A UPG estará virando ao reintegracionismo?

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A UPG estará virando ao reintegracionismo?

Mensagem  Nambuangongo em Sex Jan 21, 2011 5:48 am

http://www.terraetempo.com/artigo.php?artigo=1238&seccion=5#

Como resulta obvio, nin todo o elemento popular debe ter proxección nun modelo de lingua culto, pois para iso xa están os diferentes rexistros e situacións comunicativas, mais o certo é que o galego, que se mantivo practicamente sen cultivo literario desde o século XVI até ao XIX, soubo nalgunha medida compensar esa falta de textos escritos cunha expresividade oral e cunha literatura tradicional dignas de nota. Así, en moitos dos cantares compilados por Pérez Ballesteros e publicados nos anos 1885 e 1886 aparecen estruturas morfosintácticas e unidades lexicais que caracterizan as tales manifestacións líricas por teren unha notábel enxebreza idiomática; nesas estrofes transmitidas xeracionalmente, que constitúen por tanto unha das manifestacións da lingua popular máis xenuínas, poderemos obter modelos lingüísticos merecentes de seren imitados: Teño de ir (en vez de Teño que ir, hoxe máis habitual), cuarta feira (hodiernamente máis usado mércores), Viaxarei cando puider (hoxe en día *Viaxarei cando poida), A lei que me tes (máis frecuente actualmente O respecto que me tes), Por lle dar (presentemente máis detectábel Por darlle), Con licenza (actualmente Con permiso), Dá memorias á familia (na actualidade moito máis común Dálle recordos á familia) etc.


Máis un consello que se pode sinalar aquí é a necesaria atención ás variedades lusitana e brasileira da nosa lingua. Con frecuencia, moito léxico e moitas posibilidades de construcións sintácticas foron reintroducidas no galego grazas á súa vitalidade en Portugal, no Brasil ou nos países en que o portugués é lingua oficial. Unidades como carimbo, deus/a galego/a, Galiza, igrexa, orzamento, pobo, xanela etc. son palabras que se recuperaron desde o portugués dos nosos tempos e/ou desde a lingua antiga. Temos, por tanto, unha poderosa axuda nas variedades de galego-portugués que se utilizan no mundo para mellorarmos a nosa praxe cotiá do idioma. E, nestes medios, que pobo non se sentiría orgulloso de ser o berzo en que naceu unha das linguas máis faladas do mundo? Aproveitemos, pois, ese ricaz manancial que nos ofrece o galego nas súas variedades máis internacionais, identificadas comunmente co nome de portugués. Vira curioso que canta maior for a vontade de empregarmos unha lingua de calidade, o produto resultante máis se parecerá á tradición histórica do galego e tamén ás modalidades actuais de portugués...


Observamos algumas mudanças no discurso:

As «linguas irmás» agora já são «variantes da nosa lingua»
Os «perigosos lusismos» agora são «formas xenuinas»


«Que pobo non se sentiría orgulloso de ser o berzo en que naceu unha das linguas máis faladas do mundo?»
Pois um povo colonizado e cheio de auto-ódio.

Continuará esta gente a levitar no reintegracionsimo platônico durante várias décadas ou veremos proximamente gestos de coerência, como por exemplo escrever esse artigo escrito «na variante mais internacional, identificada com o nome de português»?
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Re: A UPG estará virando ao reintegracionismo?

Mensagem  cdurão em Sex Jan 21, 2011 6:16 am

Obrigado, Nambu, e muito mais que se poderia dizer, mas, como sou terrivelmente sensível aos que (ainda) têm terríveis sensibilidades a respeito da nossa língua nacional, só digo: companheiros, bem-vindos, dai o passo final, ninguém vai "perder cara" por reconhecer a verdade (só talvez certo presi da rag, mas é o seu problema)

e a trabalhar, que é o que conta!

Carlos (e obrigado aos administradores de ANL)

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Re: A UPG estará virando ao reintegracionismo?

Mensagem  Isabel em Sex Jan 21, 2011 7:06 am

Fui surpreendida gratamente pelo Bieito Lobeira no vídeo sobre a receção das TVs portuguesas na Galiza, junto com a iniciativa do Bloco de Esquerda português.

O seu discurso parecia saído de um tópico nos antigos foros do PGL ou destes mesmos... Recomendo a sua visualização. Já podiam ser um pouco mais valentes e dizê-lo mais vezes, caramba. Mas parece que para repetir já estamos nós, os e as professoras... Rolling Eyes

http://pglingua.org/noticias/informante/3206-pedirao-no-parlamento-portugues-a-rececao-das-televisoes-e-radios-lusas-na-galiza

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Re: A UPG estará virando ao reintegracionismo?

Mensagem  Nambuangongo em Sex Jan 21, 2011 9:02 am

No blogue http://revoltairmandinha.blogspot.com , ligado à corrente Encontro Irmandinho, podemos ver a notícia em ortografia internacional, traduzida desde a que foi publicada em El Pís referente ao acordo entre o BNG e BE.

O BNG e o Bloco de Esquerdas pedem a recepção das TV portuguesas na Galiza

União desde os dois lados do Miño para que na Galiza possam ver-se as televisões portuguesas. O BNG e o Bloco de Esquerda apresentarão nos Parlamentos galego e português proposições não de lei para que os Governos concreten um intercâmbio dos sinais de rádio e televisão. "Não existe qualquer impedimento técnico", argüiu o deputado do BNG Bieito Lobeira, quem considerou que o intercâmbio depende só da vontade política da Xunta.

Lobeira explicou que já existe um acordo unânime do Parlamento galego para que o Executivo de Feijóo dê esse passo. Segundo o deputado, existem "várias possibilidades técnicas" para poder captar o sinal de rádio e televisão, como a dotação de um múltiplex que permita a recepção através de TDT.

A deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins defendeu que este passo, "extraordinariamente simples desde o ponto de vista tecnológico", é também importante para a economia da nação galega e da região Norte de Portugal. A proposição chegará a seu Parlamento em fevereiro.


A iniciativa do BNG recolhe também outras medidas "para afianzar" as relações com Portugal como generalizar uma matéria optativa sobre língua e literatura portuguesa; programar intercâmbios escoares ou facilitar material didáctico aos institutos galegos. Lobeira fez questão da necessidade de recuperar uma relação que "se rompeu por motivos históricos". "Abramos-nos ao mundo, mas começando pelo que temos mais perto", indicou.
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Re: A UPG estará virando ao reintegracionismo?

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