que não é menos inveterado preconceito o desprezo à cultura e ao estudo. Nas burlas dos jornalistas contra o saber reverbera o velho preconceito anti-racionalista (não se perdoa à razão que deite luz sobre as verdadeiras condições de nossa existência; que dilua a cálida ingenuidade –no fundo, barbárie e bruteza- à que tantos querem tornar tornando-a cegueira voluntária). Posso dizer com orgulho que desque tenho sentido amei e procurei a razão e o saber por cima de todas as coisas. O homem é “desejo de entender”.

Já disse que eu adotei ou apliquei a adoção da norma portuguesa há menos de dois anos. Já disse que não pretendo converter a ninguém sobre nada. Já disse que não falo –diretamente- sobre o assunto da língua, ainda que não refugo nem esta nem qualquer outra questão. “Convertidos ao ano” ("mesmo ao dia") é linguagem própria de empresas como a Santa Católica Apostólica Romana ou os departamentos de Marketing e Publicidade das Grandes Corporações. Mas eu não vejo ao público em termos de share. Não sou vendedor de nada. Com efeito, a virtude nem se compra nem se vende: cada quem tem exatissimamente a que quer ter.

Não entendo em que sentido utiliza o conceito, melhor dizendo, a palavra “ideologia”. Na primeira ocorrência semelha ter um sentido negativo, na segunda parece mais neutral. Poderia esclarecer? Pois eu não tenho com a “ideologia” (como conceito útil) mais relação que a crítica sistemática.

Se com “ideologia” se refere às convicções que vão além da mera lógica (pois esta é de cumprimento obrigatório para todo o mundo, pelo que todo o mundo tem direito a criticar a quem não seja claro e conseqüente), direi que intento que o que acho justo e verdadeiro informe sempre minha conduta (com efeito, o que um pensa se manifesta em sua conduta). Dos outros apenas exijo, como disse, que se atenham à lógica e à experiência. Como também concordo com a parábola evangélica: “Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa” (οὐδὲ καίουσιν λύχνον, καὶ τιθέασιν αὐτὸν ὑπὸ τὸν μόδιον, ἀλλ᾽ ἐπὶ τὴν λυχνίαν, καὶ λάμπει πᾶσιν τοῖς ἐν τῇ οἰκίᾳ), ultimamente faço o que posso –que não é muito, mas isso não importa- em contribuir a esclarecer as idéias de meus contemporâneos (melhor dizendo, dos meus prójimos).

- Agora, quanto às honrarias, tendo em vista os mesmos princípios, receberá e saboreará de bom grado umas, aquelas que entender que o tornam melhor; mas das que tiverem um efeito dissolvente sobre o estado da sua alma, fugirá delas em particular e em público.
- Por conseguinte, não estará disposto a ter actuação política, se realmente se preocupa com tais questões.
- Pelo Perro! –exclamei eu-. Estará, e muito, na sua própria cidade, mas talvez não na sua pátria, a menos que concorra um acaso divino.
- Compreendo. Referes-te à cidade que edificamos há pouco na nossa exposição, àquela que está fundada só em palavras, pois creio bem que não se encontra em parte alguma da terra.
- Mas talvez haja um modelo no céu, para quem quiser contemplá-la e, contemplando-a, fundar uma para si mesmo. De resto, nada importa que a cidade exista em qualquer lugar, ou venha a existir, porquanto é pelas suas normas, e pelas de mais nenhuma outra, que ele pautará o seu comportamento.
- É natural, concordou.


[592a] ᾿Αλλὰ μὴν καὶ τιμάς γε, εἰς ταὐτὸν ἀποβλέπων, τῶν μὲν μεθέξει καὶ γεύσεται ἑκών, ἃς ἂν ἡγῆται ἀμείνω αὑτὸν ποιήσειν, ἃς δ’ ἂν λύσειν τὴν ὑπάρχουσαν ἕξιν, φεύξεται ἰδίᾳ καὶ δημοσίᾳ.
Οὐκ ἄρα, ἔφη, τά γε πολιτικὰ ἐθελήσει πράττειν, ἐάνπερ τούτου κήδηται.
Νὴ τὸν κύνα, ἦν δ’ ἐγώ, ἔν γε τῇ ἑαυτοῦ πόλει καὶ μάλα, οὐ μέντοι ἴσως ἔν γε τῇ πατρίδι, ἐὰν μὴ θεία τις συμβῇ τύχη.
Μανθάνω, ἔφη· ἐν ᾗ νῦν διήλθομεν οἰκίζοντες πόλει λέγεις, τῇ ἐν λόγοις κειμένῃ, ἐπεὶ γῆς γε οὐδαμοῦ οἶμαι [b.] αὐτὴν εἶναι.
᾿Αλλ’, ἦν δ’ ἐγώ, ἐν οὐρανῷ ἴσως παράδειγμα ἀνάκειται τῷ βουλομένῳ ὁρᾶν καὶ ὁρῶντι ἑαυτὸν κατοικίζειν. διαφέρει δὲ οὐδὲν εἴτε που ἔστιν εἴτε ἔσται· τὰ γὰρ ταύτης μόνης ἂν πράξειεν, ἄλλης δὲ οὐδεμιᾶς.
Εἰκός γ’, ἔφη.

Faza-me o favor, Bravo, mesmo que responda em decasílabo latino e insultante, quantos dos seus alunos adirem à sua ideologia?
Quantos dos seus ex-alunos virarom “reintegratas“?
Quantos dos seus colegas no seu lugar de trabalho?
Não deixa de ter razão ao solicitar-me favor, senhor Gascon, pois deveria corresponder ao que me faz oferecendo-me seu rosto como ponto de apoio para colocar um pouco mais alto –certamente não muito- a exposição do que eu penso. Ainda que não vejo a diferença com pisar francamente a merda. Mas agradeço a intenção. E se conhecesse qualquer Pródico com gosto lhe recomendaria para que quando menos começasse a perfilar o sentido das palavras. Em quanto isso, já que os versos e imagens que lhe dediquei são, no seu sentido, insuperáveis, pois não só retrataram sua conduta passada, mas anteciparam sua conduta posterior, respondo-lhe em prosa, já que tem tanto interesse em ler-me.

Já disse que eu não tenho “ideologia”. Nem pretendo convencer a ninguém. Nem espero que de um dia para outro –desconfio sempre dessas conversões dum dia para outro- os jovens mudem seu parecer sobre qualquer questão. Os catecismos os expendem noutras dispensários. E ainda que sempre diga que todo o que eu digo ou ouço tem caráter público (quer dizer: não aceito qualquer confidencialidade sobre assuntos de interesse comum), acho que este não é lugar nem, sobretudo, você é interlocutor para que eu dê a conhecer a vida interna do centro em que trabalho. Não rejeito fazê-lo, mas não no contexto da “trifulca” com um néscio.

Em quanto isso, solicito-lhe algo muito mais singelo, modesto e discreto do que você me pede. Diga-me você um só nome de qualquer pessoa que adira minimamente as suas teses (seria muito pedir que também o fizesse com sua atitude). Ouse a dizer-me, já que você prefere corajosamente respirar na sombra, um só nome de alguém que pense que sua atividade neste ou noutros foros tem um mínimo sentido construtivo. Sei que é muito favor pedir o impossível. Pois sei que ninguém terá o valor de vir aqui a dizer que o Gascon acertou quando disse isto ou aquilo. Nada, absolutamente nada do que você diz, será defendido aqui por ninguém que ouse dar seu nome próprio. E não vou criticá-lo, pois nem eu mesmo seria capaz de argumentar nada no seu favor.
Se vocé está em posesóm da verdade, e é tam culto e sabe se expresar tam bem, nom duvido que agora a sua verdade tem de ir xa moi espalhada. Ou será que os galegos som parvos e nom lhe comprendem? Ele-nom gostarám do seu latím? Ele-serám todos colaboradores isolinos do espanholismo? Ou estarám fatalmente contaminados plo sistema?
Em possessão da verdade? Muitas frasezinhas se escreveram sobre a possessão e a procura da "verdade". Posso dizer que tenho um amor absoluto à verdade. Isto não é mérito: se um assume que vai morrer, e que todas suas ações e palavras se dissolverão no nada como se não tivessem existido –pois a isso também vai dar o que fossem assumidos por todos enquanto persista a errância da Humanidade-, se dá conta de que o único que merece a pena é o esforço por saber o que somos e o que devemos fazer. Este é o meu único afã. Tudo o resto é bijuteria.

Evidentemente, em comparança com os outros galegos, são bastante, muito “culto”. No sentido de que meu pensamento abrange o dos outros: conheço as razoes do que dizem e do que fazem melhor do que eles mesmos. Mas isto também não é mérito: é fruto inevitável de procurar e estudar com ânsia aos que reconheço que sabem mais do que eu. Que graças a Deus são muitos e muito bons. Não tem mais mistério. Ou pensa que me vou envergonhar por dedicar minha vida a entender o mundo em que vivo? Mas não o vejo como “capital cultural”. Seria ridículo num professor de PCPI.

Os que realmente se acreditam “cultos”, melhor dizendo, “sábios”, são os que não dedicam nem o mais mínimo esforço em estudar e apreender nada. Com efeito, já que nossa conduta é reflexo de nosso pensamento, aqueles que se dedicam a outra cousa e rejeitam qualquer estudo e questionamento o fazem porque consideram que já sabem ou que o saber não vale nada –o que é o mesmo. N´é?

Procuro exprimir com clareza e precisão o que eu penso –o que não é tão singelo como pode parecer, mas também não tão difícil: se um pensa algo, será quem de dizê-lo com clareza. Se não é quem, será porque não pensa algo determinado. Se por expressar-se bem entende escrever com florituras ou requintadas imagens, não apostaria eu pela verdade de seu asserto. Mas se você o diz será porque meus dardos deram de cheio no alvo.

Se pensa que ouvir palavras poupam o esforço por alcançar a sabedoria, está muito equivocado. Você semelha ter uma concepção sofística da educação. Uma coisa posso assegurar: o ter-me escutado não fiz a ninguém pior do que era. Para ser franco: penso que a todos muito melhor, sempre em proporção ao ponto de partida. Não acredito na magia nem no aprender inglês sem esforço. Só os bancos asseguram que com eles poderão fazer realidade seus desejos com só mover um dedo –dentro de pouco, só com pensá-lo. E só os parvos podem acreditar nos bancos.

Que os mais dos galegos são parvos é tese que defendo com firmeza, e disso são testemunho suas palavras e suas condutas.
Coido que seria interesante que nos explicase.
Vejo que até o lixo abusa do plural majestático.


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Pedro Bravo

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Re: Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 28, 2011 2:30 pm

Hom, claro que umha persoa só pode fazer pouco nese ambiente hostil fomentado do governo, mas se ela tem aceso às aulas, e nom tem proibido explicitamente dar a conhecer o credo lusista (mesmo que nom o poida “exercer“ nas proprias aulas e a maioria dos colegas sexam hostís a ele ou cúmplices da lavagem cerebral espanholista), algo da sua ideologia redentora se lhe terá “pasado“ aos discentes, mesmo “indirectamente“, n’é?
Como disse, eu não falo motu proprio da questão da norma, em primeiro lugar, porque tenho que tratar outros temas; em segundo lugar, porque o tratamento desses outros temas serve para responder à questão da língua e da norma; e, last but not least, por consideração com o professor de Galego (quem um par de vezes me disse que eu fizera mais pela normalização do galego no centro do que suas próprias aulas. Isto não é uma medalha que vaidosamente me coloco, mas simples dado). Naturalmente, se qualquer aluno levanta a questão não hesito em responder às suas perguntas ou observações. Quero dizer, também, que no meu centro não encontro hostilidade geral contra a proposta reintegracionista, na medida em que se conhece, pois eu, como disse, não faço propaganda nem passo nenhum tipo de informação (só informo ao professor de Galego em qualidade de membro da equipa de Normalização). O material que elaboro em português também não levanta qualquer rejeite.
Quantos dos seus alunos (ou mesmo colegas) conseguiu ir “convertindo“ ao Lusismo, digamos por ano, caro AGIL? Coido que seria interesante sabermos do poder “magnético“ da vosa ideologia libertadora através do sistema educativo (até porque eu suspeito que sexa nulo, ou quase ...).
Bom, eu tomei contacto com o reintegracionismo por meio duns artigos de AGIL em LVG nos primeiríssimos oitenta, que me convenceram da conveniência para o galego da máxima unidade possível com o português. Na altura, nem sabia que o Carvalho Calero (de quem lera um par de livros) era reintegracionista. Comentando esses artigos com alguns amigos de Liceu, comprovei que todos os valorizavam positivamente. Quando, pouco depois, o nacionalismo oficial acedeu a apoiar a normativa da RAG-ILGA, abandonei meus incipiente esforço por falar galego, pois achava que era um beco sem saída. Isto não é uma afirmação ad hoc, pois já o escrevi com anterioridade nalguma ocasião.
Entóm, quant@s ... ?
Bom, eu sou um.
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Cínico arrogante

Mensagem  Gascon em Seg Fev 28, 2011 3:51 pm

Bravo, es um palhaso vil e podre. Bastou-me com ler o primeiro párrafo das tuas babas de mamalóm urbanita arrogante. Nele escumas insulto após insulto. Nom te chegou com vires o outro dia (sem ninguém te chamar) a me insultar (como se nom te chegase co fio que eu che abrira neste foro para tal propósito) e foder o último debate que eu tentei abrir no PGL, e que como consequencia de responder aos teus insultos me bloquearom a conta do facebook no PGL.

Leio moi por riva o que vens de escrever (porque os teus escritos som intragaveis), para afinal descobrir que nom respondes à única questóm que che puxem. Ha que ser cínico! O teu, o voso, é o bla-bla-bla, e mais nada.

Afinal, nom podes negar a realidade: o galego nom é português, porque nom funciona (nem funcionou, nem posivelmente funcionará) como tal, tirado nuns indivíduos intelectualoides e pedantes que nom contam nem por o 1% dos galegos. Aí vai toda a tua ideologia pro caralho.

Ou pra melhor falar, e pra responder ao teu vil nivel: aí vai a tua ideologia polo cu (o teu) bem adentro. Sei bem que é alí que che produz um grande prazer.

Ha que ser imbecil para que após mais de 30 anos de dar a mazada e o reintegracionismo continuar na mesminha marginalidade no país nom se vexa qualquer cousa errada nesa ideologia. Som os outros! É a ignorancia! É o lavado de celebro espanholista!

Mas, eureka! Agora imos pasar ao português de verdade e o que nom queira é que se quer suicidar!

Bravito, es um neoconverso noxento, que te conformas com “saberes“ o caminho verdadeiro da salvaçóm. Que sorte tens de ser um dos poucos iluminados!


VAI PRO CARALHO, ESTÚPIDO ARROGANTE

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Bien escocido se va el ñiñato

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 28, 2011 4:00 pm

Estes são os versos que este masoca fez proféticos:

Que não falte o ruim palhaço,
Momo em perpétua campanha,
Ávido sempre dum foco
Requentando palhaçadas.
De Tersistes, os cascudos,
Já que não como carracha,
Pois vômito ou dejeção
Ruminas sempre cicânia.
Vazia a vazia bacia
De tua baba embalsamada.
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Língua de trapo

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 28, 2011 4:06 pm

Tens de ser bem parvo, "parvo e covarde", para pensares que se pode partilhar contigo mais que cascudos no teu pescoço de frango. Bem despenado, como se disseres: bate, bate que não doe. Antes cansarás que deixar eu o insulto.

Flojito coñac.
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E a correcção da gralha

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 28, 2011 4:26 pm

(Tersites, o herói)

Tersistes é gralha
Ainda que palha
Persistes.
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Hipócrita, cínico e vulgar

Mensagem  Gascon em Ter Mar 01, 2011 9:25 am

Bravo, es um vulgar e moi ruim hominho que aproveita a sua pedantice culterana para insultar, tristemente pretendendo estar por riva das proprias babas. Mas para xa, vai gardando a tua viola de sonetista de puticlú e os teus farrapos de pedante lusista, que nom interesam a ninguém.

Es um pobre mentecato que ladra moito aqui nesta esfera luso-etérea que partilhas cos teus co-avatares, mas fóra dele nom deixas de ser mais umha pezinha da engranagem do sistema, pago polo estado rexional-espanholista para perpetuares o seu funcionamento. Por tanto, es um podre hipócrita, e as tuas leizóns e pedantices latinas podes ir enfiando-as aí dentro de onde saírom. Nom só es (sondes) incapaz de “iluminar“ a tua “verdade“ lusófila a nem um só dos teus alunos, mas ainda por riva nem te importas com a tua incapacidade para sintonizar com eles (ou com qualquer outra persoa), porque ti tes umha preparaçóm inteletual infinitamente superior, logo es superior e nem tes de xustificar a tua ideologia perante ninguém. Mas os quartos que che caiam a final de mes, iso que nom cho toquem, que o estado estará corruto, mas a ti que te pague, que para iso tomas boa conta da mocidade nas aulas e os evaluas segundo o currículo oficial pede.

Mas nem todo é ruim, sabes, porque na realidade sim que serves de inspiraçóm aos teus alun@s: mais de um / umha quererá ser coma ti, com emprego pago polo estado por vida, ferias a cachóm e trabalho fazilinho. Sobre o portugués ou o galego, iso nom lhes vai trazer o pam nem arranxar a vida, por iso nem se importam contigo, nem co AGIL nem com qualquer outro iluminado. Afinal eles som coma ti: o choio é o choio, os quartos som os quartos.

Mas claro, se algúm dia chegam a ter a tua sorte de ter o choio arranxado de por vida, entóm sempre haverá algúm com vocaçóm de radical que se una à vosa tropa. Aposto-che que vas deixar escapar umha bagoinha e todo ...

Grazas a arrogantes pedantes coma ti que se pode explicar em parte o por que continuades na mais triste da marginalidade. E o que vos resta. Como xa che dixem acima, o galego nom é português, porque funciona separadamente dele, e como dialeto espanhol. Esa é a realidade verificavel, deixando de fóra as preclaras mentes de umha porcentagem inferior ao 1% dos galegos (que ademais praticam um português moi pobre e espanholizado). E iso nom muda nem que 100 filólogos escrevam o contrario em cem livros. E ainda menos porque um pobrinho pedante latinista barato coma ti se ponha a bater nas noites no seu computador, que de ouvi-lo falar ou interactuar em ambientes orais portugueses deve dar pena e todo.
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Re: Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  Gascon em Ter Mar 01, 2011 9:48 am

E este fio pode dar-se por pechado, porque xa sabemos a resposta às perguntas que o abrirom:

NENHÚM-MANCUNO-AUCUN-NONE

Eis a vosa legitimidade e representatividade despenada. A vosa ideologia nom convence e o voso poder de a divulgar num lugar fulcral e estratégico, o ensino, onde algúns de vós estades, é NULO (a excepçóm do que fai o Fagim, que xa se desmarca de vós ao rejeitar o voso discursoi religioso), mesmo ate entre os vosos colegas.

Mas claro, ou a culpa é da lavagem cerebral ou do sistema ou mesmo nom vos importades (ou iso pretendedes) coa vosa marginalidade.

Ha que ser cínico.

Venha ho, co fulano este tam lusista de Briones para o ano 2050 xa chegamos ao 2% de lusistas confesos ...
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Que se importa que eu escrevesse desde Madrid?

Mensagem  Pedro Bravo em Ter Mar 01, 2011 9:59 am

Venha ho! Que tuas próprias palavras são prova do que se passou: que pus a ponta do dedo sobre teu focinho e bati onde, quando e como eu quis, em quanto agitavas os braços como o monicreque que és.

Com o chorão que és deves de mamar muito.
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Re: Pergunta para o senhor Pedro Bravo, docente no ensino secundario em Arteixo

Mensagem  Gascon em Ter Mar 01, 2011 10:25 am

Bravito, dás peninha hom, o único monicreque, pretendendo-se infinitamente mais culto que aos seus paisanos (e todo porque tem lido muito latím e grego nos livros) es ti. A ideologia está bem para fazer muito aparato de latinista diante dos que tenhem outra ideologia, mas quando se che tira de diante ficas co cuzinho ao ar. Pois inda vas ter muito pra mamar.

Hala, vai ler o teu filósofo favorito por aí ...



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Fumo de cizânia

Mensagem  Pedro Bravo em Ter Mar 01, 2011 10:35 am

Já não és mais do que uma bagana mal apagada. Vais perder o trabalho de troll...
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o palhaso lusista do circo

Mensagem  Gascon em Ter Mar 01, 2011 3:02 pm

Bravito, es um pobrinho pedante de grande aparato verborreico. Toda a retórica de que te vales deixa adivinhar um individuo moi ruim e arrogante, que se cre um iluminado e superior por ter acumulado quaisquer conhecimentos livrescos e habilidade retórica. Mas fóra deste meio internético e da tua seita nom es mais que um pobrinho que ninguém comprende.

E este “troll“ puxo neste fio umhas quantas perguntas importantes, para sondar o alcance da vosa ideologia entre a mocidade. E nom só vos recusastes a responder (dando a entender, por pasiva, qual era a verdadeira resposta, como eu suspeitava) mas com muito cinismo apontastes prontamente o dedo acusador noutra direcçóm (vós nom tendes culpa de nada, é culpa toda “do governo“). Eis a medida da vosa falacia.

Bravito, tira-te dos olhos a ideologia por um momentinho, que nom vas deixar de respirar nem se che vai parar o coraçóm: vós fundamentalistas lusistas nom tendes a mais mínima incidencia na sociedade nem na lingua galega, mesmo gozando do privilegio de ocupardes vagas no ensino meio e superior. A vosa voz nem se escoita. Por tanto, o que vos digades sobre o galego, simplesmente, nom conta. Vos sodes apenas umha anécdota, para divertimento internético, e a escusa perfecta para a isolopatia continuar a sua argalhada. De facto, vós sodes parte integrante do circo.

E a tua arrogante e patética pedantice xa sabemos que é umha maneira (falida) de ocultar as babas dos teus insultos. Es um vulgar e noxento mentecato. Pobrinho.
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despenador despenado

Mensagem  Gascon em Ter Mar 01, 2011 3:11 pm

Ah, e mais umha perguntinha, Bravito, moi banal. Em que idioma está escrito iso de "Que se importa que eu escrevesse desde Madrid?"

Xa cho dixem o outro dia, hom, se queres aprender portugués tes de ir a Portugal, que nom che queda tam lonxe. Aí na Corunha podes aperfeizoar moi bem o teu espanhol, xa o sabemos, pero o portugués nom vas aprende-lo, nom te iludas hom. Prova co italiano, que tamém o tes na interné, vas ver que axinha o "dominas" tam bem coma o portugues ...
Laughing Laughing



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Mágoa que sejas tão fraco

Mensagem  Pedro Bravo em Ter Mar 01, 2011 4:15 pm

Já vejo que és incansável aproveitando as palavras dos outros. Mas já che disse que isso só é legítimo em caso de melhora. Como eu fiz contigo. No meu caso, claro é, dum jeito insuperável. Já sabes que scripta manent, pelo que teus erros e meus acertos se podem contar (ainda).

Todas tuas questões neste fio foram convenientemente respondidas. O que se passa é que à miséria de tua formulação se respondeu com a precisão de que só é capaz a verdade. O escrito está ai para qualquer um. Se não sabes, ajudo-che a desmembrar.

Pelos vistos só você pode brincar com a linguagem... Já lhe disse que você é muito útil para praticar a língua: ou pensa que eu conhecia a palavra "cascudo", por exemplo, até que vi que era o que você vinha insistentemente a solicitar? Mas tudo seja para não responder ao que se pergunta desde há já tanto tempo: que importa, e quem se importa, de que eu, ou qualquer outro, escreva desde Madrid ou desde Dirdam?

Como exemplo de que você foi suficientemente respondido:

É claro que umha ideologia apenas serve se estiver nas mentes das pesoas, n’é? Nom quererá o senhor guarda-la toda para si, ou?
Hom, claro que umha persoa só pode fazer pouco nese ambiente hostil fomentado do governo, mas se ela tem aceso às aulas, e nom tem proibido explicitamente dar a conhecer o credo lusista (mesmo que nom o poida “exercer“ nas proprias aulas e a maioria dos colegas sexam hostís a ele ou cúmplices da lavagem cerebral espanholista), algo da sua ideologia redentora se lhe terá “pasado“ aos discentes, mesmo “indirectamente“, n’é?
Assim que você vê correcto falar do que um pensa que está bem ainda que não se atreva a levá-lo à prática???????????????
Covardão, covardão, covardão (e não me importo se esta palavra existe ou não, posto que você é vivo caso):
Desde então tudo, ou quase tudo, o que escrevo o faço nessa norma. Pelo que só o primeiro dia de aulas informo da adoção da norma portuguesa para os novos materiais, justificando-a brevemente e respondendo às perguntas se as houver. Se no transcurso das aulas se apresenta de novo a questão, limito-me a justificar minha escolha. Mas não se me ocorre intentar convencer aos alunos para que adotem minha escolha, nem o recomendo se não têm intenção de esforçar-se em fazê-lo bem.
De resto, nada importa que a cidade exista em qualquer lugar, ou venha a existir, porquanto é pelas suas normas, e pelas de mais nenhuma outra, que ele pautará o seu comportamento.
Qualquer um advertirá que as duas primeiras citações são próprias de um phaulós, e as segundas de um spoudaios anér.

Anda, ou melhor, arrasta-te, já podes ir denunciar-me ante Inspecção. (Para que veja nosso presidentinho qual é o "bilinguismo harmónico" de que alardeia: Feijóo: "O bilingüismo cordial volveu ás aulas e xa non se fala deste tema en Galicia". Naturalmente, não o faço por capricho. O homem que sabe não se dobra ante os ignorantes por muito poder que creiam que têm. Pedro Bravo dá aulas no galego mais aportuguesado de que é capaz.
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Espantalho lusista

Mensagem  Gascon em Qua Mar 02, 2011 10:20 am

Bravito, eu nom escrevo em portugués, xa vam sendo horas de que comprendas algumhas cousinhas moi simples. Tira-te a religióm lusista por um momento (só um momentinho) da cachuchinha, fai o favor, que nom vas morrer: No meu galego (polinómico e nom prescriptivo, e “em fase experimental“), todo o que escrevím acima é correto, como tamém é correto muitas muitas mais cousas que ti e os teus camaradas de seita considerades incorreto, por serdes uns reduzionistas normativo-lusólatras, e adoradores do ídolo AO. Porém, no teu galego (= português “daquela maneira“), a oraçóm “Que se importa que eu escrevesse desde Madrid?" é incorreta, embora coerentemente incorreta, des-que quem a escreviu é um espanhol dos pés a cabeza, que mamou e mama espanhol da manhá á noite, coma o senhor Bravito de Briones, grande conhecedor do espanhol e do corunho. Por iso escreve “desde“ Corunha. Eu tampouco domino o portugués, mas a minha ignorancia desa lingua / norma polo menos chega para ver o que o pobrinho Bravo ainda nom enxergou. Mas como ele é um grande lusista e até latinista de segunda mao, o senhorito Bravo divirte-se moito cos seus sonetos insultantes (e pensa que tem um grande talento, esperamos polo seu livro), que decalca do castelám que lhe enfiarom bem adentro ao longo da toda a sua vida. E nem praticando a sua Lusofonia c’as brasileiras no puticlú: ao pobrinho lhe respondem sempre em espanhol. Normal.

Mas polo menos nas tuas aulas podes pasar como grande lusófono. Ora, nom venhas com contos de heroicidade, que o escreveres em portugués nas aulas de galego nom tem nada de heroico. Os da gentalha do Pichel vam por aí para galeguizar os sinais espanholizados, sem os lusitanizar, e pagam por esa ousadia. Iso sim é heroico. O Fagím vai fazendo um grande lavor de divulgaçóm polo ensino medio. Mas ti, Bravito, es apenas um espantalho lusista. Mas se insistes eu poido mandar umha mensagem daquí á Xunta para lhes dar conta do teu caso. Asim poderemos ver até onde chega a tua heroicidade (lusista).

Que dis?

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"Xavier André", toupeira ou rato policial

Mensagem  Pedro Bravo em Qua Mar 02, 2011 11:08 am

Não só te cobres o rosto com a saia do anonimato (não te importando que, de passagem, se percebam as cuecas "pintadas" das que provém o cheiro a covarde, o único claro em tua pessoa), também te refugias no fácil expediente de que o teu é trapalhada em fase zê [bom, fase Ómega, melhor que Theta]. Assim, deitando de tua natureza escamoteias o responder à pergunta.

Já que insistes em fazer vodu com o meu nome (e com o nome de minha aldeia!), poderei eu lembrar aquele com o que te apresentavas. Mas não para recorrer também a tão engenhosa como corajosa façanha, senão para lembrar que não há em toda a face da terra absolutamente ninguém que che dê o mais mínimo crédito. Não aparecerá ninguém que ouse apresentar-se com seu nome e diga que o sedizente "Xavier André" tem mais valor do que uma rata de cloaca. Teu único valedor são as sombras nas que defecas.

Sobre as assumpções arbitrárias apenas insistir em que só a ti te retratam.

Ὃ ποιεῖς ποίησον τάχιον. O que pretendes fazer, faze-o depressa. Não te preocupes, não se requer qualquer galhardia (e como, dum frango?). Podes denunciar embuçado com tuas cuecas. Nem sequer no Entroido pensarão que é um disfarce. E teus "galleguitos" estão acostumados ao cheiro. Gana-te o soldo, Xavier André.

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o Bravito xa se mexou por todas as calzas abaixo

Mensagem  Gascon em Qua Mar 02, 2011 2:48 pm

Oh, o Bravito xa se mexou por todas as calzas abaixo, e eu que pensava que era um tipo moi duro.

Pobrinho neurótico. Es um mentecapto que nom ha nem por onde te apanhar. Fica claro neste fio a gentalha que recruta o reintegracionismo, basta com ler as tuas babas retóricas de mamalóm paranoico e vulgar. Por iso eu som feliz de ter saido da vosa seita de maniacos.

Bravo, es um imbecil e semi-retardado mental que berra coma um baby embirrado. E inda por riva com delirios de grandeza. Pensas que es o grande heroi do povo que vai ser “xustizado“, mas quem souber de ti e das tuas práticas lusólatras no ensino ia rir ou até sentir peninha por ti.

Todavia, por que nom amosas aos teus alunos os teus “sonetos“ e demais pérolas que me escreves nese português acastelanado teu? Nom coidas que seria moi ilustrativo pra lhes ires amosando o que os lusistas “debatem“ na rede, e asim ver se podedes fazer ouvir um pouquinho a vosa voz, tam ocultada polos cipaios do espanholismo?

O teu esbardalhar nom nom tem cancelas, mas quando vem a hora de ir um pouquinho além (apenas um pouquinho) te mexas enriva coma o porco de nadal que es. Pois nom, hom, agora que tanto falache e falache te toca atcuar em consequencia. Por tanto, eu vou contatar a Xunta na rede e informar-lhes do que fas, pra ver que bravo es. Moito provavelmente nem farám nem caso, mas imos ver, nunca se sabe. Asím saberemos dumha vez se es tam bravo coma dis. Tu pola tua parte podes contactar com Scotland Yard, e acusar-me de dar as minhas aulas em galego, ou polo menos com sotaque galego. Ou do que queiras. Quando me prendam e me interroguem em presencia do meu adevogado eu limitarei-me a lhes contar que todo é umha liorta virtual persoal política, e que ti es um traidor merdento que quer que os galegos virem portugueses ou mesmo que os portugueses nos invadam e pasem a capital de Compostela a Braga. Imos ver se vos damos um pouco de publicidade e simpatia internacional, hom, e quando milheiros e milheiros de corunhos saiam ás ruas para pedir a tua liberaçóm e a restauraçóm do português da Corunha (representado por Pedrito el de Briones) comezamos a ver umha mudanza a serio e nom apenas a formaçóm de qualquer asociaçóm galega da lingua portuguesa, da espanhola ou da italiana ou de motarras de fim de semana.

Bravito, tenho mais respeito (e muito mais) polo cam do vizinho que por ti, que es um grande imbecil lusólatra. Hala, vai controlar esa tensóm arterial.

Um biquinho “desde“ Manchester
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Apoteose da sem-razão

Mensagem  Pedro Bravo em Qua Mar 02, 2011 3:24 pm

Não che vou dizer que não é má estratégia para um ungulado lambuzar-se em merda para evitar que batam no seu pescoço, pois para mim é suficiente a mera lógica para esfolar um odre inchado de bílis. Não é difícil compreender por que te escudas no anonimato, Xavier André, full of sound and fury; signifying nothing.
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Cañita Bravo

Mensagem  Gascon em Qua Mar 02, 2011 3:41 pm

Aqui o único quadrúpedo que se lambuzou em merda (a propria) dos pes á cabeza es ti, Pedrito el lusista. E ha que ser imbecil pra dizer que eu me escudo no anonimato, quando fixem público o nome e apelido que figuram no meu pasaporte, por algo os sabes, seu parvo.

Entóm, vas amostrar os teus sonetos aos teus alunos?, coido que seria umha boa maneira de os introduzires ao lusismo. Polo menos seria honrada: quem se convertir nom se poderia queixar logo de nom saber desde o primeiro dia o que ferve debaixo da vosa fachada.

E quem milhor ca ti para cumprir esa tarefa?!


Venha, no bad feelings, brindemos com todos os coruños. Com Cañita Bravo bamoh ha trae’ er portugué para toda Galisia coño! Y que viva Braga!
http://www.youtube.com/watch?v=Gn6U7HX02TY
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