TUDO MÚSICA

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A Paz

Mensagem  Iota em Sab Fev 05, 2011 5:23 am

Certo... Igual non chega cun suspiro... Pero por algo se empeza sempre.[left]
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Hamada

Mensagem  Cham em Sab Fev 05, 2011 5:57 am

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Sereas

Mensagem  Iota em Sab Fev 05, 2011 6:37 am

Desexando logo que non veñan delas...
E tamén...un chisquiño de por alá...
[left]http://bbecq.free.fr/EGYMUSIC/Page_1x.html
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mmm...?

Mensagem  Cham em Sab Fev 05, 2011 10:57 am

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RUDESINDO SOUTELO

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 06, 2011 8:03 am

Nasceu a 29 de Fevereiro 1952 em Valdrães - Tui (Galiza). Estudou nos Conservatórios de Vigo, Madrid e Schaffhausen (Suíça), sendo discípulo de Rodolfo Halffter e Agustín González de Acilu em composição, e de Janos Meszaros em fagote.

Em 1972 fundou as Juventudes Musicais de Vigo e em 1976, com o grupo Letrinae Musica, apresentou em Compostela e Vigo o movimento novo-neo-new-dadá Quadrado de Pi para sacudir a infâmia que deitara no país o excrementíssimo ditador. Em 1980 criou a editora de música Arte Tripharia onde gerou um amplo catálogo de partituras e a coleçãoCorpus Musicum Gallaeciae. Também promoveu revistas polêmicas como “La Matraca”, feita por estudantes do Real Conservatório S. de Música de Madrid, e “Da Capo” (Panfleto musical independiente del país). Nasceu a 29 de Fevereiro 1952 em Valdrães - Tui (Galiza). Estudou nos Conservatórios de Vigo, Madrid e Schaffhausen (Suiça), sendo discípulo de Rodolfo Halffter e Agustín González de Acilu em composição, e de Janos Meszaros em fagote.

Em 1972 fundou as Juventudes Musicais de Vigo e em 1976, com o grupo Letrinae Musica, apresentou em Compostela e Vigo o movimento novo-neo-new-dadá Quadrado de Pi para sacudir a infâmia que deitara no país o excrementíssimo ditador. Em 1980 criou a editora de música Arte Tripharia onde gerou um amplo catálogo de partituras e a colecção Corpus Musicum Gallaeciae. Também promoveu revistas polémicas como “La Matraca”, feita por estudantes do Real Conservatorio S. de Música de Madrid, e “Da Capo” (Panfleto musical independiente del país).

Junto com Janos Meszaros elaborou em 1986 o projecto para uma escola internacional de música no conjunto histórico de Nuevo Baztán, povo e palácio barroco construído por Churriguera a 45 km de Madrid, mas as rivalidades da mediocridade política frustraram qualquer sucesso.

Alguns dos títulos das suas obras como o Oppius dei parecem ter uma intencionalidade beligerante, mas são só uma maneira algo irreverente, divertida e sonora de se rir das capelinhas de medíocres que pretendem controlar a música. Como compositor considera-se auto-excluído das máfias, dos grupos de poder e de qualquer ente que não defenda o direito dos criadores a viver do seu trabalho.

Das obras mais recentes devem ser destacadas: Prelúdio da Montanha Mágica, homenagem a Thomas Mann (Piano); Como a noite é longa, homenagem a Fernando Pessoa (Flauta-Oboé-Clarinete); Lábios de sabor a mar, (Coro a cappella, com versões para Quinteto de Metais, e para Voz e Piano); Quod nihil scitur, homenagem ao filósofo Francisco Sanches 'o céptico' e in memoriam J. M. Álvarez Blázquez (Órgão); Tálamo e túmulo, homenagem ao polígrafo Ricardo Carvalho Calero (Orquestra de Cordas); Borobó e Manuel María, (duos de Gaitas de fole); Brêtema de Dom Quixote, e André, (Piano); Alva (Violino só); O corvo da liberdade, a vontade que desafiou Deus, homenagem a Miguel Torga (Quinteto de sopros), encomenda da D.R. Cultura do Norte do Ministério da Cultura de Portugal, e incluída no filme de João Botelho "A terra antes do céu"; Saraquel (2 violinos); Minho azul (Banda sinfónica); Deu-la-deu, (Suite para Guitarra) dedicada à AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa). Toda a sua obra foi publicada em Arte Tripharia e há Teses de Doutoramento onde se estuda e analisa.

Assim mesmo, tem publicada uma colectânea de 93 artigos sobre música erudita e a incultura política galega aparecida na secção `O Bardo na Brêtema´ do hebdomadário galego A Nossa Terra. Nos Colóquios da Lusofonia, celebrados em Bragança em Outubro de 2006, apresentou uma comunicação posteriormente revista e publicada no Boletim da AGLP número 1 (2008) com o título Por un Corpus Musicum em liberdade.
É membro da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e defende a criação como um acto de liberdade. Também é um activo defensor dos direitos dos trabalhadores intelectuais porque isso encoraja a criação e o desenvolvimento económico, social e cultural.

Académico Fundador da AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa).

Do blogue do compositor: http://soutelo.eu/R_Soutelo-Abertura.php



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A l v a

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 06, 2011 8:07 am

Para quem quiser tanger (ou apenas ler e gostar) ao violino eis a partitura desta obra verdadeiramente grande:

http://soutelo.eu/uploads/ExMus_Soutelo_Alva.pdf

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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Isabel em Dom Fev 06, 2011 9:43 am


Muito bom. Parabéns à intérprete e ao companheiro Rudesindo.
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O CANTO DE AMOR MAIS BELO DO MUNDO

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 06, 2011 4:33 pm

O primeiro biógrafo de Johann Sebastian Bach, Johann Nikolaus Forkel (Meeder, perto de Coburg; 22 de fevereiro de 1749 - Göttingen, 20 março de 1818) relata:

“Ele (Bach) acabava de voltar de Weimar (1716), quando o príncipe Leopold de Anhalt-Cöthen, grande amador desta arte, ofereceu Bach o cargo de diretor mestre da sua capela. Imediatamente entrou na sua nova função que ele regeu por seis anos.”

É em 1717 quando acontece o anedótico duelo musical com Louis Marchand (Lyon, 2 de fevereiro de 1669 — París, 17 de fevereiro de 1732), compositor e organista francês que com tanta riqueza tem contado Forkel. A vida sorri o grande Bach, mas em 1720, estando de viagem com o príncipe Leopold a tragédia bateu imisericordiosa nele. Em 7 de julho (a data não é ainda de todo certa) chega-lhe a nova da morte repentina de sua primeira esposa, Maria Bárbara Bach.

Muitos musicólogos tem assinalado que foi na memória da querida esposa, prima sua em segundo grau, com a que tivera sete filhos, que ele transido de dor compôs a Partita para violino só n.º 2, BWV 1004, e notadamente a última seção, a Chacona.

Desta incrível obra tem dito Johannes Brahms em carta a Clara Schumann:

A Chacona BWV 1004 é na minha opinião uma das obras mais maravilhosas e misteriosas da história da música. Adaptando a técnica para um pequeno instrumento, um homem descreve um mundo completo com os mais profundos pensamentos e sentimentos mais poderosos. Se eu pudesse imaginar-me a escrever, ou até mesmo conceber esta obra, tenho certeza que a emoção extrema e tensão emocional haveriam me deixar louco.”

Nos tempos mais recentes a musicóloga Helga Thoene analisou com precisão a Chacona e encontrou que Bach compusera realmente um tombeau, isto é, um canto fúnebre.

De acordo com Helga Thoene os temas são tomados de diversos corais luteranos, dispostos num significado preciso. Neste teor é interessante notar que Bach muitas vezes nas suas obras inclui enigmas e mensagens codificados, que ao longo do tempo foram descobertos.

Segundo Thoene a melodia esconde o canto coral Den niemand kann Zwingen Tod (A morte não pode vencer ninguém). Em seguida uma liturgia coral Cristo em Todesbanden (Cristo foi condenado à morte, mas através de sua morte quebrou o empate.), o canto coral termina com a palavra Aleluia e o canto coral Vom Himmel hoch da komm ich her (Das alturas do céu, do que eu venho aqui) para simbolizar a esperança.

Na partita a primeira parte da Allemande a transcrição digital mostra a suma dos números 81 (40 de Maria + 41 de Bárbara) e 158 (a suma de 58 – Johann -, 86 – Sebastian – e 14 – Bach -). E a busca de novos quebra-cabeças na partita pode continuar.

Para além destas pesquisas, o que sim fica é o enorme sentimento que transmite a Chacona, no vídeo tangida polo grande violinista Leonid Borisovich Kogan (em russo Леонид Борисович Коган) um dos mais grandes violinistas do século XX, a par do gigantesco David Fyodorovich Oistrakh (em russo Давид Фёдорович Ойстрах). Kogan morreu quando viajava da Áustria para a URSS e ia oferecer um concerto com seu filho Pavel, também violinista.

Neste vídeo toca um Stradivarius de 1736, o Iussupov.


(Publicado por mim no Facebook em 7 de fevereiro de 2011)



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A SEGUNDA PARTE DO VÍDEO DA CHACONA DE BACH

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 06, 2011 4:45 pm


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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Morcego em Seg Fev 07, 2011 5:52 am

Obrigado pelas informações relativas ao companheiro Rodesindo.

Mudo um pouco de género musical. Não sei se já colei este tema ou não, mas....enfim; de qualquer forma, cá vai:


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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Isabel em Seg Fev 07, 2011 6:49 am

Joanlogo, caro, numa aula magistral com Paul O'Dette, um dia ele explicou que a chacona é uma dança movida, baseada numa sucessão harmónica (roda, como muitas da sua época, estilo canários, passacaglia, etc.), até brincalhona, em 3/4 onde se deve marcar o segundo pulso.

As interpretações românticas da peça são gostosas pelo seu dramatismo, mas quase com certeza não têm nada a ver com o que Bach imaginou...

Eu toco, e muitos guitarristas tocamos, essa chacona de Bach. É magnífica. Um tema com variações enorme que muitas vezes se toca aparte e não dentro da Suite (suite de danças) à que pertence, pelas suas dimensões, e no caso da guitarra, pela sua complexidade técnica.

Mas a parte dramática que pode realizar-se desde uma perspetiva oitocentista não responde à intenção das chaconas do tempo de Bach. Pode que Bach estivesse muito triste pela morte da sua esposa, e pode que acontecessem milhares de cousas mais, mas a chacona não é uma dança triste...





A visão dos músicos de corda pulsada não foi tida em conta na história da música desde o XIX, por isso sempre que falamos parece que estamos a contradizer o cânone estabelecido... e acho que assim é, sim.
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Purcell: Dido and Aeneas

Mensagem  Pedro Bravo em Seg Fev 07, 2011 1:26 pm



Act III, Scene 1: the ships

- Come away fellow sailors

First Sailor (Repeated by Chorus):

Come away, fellow sailors, your anchors be weighing.
Time and tide will admit no delaying.
Take a bouzy short leave of your nymphs on the shore,
And silence their mourning
With vows of returning
But never intending to visit them more.


- The sailors' dance
- See the flags and streamers curling

Sorceress: See the flags and streamers curling
Anchors weighing, sails unfurling.

First Witch: Phoebe's pale deluding beams
Guilding more deceitful streams.
Second Witch: Our plot has took,
The Queen's forsook.
Two Witches: Elissa's ruin'd, ho, ho!
Our plot has took,
The Queen's forsook, ho, ho!


- Our next motion

Sorceress: Our next Motion
Must be to storme her Lover on the Ocean!
From the ruin of others our pleasures we borrow,
Elissa bleeds tonight, and Carthage flames tomorrow.


Chorus: Destruction's our delight
Delight our greatest sorrow!
Elissa dies tonight and Carthage flames tomorrow.
(Jack of the the Lanthorn leads the Spaniards out of
their way among the Enchantresses.)


- The witches' dance

Act III, Scene 2:
(Enter Dido, Belinda and train)

- Your counsel all is urg'd in vain

Dido: Your counsel all is urged in vain
To Earth and Heav'n I will complain!
To Earth and Heav'n why do I call?
Earth and Heav'n conspire my fall.
To Fate I sue, of other means bereft
The only refuge for the wretched left.

Belinda: See, Madam, see where the Prince appears;
Such Sorrow in his looks he bears
As would convince you still he's true.
(enter Aeneas)
Aeneas: What shall lost Aeneas do?
How, Royal Fair, shall I impart
The God's decree, and tell you we must part?
Dido: Thus on the fatal Banks of Nile,
Weeps the deceitful crocodile
Thus hypocrites, that murder act,
Make Heaven and Gods the authors of the Fact.
Aeneas: By all that's good …
Dido: By all that's good, no more!
All that's good you have forswore.
To your promis'd empire fly
And let forsaken Dido die.
Aeneas: In spite of Jove's command, I'll stay.
Offend the Gods, and Love obey.
Dido: No, faithless man, thy course pursue;
I'm now resolv'd as well as you.
No repentance shall reclaim
The injur'd Dido's slighted flame.
For 'tis enough, whate'er you now decree,
That you had once a thought of leaving me.
Aeneas: Let Jove say what he will: I'll stay!
Dido: Away, away! No, no, away!
Aeneas: No, no, I'll stay, and Love obey!
Dido: To Death I'll fly
If longer you delay;
Away, away!…..

(Exit Aeneas)
But Death, alas! I cannot shun;
Death must come when he is gone.

Inserção desactivada por solicitude? Desconhecia esta eventualidade...


Última edição por Pedro Bravo em Seg Fev 07, 2011 2:03 pm, editado 1 vez(es)
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Versión, desfeita, recreación...?

Mensagem  Iota em Seg Fev 07, 2011 2:01 pm

Difícil pode ser o tentar acercarse ao pasado dende o presente sen vivir naquel. Pode ser máis doado tentar mesturar as duas cousas e escangallalas no intento, pero a obxetividade no arte pode ser as máis das veces algo realmente complicado de agarrar polos pés. Para algúns de seguro que sería mellor que fose polo pescozo pero dame que na música pode existir en ocasións moito máis do que se escoita.
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Ave

Mensagem  Cham em Seg Fev 07, 2011 2:16 pm

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A Chacona da Partita no. 2 para Violino Solo, em Ré menor e outras considerações

Mensagem  Joanlogo em Seg Fev 07, 2011 4:01 pm

Cara Isabel, algumas considerações respeito do teu comentário:

1.- A Chacona, gênero musical que utiliza a forma musical baseada na variação de uma pequena progressão harmônica repetida em basso ostinato, muito provavelmente é de origem espanhola. Nas suas origens, quase com certeza, foi uma dança-canção de ritmo rápido em compasso ternário, mas já em acabando o século XVI tinha-se tornado uma dança mais lenta.

Uma Chaciona clássica pode escuitar-se nesta obra de Juan Arañés “Chacona a la Vida Bona”.



2.- Já por volta do século XVII tinha sido concebida apenas como um conjunto de variações numa progressão harmônica em contraposição à variação baseada no padrão melódico do baixo. Passar daí para a Passacaglia – que a princípio eram melodias bastante diferentes, ainda com o mesmo compasso de 3/4 – tinha de ser questão de tempo. De fato já Monteverdi e Frescobaldi utilizaram esse nome mas com um ritmo de sarabanda, que era, aliás, muito grata a Couperin e Lully, que a usavam para as suas obras cênicas.

E, com efeito, em Dietrich Buxtehude (provavelmente Bad Oldesloe, 1637 – Lübeck, 9 de maio de 1707) [escuite-se a Chacona em Mi menor, no vídeo instrumentada por Carlos Chávez], a distinção já não é possível. Tinha-se tornado uma melodia muito mais solene.



Em Johann Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 3 de março de 1706) na chacona (sob o nome de Cânone em Ré Maior) a solenidade é abrumadora.

Escuite-se o Cânone de Pachelbel:



Cumpre dizer que George Frideric Händel, compositor dotado duma capacidade inexaurível de invenção de ideias, usou o termo de Chacona na Suíte em Sol Maior com 62 variações.




mas, esta composição pouco tem a ver já com a chacona de Juan Arañés.


3.- A Partita para só violino n.º 2, BWV 1004, desenvolvida em cinco partes ou movimentos: Allemande, Courante, Zarabanda, Giga e Chacona (quer dizer, como muito bem apontaste, é uma Suíte) e escrita com muita provabilidade em 1720, tem várias características que a tornam bastante “diferente” às outras suítes de qualquer outro compositor:

a) A Allemande insinua o tema de base, que continuará regendo o conjunto da obra, até a Chacona, que o desenvolverá plenamente.

b) Enquanto os quatro primeiros movimentos são um tradução da suíte de danças barrocas alemãs, o sombrio caráter do conjunto da obra torna-se agudíssimo com a monumental Chacona que termina a obra.

c) A Chacona, movimento final em Ré menor, dura entre 12 e 15 minutos, o que é mais que o total dos outro quatro movimentos.

d) O Tema, introduzido nas etapas iniciais da chacona é o ritmo habitual, com uma progressão de acordes com base no padrão no baixo D | D, C # | D, B ♭ | G A | D, produzindo uma série de mudanças na sequência do movimento até a apoteose final.

e) e naturalmente, está escrito do punho e letra de Bach em compasso ¾

4) Todos os músicos que se têm achegado à Chacona de Bach respeitaram nas suas adaptações o espírito e a música do compositor de Eisenach .

Dentre as que conheço estas:

Para violino e piano (Mendelssohn):

http://erato.uvt.nl/files/imglnks/usimg/c/c7/IMSLP22485-PMLP04292-Bach_-_Chaconne__Mendelssohn_accompaniment__piano.pdf

Para violino e piano de August Wilhelmj:

http://216.129.110.22/files/imglnks/usimg/3/32/IMSLP60970-PMLP04292-Bach_Wilhelmj_Chaconne_piano.pdf


Para piano de Dante Michaelangelo Benvenuto Ferruccio Busoni :


http://216.129.110.22/files/imglnks/usimg/4/4b/IMSLP03613-Bach-Busoni_Chaconne.pdf


Para piano mão esquerda de Johannes Brahms, n.º 5 dos 5 Estudos (Chacona só).
[Não dei encontrado a partitura]


Ainda que a chacona entrou em declínio com o classicismo, um Beethoven ainda escreveu as 32 Variações em Dó menor com essa forma. E Johannes Brahms manteve a forma no último movimento de sua Sinfonia número 4.

Nos tempos modernos usou da chacona Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937) na Sinfonia nº 3, terceiro movimento (movimento lento) (1995) e a compositora japonesa Michiru Yamane na Chacona em Dó menor da trilha sonora de Castlevania: Symphony of the Night, versão Saturn.

E para pôr aqui um grande instrumentista de guitarra, eis a interpretação feita da Chacona da Partita n.º 2, BWV 1004 de Andrés Segovia





Bem longe todos esses músicos, os transcritores e os intérpretes, do “romanticismo” que denuncias e bem achegados tanto à escrita de Johann Sebastian Bach quanto ao seu espirito, tal como o grande violinista soviético Leonid Borisovich Kogan no meu anterior post.


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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Isabel em Seg Fev 07, 2011 5:37 pm

Ai, caro, os meus serão comentários sem importância...

Mas, olha, há que demonstrar isso de que a chacona vem "da Espanha"... soa-me a mito espanhol. Por acaso o Aranyes não era catalão? http://en.wikipedia.org/wiki/Juan_Ara%C3%B1%C3%A9s

A chacona não é somente um basso ostinato, é uma RODA harmónica. Uma sucessão de acordes que se repetem continuadamente, como hoje no jazz e em tantos outros géneros musicais, também desde sempre na música tradicional (e de algum lado vem a cousa).

E a chacona não é uma forma, caro. É uma dança, como a moinheira ou a valsa. A forma que têm as chaconas, de regra, é a de tema com variações.



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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  paulo em Qua Fev 09, 2011 12:24 pm

-


Última edição por paulo em Qui Mar 03, 2011 12:06 am, editado 1 vez(es) (Razão : ......)
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alessandra ferri and sting

Mensagem  Iota em Qui Fev 10, 2011 4:44 pm

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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Isabel em Sex Fev 11, 2011 1:31 am


Impressionante. O que pode fazer uma boa produção...

Esse prelúdio toca-o cada aluno e aluna que passa pelo conservatório, ainda me lembro quando o estudei eu, nos meus tempos no superior da Crunha. Sabemos de cada nota, de cada passagem, de cada salto, de cada arpejo...


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Zara....banda...:)

Mensagem  Cham em Sex Fev 11, 2011 6:39 am

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Adiviña adiviñanza

Mensagem  Iota em Sex Fev 11, 2011 7:09 am

Unha bebida de moda daquelas para dixerir mellor a cultura, seica algún con notas no nome tomaba máis dunha taciña. Smile


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Primer acto da ópera "Cardoso en Gulevandia" de Johann Sebastian Mastropiero

Mensagem  Cham em Sex Fev 11, 2011 7:20 am

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Canon de Pachelbel

Mensagem  Iota em Sex Fev 11, 2011 7:23 am

Procede entón o canon de Pachelbel para conservar o sorriso depois deste xantar.
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Re: TUDO MÚSICA

Mensagem  Morcego em Dom Fev 13, 2011 5:58 am


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Concerto para quatro violinos de António Vivaldi

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 13, 2011 3:57 pm


O grande David Oistrakh e seu filho, Igor Oistrakh junto com Leonid Kogan e o filho, Pavel Kogan interpretam o Concerto para quatro violinos de Vivaldi no teatro do Conservatório de Moscovo em 1966.

O filmação é da antiga televisão soviética.


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Re: TUDO MÚSICA

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