The Economist: Hablen español, already

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The Economist: Hablen español, already

Mensagem  Nambuangongo em Qui Jan 27, 2011 8:35 am

THERE are good reasons to debate what role minority languages should play in the countries where they are found. There are few reasons to be as snide about the question as Giles Tremlett was in the Guardian a few days ago, when Spain started allowing senators to debate in Basque, Valencian, Catalan and Galician:

The upper chamber of Spain's parliament has caused controversy by allowing senators to debate in five of the country's languages, with interpreters employed to turn their words into a tongue they all speak perfectly: Castilian Spanish.

On goes the snide: "critics" are quoted, and a scathing editorial. Then comes a scene in which Hispanophone senators are "forced" to pick up their earpieces when a senator speaks Catalan, an estimate on how much it'll cost, and a peevish quote from the conservative opposition leader: "Something like this would not happen in any normal country."

There then follows a fairly accurate description of the language situation in Spain: about 11% of the country speaks a minority language natively, and about a third of Spaniards know them and use them regularly. Unmentioned is the fact that these aren't unwelcome intrusions into a Spanish-speaking Eden, but indigenous languages spoken there since the Basques showed up in prehistory and Latin spun off Galician and Catalan before "Spain" existed. Also unmentioned is one of the reasons relatively few people master the minority languages: Francisco Franco's una bandera, una patria, una lengua policies, which forbade everything from Catalan names to shop-signs in Basque. These gave the minority regions enduring grievances, grievances which are inflamed when Castilian-speakers (and outsiders) treat them as pests for wanting to speak their own languages in their own country.

"Normal countries" that accommodate this include Canada, New Zealand, Belgium, South Africa (with 11 official languages), India and many others. Again, this is not to say that every minority should be given every privilege. But to say that senators should just speak the common language is to forget that that "common" language is a foreign language to many Spaniards. Remembering that, and taking grievances seriously, is the best way to keep them happily in Spain.


Fonte: The Economist
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Mensagem  mceleiro em Qui Jan 27, 2011 5:09 pm

Há boas razões para debater qual é o papel que as línguas minoritárias devem jogar nos países onde se encontram. Há poucas razões para ser tão sarcásticos sobre a questão como Giles Tremlett tem feito no jornal The Guardian há uns poucos dias, quando Espanha começou a permitir aos senadores debater em Basco, Valenciano, Catalão e Galego:

A câmara alta de Espanha, o parlamento, «tem causado controvérsia ao permitir que os senadores possam debater em cinco das línguas do país, com intérpretes empregados para traduzir as suas palavras a uma língua que todos falam perfeitamente: o Castelhano Espanhol.

Continua sarcástico: os críticos são citados num editorial mordaz. Depois descreve um cenário onde os senadores são «forçados» a colher os seus auscultadores quando um senador fala Catalão, uma estimação de quanto vai custar, e uma citação textual do líder da oposição conservadora: «Algo como isto não se passaria em qualquer país normal».

A seguir, exporemos uma descrição bastante precisa da situação linguística em Espanha: 11% do país fala uma língua minoritária sendo a sua nativa, e cerca dum terço dos espanhóis conhecem-na e utilizam-na regularmente. O que não se tem mencionado é o facto de não serem estas intrusões num Éden castelhano-falante, senão que as línguas indígenas falam-se ali desde que os bascos apareceram na pré-história e desde a separação do Galaico e Catalão do Latim, e antes de que «Espanha» existira. Também não se menciona uma das principais razões polas que relativamente pouca gente domina as línguas minoritárias: as políticas de «una bandera, una patria, una lengua» de Francisco Franco, que proibia tudo, desde nomes em Catalão até a rotulagem de nomes de negócios em língua basca. Isto levou a que nas regiões com línguas minoritárias existiram reclamações, reclamações que realizavam os castelhano-falantes (que eram forasteiros) que tratavam como a peste a falantes das línguas minoritárias por não querer falar o seu idioma (o dos castelhanos) no seu próprio país.

Os «países normais» que se adaptam a isto são Canadá, Nova Zelândia, Bélgica, África do Sul (com 11 línguas oficiais), Índia e muitos outros. Mais uma vez, isto não quer dizer que todas as minorias devem possuir todos os privilégios. Não obstante, dizer que os senadores só devem falar a língua comum é esquecer que essa língua «comum» é estrangeira para muitos espanhóis. Quero lembrar, e tomando muito à sério as reclamações, que é o melhor caminho de mantê-los felizes em Espanha.


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Re: The Economist: Hablen español, already

Mensagem  Isabel em Qui Jan 27, 2011 5:59 pm

Caro, penso que a tradução não é correta. Sobretudo reparei no final, que eu traduço assim:

«Lembrar isso [que o castelhano é língua estrangeira para alguns espanhóis], e tomar a sério as reclamações, é fundamental para mantê-los [aos espanhóis não castelhanofalantes] felizes na Espanha.»

Acho que é uma crítica perante a imposição na Espanha do castelhano como «língua comum apesar de tudo e de todos».

Infelizmente acho também que essa imposição é fundamental para manter a existência desse estado chamado Reino da Espanha. Se não houvesse essa, entre outras, tábua rasa linguística há muito que o tal estado teria desaparecido como tal.

Sim, penso que se o fascismo se empenha nisso é por algo, as razões são poderosas: se não o fazem, Espanha "se rompe"...
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