entrevista a Paulo Soriano no PGL

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entrevista a Paulo Soriano no PGL

Mensagem  cdurão em Ter Jan 18, 2011 1:21 am

http://www.pglingua.org/noticias/entrevistas/3165-paulo-soriano-qo-vigoroso-elemento-comum-que-ha-entre-o-brasil-e-a-galiza-a-lingua-e-tambem-o-maior-instrumento-de-que-dispomos-para-a-aproximacao-de-ambas-as-nacoesq

Paulo Soriano:

“Aquilo para mim era português, apesar da estranha ortografia castelhanizada. Português legítimo, belo e clássico em sua estrutura. A descoberta de que o galego e o português eram a mesma língua, a despeito da dicotomia proclamada nos velhos livros didáticos, e das ortografias distintas, eu fiz sozinho, instantaneamente. ”

“Eu falando “brasileiro”; o amigo falando “galego”. E todo mundo se entendendo perfeitamente, justamente porque todo mundo está falando português. Dar-se-ia o mesmo se um dos interlocutores falasse “lusitano”.”

“Por cá, não se imagina que na Galiza se fala português. E, muito menos, que a língua que cá falamos foi gestada e partejada na Galiza.
O vigoroso elemento comum que há entre o Brasil e a Galiza – a língua – é, também, o maior instrumento de que dispomos para a aproximação de ambas as nações. Daí a importância, neste cenário, de instituições como a AGAL, a AGLP e o ICGB. Mister, também, que as Universidades interajam. Seria importante, ademais, que houvesse maior intercâmbio entre editores brasileiros e galegos. E entre autores, também. Todavia, em que pese à identidade linguística das nações, a ortografia oficial, castelhanizada, da RAG-ILG – que, a meu ver, caminha na contramão da História - é um empecilho considerável, e precisa ser superado.”

“a Galiza é um país culturalmente imenso: só o fato de ser o berço da língua portuguesa a dignifica e a põe em pé de igualdade com países como a Itália, a França e a Romênia – e aqui cito somente nações neolatinas. Mas a Galiza leva uma grande vantagem: possui uma língua internacional das mais faladas do mundo – mais de 200 milhões de utentes –, abrangendo todos os continentes. O Brasil, como nação emergente, é essencial a este reconhecimento e à projeção da Galiza no cenário mundial.
De sua feita, o Brasil não pode conceber a sua identidade sem que, necessariamente, transite pela Galiza e por sua cultura: se Portugal é pai, a Galiza é avó.”

cdurão

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