Só música clássica

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Re: Só música clássica

Mensagem  Isabel em Qui Fev 10, 2011 2:47 pm

Joanlogo escreveu:compositor e pianista egípcio Wael Farouk Aziz El-Shawan (em árabe: عزيز الشوان ).

Seu filho, Salwa El-Shawan Castelo-Branco, é um etnomusicólogo que leciona na Universidade de Lisboa. [/justify]


Não sabia do pai... obrigada, Joanlogo.
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Isabel

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Marin Marais - La Rêveuse

Mensagem  Iota em Sex Fev 11, 2011 8:18 am

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Re: Só música clássica

Mensagem  Carmen em Sab Fev 12, 2011 5:01 pm

Isabel escreveu: Naturalmente, isso é outro mito. Que se a música de Mozart isto ou aquilo... Tudo falseamentos do mercado de discos, que se aproveita do estado precário da gente

Ai, os mitos! São mais fáceis de criar que de desmontar.

Mais um mito: a incapacidade das mulheres para a música. A Orquestra Sinfónica de Viena não aceitou uma mulher como membro de pleno direito até 1997... Em que estariam a pensar os senhores músicos?


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Carmen

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W. A. Mozart - (2/2) Violin Sonata No. 18 in G major, KV 301 - II. Allegro (Mutter/Orkis

Mensagem  Carmen em Sab Fev 12, 2011 5:05 pm

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ETA Hoffmann Overture to Undine

Mensagem  Joanlogo em Sab Fev 12, 2011 7:25 pm

Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann (Königsberg, 24 de Janeiro de 1776 — Berlim, 25 de Junho de 1822)




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Re: Só música clássica

Mensagem  Isabel em Dom Fev 13, 2011 2:41 am

Carmen escreveu:Ai, os mitos! São mais fáceis de criar que de desmontar.

Mais um mito: a incapacidade das mulheres para a música. A Orquestra Sinfónica de Viena não aceitou uma mulher como membro de pleno direito até 1997... Em que estariam a pensar os senhores músicos?


Infelizmente o tratamento das mulheres na música é uma amostra evidente da burrice machista, pois desde sempre foram claras e notórias as aptidões delas para tal arte em iguais proporções ou inclusive maiores que as dos varões.

O da sinfónica de Viena tem um nome: os muito cabrões! Mesmo sabendo das capacidades femininas e tendo na sua cultura musical personagens como Clara Schumann ou Fanny Mendelssohn eles continuaram na fechação autoritária e EXCLUSIVA do seu clube da tábua redonda, ou mais bem quadrada... Que cavaleiros! Mas esse castelo também se derrubou...

As qualidades das mulheres para a música eram e são bem sabidas, não há mito machista que as negue, o que houve, sobretudo no século XIX e XX, é MUITA CARA DE PAU para negar às mulheres o lugar que merecem dentro das histórias da música e do mundo. E depois muita reprodução dos mitos e preconceitos gerais de sempre, que os temos até na educação atual como um andaço tradicional...

Para reverter um pouco o processo temos já alguma informação. E até o New Grove Dictionary se dignou a fazer um volume só para mulheres intérpretes e compositoras... (uau!)

http://www.earlywomenmasters.net/index.html
http://www.kapralova.org/INTPROJECT.htm
http://mulheresnamusica.wordpress.com/agenda/
http://mulheresmusica.blogspot.com/
http://www.netvibes.com/portulano#M%C3%BAsica

http://www.iawm.org/articles_html/hayes_new_grove.html




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Re: Só música clássica

Mensagem  Isabel em Dom Fev 13, 2011 3:02 am








Mulher tocando a gaita: http://www.gaita.co.uk/cd.html



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Re: Só música clássica

Mensagem  Carmen em Dom Fev 13, 2011 4:04 pm

Isabel escreveu:
O da sinfónica de Viena tem um nome: os muito cabrões! Mesmo sabendo das capacidades femininas e tendo na sua cultura musical personagens como Clara Schumann ou Fanny Mendelssohn eles continuaram na fechação autoritária e EXCLUSIVA do seu clube da tábua redonda, ou mais bem quadrada... Que cavaleiros! Mas esse castelo também se derrubou...

Pensei que era suficientemente duro falar de mito, mas chamar as coisas pelo seu nome também não faz mal. Nas provas de selecção para entrar nalgumas grandes orquestras, os concorrentes devem fazer as suas interpretações trás um biombo. Uma comissão do Parlamento Europeu recomendou continuar com esse sistema, porque desde que se aplica acrescentou-se de forma significativa o número de mulheres escolhidas.

Obrigada pelas ligações. Quantas mulheres músicas que eu não conhecia!

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Voltando aos compositores do classicismo

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 13, 2011 4:29 pm

Sonata para violino e piano nº 9, em lá maior, op. 47, de Ludwig van Beethoven, inicialmente dedicada ao vilinista polonês George Augustus Polgreen Bridgetower (1779-1860), mas que ao final acabou por ser presenteada a Rodolphe Kreutzer (1766-1831).

* Em 1891 o grande romancista russo, Leão Tolstoi, deu nome de Sonata a Kreutzer (Крейцерова соната) a um romance.

Texto em russo: http://az.lib.ru/t/tolstoj_lew_nikolaewich/text_0240.shtml

* O violinista e pintor francês René-Xavier Prinet, criou duas versões duma pintura titulada A Sonata a Kreutzer, a primeira delas dedicada à memória de Rodolphe Kreutzer e a segunda datada em 1901.



A Sonata a Kreutzer, óleo de 1901.

* Leoš Janáček (Morávia, 3 de julho de 1854 — Ostrava, 12 de agosto de 1928) titulou um quarteto de cordas Sonata a Kreutzer (String Quartet No. 1 "Kreutzer Sonata" / String Quartet No. 2).

Eis a partitura: http://erato.uvt.nl/files/imglnks/usimg/9/91/IMSLP65455-PMLP49317-Janacek_-_String_Quartet_No._1__score_.pdf




Sonata a Kreutzer de Ludwig van Beethoven


Adagio sostenuto (lá maior, 3/4). Presto (lá menor, 2/2)





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Re: Só música clássica

Mensagem  Isabel em Seg Fev 14, 2011 3:23 am

Que tela tão bonita, Joanlogo.

Carmen, com efeito. Obrigada eu por colocares o tema.

Acho que o melhor é sempre a mistura e saber achar nela um equilíbrio. Os músicos/as músicas de todos os lugares passaram-se a vida e os séculos e os milénios explorando as possibilidades sonoras masculinas e femininas, combinando os elementos e procurando a melhor expressão com todos eles e elas.

A loucura machista europeia chega até mutilar as próprias crianças (dito pelo seu nome: castrá-los) por respeitar a proibição de haver mulheres nos cenários das igrejas. Os mitos machistas vêm de algures, como tudo, sempre...


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Kogan plays Beethoven's Kreutzer Sonata (1/5)

Mensagem  Joanlogo em Qui Fev 17, 2011 4:18 pm

Toda a Sonata (colocarei-a em cinco trechos) com o grande violinista Leonid Borissovitch Kogan (Леонид Борисович Коган)



A Sonata para violino n.º 9 é obra do segundo período criativo de Beethoven e contemporânea da Sinfonia Heroica.

A recepção da crítica aquando publicada foi muito reservada, no Allgemeine Zeitung Musikalische escreveu-se que Beethoven tinha "empurrado a originalidade ao grotesco" sendo o compositor um seguidor do "terrorismo da arte".

O primeiro movimento introduze um Adagio no tom de Lá maior no violino. Após a entrada do piano começa uma passagem presto veemente em menor. O movimento termina com uma enérgica coda após uma breve síntese do tema do adagio.

O contraste é flagrante com o segundo movimento suave com grandes variações no tom de Fá maior.



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Kogan plays Beethoven's Kreutzer Sonata (2/5)

Mensagem  Joanlogo em Qui Fev 17, 2011 4:51 pm




Quem quiser a partitura eis a Primeira Edição Simrock, Bonn, 1802.

A casa editora foi fundada por Nikolaus Simrock (1751-1832) em Bonn em 1793. A edição faz o número 422 (3037 segundo o catálogo Bartholff Senff).

http://imslp.info/files/imglnks/usimg/d/d0/IMSLP51147-PMLP03880-Op.47_Parts.pdf

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Kogan plays Beethoven's Kreutzer Sonata (3/5)

Mensagem  Joanlogo em Sex Fev 18, 2011 8:14 am


Beethoven Retratado por Hornemann em 1803, aquando compôs a Sonata a Kreutzer



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Kogan plays Beethoven's Kreutzer Sonata (4/5)

Mensagem  Joanlogo em Sex Fev 18, 2011 3:39 pm



Retrato do génio de Joseph Karl Stieler
(Mainz, 1 de Novembro de 1781 — Munique, 9 de Abril de 1858)

pintado entre fevereiro e abril de 1820


O Lá maior do piano do segundo movimento conduze para um virtuoso terceiro movimento em forma de tarantela em 6/8 em rondó.



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Kogan plays Beethoven's Kreutzer Sonata (5/5)

Mensagem  Joanlogo em Sex Fev 18, 2011 3:42 pm



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Algunha tolería máis

Mensagem  Iota em Sab Fev 19, 2011 11:31 am

Ameaza de excomunión no seu tempo para quen a interpretase fóra da Capela Sistina.


E para quen desexe ver a Capela máis de preto.... Neste enlace que din tardaron tres anos en facer pódese ver sen escachar moito o pescozo.

http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES EM VOLTA DO MISERERE MEI, DEUS DE GREGÓRIO ALLEGRI

Mensagem  Joanlogo em Sab Fev 19, 2011 4:57 pm

Cara Iota, algo já disse no fio TUDO MÚSICA [veja-se: http://anossalingua.forum-livre.com/t14p60-tudo-musica; colocada em Dom Jan 30, 2011 11:06 pm] que abriu Isabel (para diferenciá-la da Música Clássica que, sendo como é música, ela atinge apenas o classicismo que é uma forma de compor e interpretar diferente). Mas, deixemos essas disquisições eruditas. Contudo informo que esse Miserere Mei do padre Gregório Allegri não é música clássica, vaia isso por diante, ainda sendo música culta. De facto a música que escreveu este padre para a Capela Sistina, ao contrário de suas obras anteriores, era fora de moda para a época, seguindo o Stile Antico de Giovanni Pierluigi da Palestrina.

QUEM FOI GREGÓRIO ALLEGRI?


Gregorio Allegri nasceu em Roma em 1582 e morreu na mesma cidade em 17 de fevereiro de 1652.
Foi cantor na Capela Papal de 06 dezembro de 1629, até sua morte em 17 de fevereiro 1652. Ele é quase exclusivamente conhecido pola sua composição falsobordone do Salmo 51 (Salmo 50 Vulgata), o Miserere mei, apesar de inúmeras outras composições dignas que ele compôs. A maioria vai conhecer esta obra coral por uma assombrosa voz em C cima, cantado por uma voz num pequeno coro, e da harmonia arrebatadora do maior coro, separados por cantochão simples, e também polos mitos que cercam o seu desempenho polo Coro da Capela Sistina. Mas o original de Allegri está longe desta versão recebida, então o que tem acontecido ao longo dos anos para transformar o trabalho?

Este Miserere, também conhecido como Miserere mei, Deus (em latim: "Tende misericórdia de mim, Deus") foi composto durante o papado de Urbano VIII, provavelmente durante a década de 1630.

A história seduz-nos com contos de ornamentações secretas - o chamado abbellimenti – que jamais foram escritas, mas simplesmente passaram de intérprete a intérprete na Capela Papal. Era de rigor , para as pessoas cultivadas na música do século XVIII ouvir este trabalho na Capela Sistina, durante a Semana Santa. Muitos entendidos na beleza da peça e a especificidade e a lenda dizem que a cópia não autorizada da obra era causa de excomunhão. Apesar disso, Mozart é suposto ter copiado a obra depois de ouvi-la executada, embora sabendo quem foi Mozart e nem é de estranhar que era bem capaz de copiar o trabalho, mas infelizmente nenhuma cópia sobrevive pola sua mão.

Do que sim se tem absoluta certeza é que a obra que se escuita é uma mistura da transcrição feita por Felix Mendelssohn em 1831 e a do padre Pietro Alfieri de 1840 pois a obra original foi perdida.

Na altura que coloquei o post (o Domingo 30 de janeiro deste ano) também pus a ligação para a partitura, que mais outra vez volto colocar aqui:

http://216.129.110.22/files/imglnks/usimg/3/3e/IMSLP08855-_SCORE__Allegri_-_Miserere_Mei_-ssatb_t_ssab-.pdf


QUE MANUSCRITOS HÁ SOBRE ESTE MISERERE?

Em primeiro lugar temos os manuscritos MSS 205 e 206

Estes dous volumes contêm diferentes composições do Miserere, dentre eles Anerio, Nanino e Palestrina assim como várias anônimas. Os livros estão perfeitamente datados pola menção que fazem ao pontífice Alexandre VII (1655-1667). O MS 206 dá o ano, mais precisamente de 1661, isto é, nove anos após a morte de Allegri. Acredita-se que a obra foi concebida por volta de 1638. O padrão a realizar neste trabalho de coros alternados já fora definido no MS 205 onde contêm os versículos 1, 5, 9, 13 e 17 de cada obra. O MS 206 contêm os versículos 3, 7, 11, 15 e 19, sendo o versículo 20 comum a ambos.

A obra é um falsobordone alternando entre quatro e cinco vozes separados por um cantochão. A peça original é SATTB e SSAB, sendo realizada uma voz em cada parte. As claves não dão nenhuma indicação de transposição e a obra é essencialmente homofônica. O primeiro acorde de cada verso é o ritmo próprio da fala, cantada por muitas vozes, se necessário. O primeiro coro a 5 vozes contêm uma série de suspensões que conduzem para a cadência final. O coro segundo, a quatro vozes, cuja principal característica é o acorde com o coro de cinco diminuindo as partes superiores para resolver em D Maior. O coro segundo não contêm C superior, embora uma lenta descida para triplicar E na cadência final. O último verso tem todas as nove vozes cantando juntas.

Esta composição está ligada com a Semana Santa sendo o Salmo 51 cantado na liturgia de Laudes de Quinta-Feira Santa e Sexta-Feira Santa, comumente chamada de Tenebrae do Evangelho de Lucas (“As trevas cobriram a terra inteira”).


Quase cem anos depois da concepção original de Allegri, aparece o MS 185, manuscrito datado em 1731. Três outras pessoas também são mencionadas; Clemente XII, Papa desde 1730 até 1740, o Cardeal Otthoboni, vice-chanceler do bispo de Toscana, e Ansano Bernini, Mestre da Capela Papal. O manuscrito tem claramente o nome Allegri na primeira página de música, contudo há uma série de diferenças que convém indicar.

A parte primeira do tenor tornou-se uma outra parte de agudos, e algumas das notas graves são alterados para proporcionar uma harmonia mais eficaz. Há também mais movimentoS na harmonia, e alguns adornos, incluindo um curioso C#. É aqui que o acorde de C menor maravilhoso com uma sétima menor e nona é introduzido, antes da cascata de terços agudos. Isso corresponde com o momento em que Allegri é discordante no coro segundo. O trabalho também assume um caráter muito mais polifônico, ainda que o ritmo da fala é mantido. A parte composta por Allegri retorna o requisito original para o último verso. O estilo da cópia é relativamente arcaico, e as músicas são escritas em partes. Curiosamente, não existem peças para o coro segundo. Biondini também escreveu os MSS 340 e 341 em 1748. Estes contêm os coros de 4 e 5, respectivamente, de Allegri e Tommaso Bai (1650-1718), esta última obra composta em 1714 .

A cópia de Charles Burney (1726-1814), titulada: La musica che si canta annualmente funzioni nelle della Settimana nella Santa Cappella Pontificale. 1771

Este livro impresso é relativamente importante, pois representa uma fonte diferente da dos outros manuscritos. O primeiro coro é um retrabalho adicional, 40 anos depois, do MS 185. No entanto, a harmonia é um pouco mais estruturada do que o anteiror. A lenda Si il Canto Mercoledì e Venerdi Santo Miserere del Signor Gregorio Allegri é visível na primeira página de música, mostrando que era cantado na quarta-feira e sexta-feira a Semana Santa.

Cada verso de cada coro é harmonicamente idêntico, enquanto que o MS 185 tem uma série de diferenças. Uma tentativa para marcar o ritmo da fala é feita apenas no primeiro verso de cada coro, depois disso, os versos seguintes dão a indicação Canto Fermo acima do ritmo do coro. O segundo discurso mostra o Allegri original, com algumas ligeiras modificações, removendo algumas suspensões e os quatro acordes marcantes. No último versículo encontramos a instrução “Verso ultimo. Questo si canta Adagio e Piano, smorzando a poco a poco L'Armonia”. O livro também contém a composição de Tommaso Bai do mesmo texto, cantada em Quinta-Feira Santa, que é muito semelhante a outras fontes do século XVIII, e "Stabat Mater", Improperia (Opróbrio) e Ego Fratres por Palestrina, que foram cantadas como salmo na missa da Adoração da Cruz, e na terça-feira da Semana Santa, respectivamente.

E ainda há mais manuscritos na British Library que não vou resenhar polo miúdo, como

1.- British Library MS 31395 (Bought by me at Rome in the Corso, 1841. Frederick Blaydes, Ch. Ch. Oxon.)
2.- British Library MS 24291 (Musica Clasica (sic) by several Maestri della Cappella Vaticana, copied by or for Giovanni Jubilli.)
3.- British Library MS 2468 (The structure of this Miserere is the same as that of Allegri's, being in the same key & with a similar modulation, although not so much filled internally, and is probably the incorrect copy mentioned by Hawkins, vol. 4 p. 90. See the original by Burney.)
4.- British Library MS 2470 (Collection of Compositions written for the church of Rome in the same hand.)


A LENDA SOBRE O MISERERE

A lenda do sigilo resultou, sem dúvida, a partir da falha em apreciar a fonte dos ornamentos. O único rito de iniciação foi o treinamento padrão musical do dia. Se houve um decreto de excomunhão sobre qualquer copista, então só pode ter sido a tentativa de parar todas as cópias da biblioteca do coro.

Havia três cópias supostamente autorizadas fora do Vaticano, realizadas polo Imperador Leopoldo I, o rei de Portugal, e Padre Martini. O Imperador Leopoldo pediu ao Papa que o coro imperial em Viena podesse cantá-lo, e foi-lhe enviada devidamente uma cópia, mas estava claramente sem adornos, ele se dirigiu ao Papa dizendo que lhe fora enviada uma composição inferior (conserva-se a carta).

O Padre Martini (1706 - 1784) foi enviado polo Vaticano como estudioso da música por toda Europa e Burney disse ter feito a sua cópia doutra de Giuseppe Santarelli (1710-1790), o maestro principal da Capela Papal, e que depois compararam com a de Padre Martini, em 1770.
É curioso, portanto, que o seu coro a cinco é mais ornamentado do que as fontes do Vaticano, e o seu coral a quatro menos.

Mozart também visitou o Padre Martini, em Bolonha antes de assistir à execução da obra na Semana Santa de 1770. Foi nesta audição na que ele, na idade de 14 anos, teria copiado, segundo a lenda largamente extendida, a música proibida. (Ele voltou no dia seguinte para corrigir o que ele escrevera com o manuscrito debaixo do seu chapéu.)

O imperador Leopoldo, numa carta a sua esposa, de 14 de abril, diz:

Você sempre ouviu falar do famoso Miserere em Roma, que é tão fortemente valorizado que os artistas são proibidos, sob pena de excomunhão, para tirar uma só peça dele, copiá-lo ou dá-lo a ninguém. Mas nós já o temos. Wolfgang escreveu-o e gostaríamos de tê-lo enviado para Salzburgo na presente carta, se não fosse necessário para que possamos estar lá para realizá-lo. Mas o modo de fazê-lo contribui mais para o efeito que para a composição em si. Além disso, como é um dos segredos de Roma, não queremos deixá-lo cair em outras mãos.

No verão daquele ano, Mozart compôs o seu próprio Miserere, KV 85, que foi influenciado por aquilo que ele tinha ouvido.

Por coincidência, o Padre Martini tinha estudado teologia no Oratório de Filippo Neri na Chiesa Nuova, onde está enterrado Allegri.

Eis um trecho do Miserere de Mozart:




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Mis erere

Mensagem  Iota em Sab Fev 19, 2011 7:02 pm

Moi documentado o post, o cal sempre se agradece. Tampouco sei o que diría Peter Phillips se o lese. E por outra banda... tiven que remontarme ás alturas para tentar comprender o que había trala verba máxica do "clásico", e dame que terei que voltar cando teña máis ganiñas e menos sono... Por iso, e para botar algo de luz... e posto que o entroido disque ven antes de todo isto... vou poñer o seguinte video que espero non fira sensibilidades... pero é que me sego a preguntar se se lle podería chamar clásico. :-)
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Wolfgang Amadeus Mozart em 1775

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 20, 2011 9:06 am

Cara Iota, muito obrigado polo teu comentário. Efetivamente, não sei o que diria o Peter Phillips, embora seria bom – se não fosse impossível – escuitar as suas opiniões da sua própria boca.
Muito obrigado pola ligação para ver a Capela Sistina. Fiquei atordoado. Impressionante e mais nada.

Por falar em Mozart (e a brincadeira de Gilles Apap é graçosa, sem dúvida de qualquer espécie) e respeito da Cadenza do Concerto paraViolino No.3 em Sol maior K 216 gostaria pôr alguma cousinha da época em que Wolfgag compôs essa obra, deixando para escuitarmos a melhor, ao meu parecer, que compôs nessa altura.


O ano 1775 está marcado na vida e obra de Mozart como um dos mais produtivos. Quando Wolfgang Amadeus volta de Viena a Salzburgo, cidade dominada polo arcebispo príncipe Hieronymus von Colloredo, apenas pode compor senão pequenas músicas de dança e música para a igreja que, pola vontade do arcebispo, tinham de ser breves para não entorpecer a marcha das cerimônias. Mozart não andava muito satisfeito com esse ambiente musical. Em carta à sua irmã de 21 de setembro de 1771 escreve: "Não tenho mais saudade de Salzburgo, tenho medo de também enlouquecer". Embora em outono de 1774, o Príncipe-Eleitor Maximiliano III dá-lhe o encargo de compor um ópera cómica para representar no carnaval de 1775. O responsável por essa encomenda tanto pôde ter sido Joseph Anton, Conde Seeau, responsável polos assuntos culturais do Príncipe-Eleitor Maximilian III, como o Bispo de Chiemsee, Conde Ferdinand Christoph Waldburg-Zeil, amigo dos Mozart. Assim, em finais desse ano, Wolfgang e seu pai Leopold vão para Munique. O libreto da ópera era de Giuseppe Petroselli, La finta giardiniera, que houvera já alcançado um grande êxito no Teatro delle Dame de Roma com a música do compositor Pasquale Anfossi (Taggia, 5 de abril de 1727 – Roma, fevereiro de 1797. Quando do entroido, Nannerl reuniu-se com seu pai e irmão em Munique onde, em 13 de janeiro a ópera subiu para cena, impecavelmente cuidada polo superintendente dos teatros de Munique, o conde Seeau.
Em cartas a sua mãe, que ficara em Salzburgo, relata Wolfgang a crônica e o sucesso da sua ópera:

Mozart a Anna Maria Mozart, em Salzburgo
Munique, 11 de janeiro de 1775
 
        Nós três estamos bem, graças a Deus. Eu não posso escrever muito porque estou indo agora mesmo para o ensaio. Meu ensaio geral é amanhã, e na sexta-feira 13 minha ópera estreará. Mamã não precisa se preocupar, tudo irá bem. Penaliza-me muito a ideia de que Mamã tenha suspeitas tão rígidas em relação ao Conde Seeau, porque ele é sem dúvida um amigo e cavaleiro cortês, e tem mais savoir-vivre que os seus semelhantes em Salzburgo. [...] Herr von Mölk ficou tão estonteado e aturdido ao ouvir a opera seria que nós ficamos bem constrangidos, pois ficou claro para todos que ele nunca tinha visto nada na vida além de Salzburgo e Innsbruck. Addio. Beijo a mão da Mamã.
 
Wolfgang.
---------------------------- …............................----------------------------

Mozart a Anna Maria Mozart, em Salzburgo
Munique, 14 de janeiro de 1775
 
        Minha ópera, graças a Deus, foi estreada ontem, dia 13, e tudo correu tão bem que não posso descrever o clamor para Mamã. Em primeiro lugar, o teatro estava tão lotado que muitas pessoas foram obrigadas a voltar para casa. Após cada ária havia em terrível clamor com aplausos e gritos de "Viva Maestro". Sua Alteza a Eleitora e a nobre viúva que a acompanhava (elas estavam à minha frente) também me disseram "bravo". O intervalo entre o final da ópera e o ballet foi cheio de aplausos e gritos de "bravo", que por um tempo diminuíam, para depois voltar bem alto, de novo e de novo. Papá e eu nos dirigimos a um certo salão onde o Príncipe-Eleitor e toda a corte passavam, e se beijavam as mãos de Suas Altezas o Eleitor e a Eleitora, e de outras pessoas proeminentes, e todos foram muito gentis. Sua Graça, o Bispo de Chiemsee, mandou logo cedo os parabéns pelo incomparável sucesso de minha ópera. Quanto ao nosso retorno, ele não será imediato, e Mamã não deve desejá-lo, pois Mamã sabe como é bom ter um espaço para respirar ¹. Nós chegaremos em casa cedo o suficiente para [trecho apagado]. Mas uma justa e válida desculpa é a de que minha ópera será repetida na próxima sexta-feira e eu preciso estar presente - senão ninguém irá mais reconhecê-la - pois este é um local esquisito. Beijo a mão de Mamã mil vezes. Lembranças minhas a todos os bons amigos, homens e mulheres. Lembranças minhas a M. Andretter e diga-lhe que eu peço que ele me perdoe por não lhe ter respondido ainda, mas ainda não tive tempo, e vou responder-lhe imediatamente. Adieu! Mil beijos em Bimberl (cadelo muito estimado polos Mozart).

Quatro dias mais tarde, o 18 de janeiro, Leopold escreveu a sua mulher:

“Imagina em que situação embaraçosa se encontrou sua alteza (trata-se de Colloredo, de passagem em Munique) quando teve de escuitar todas as gabanças dos que formam parte da corte de aqui e de toda a nobreza, em volta da ópera, e quando teve que receber os parabéns que lhe eram ditos por todos com grande solenidade. Esta tão embaraçado que apenas respondia encolhendo os ombros e moneando a cabeça”.

Em Munique, Wolfgang tentou também se impor como virtuoso entrando em competência com o pianista e compositor Franz Ignaz von Beecke (Wimpfen, 28 outubro de 1733 - Wallerstein 2 de janeiro de 1803), mas não pudo prevalecer. Segundo o comentário de Christian Daniel Shubart, diretor do jornal Deutsche Berichten, contudo escreveu: “Escuitei uma ópera bufa do admirável génio de Mozart... Cá e lá anima-o s chama do génio, mas não é ainda uma chama calma do altar que se levanta para o ceio entre nuvens de incenso. Se Mozart não é uma planta de invernadouro, converter-se-á num dos mais grandes compositores de qualquer tempo”.

O Príncipe-Eleitor quis comprobar a capacidade de Wolfgang para a música sacra e lhe fez compor o motete Misericordias Domini, KV 222, que foi executado no ofertório duma missa em finais de fevereiro com a presença do próprio Maximiliano.

Acabados os compromissos em Munique, Wolfgang voltou em 7 de março de 1775 para Salzburgo, onde ficou até setembro de 1777. Dous anos haviam que os Mozart mudaram de casa, da Getreidegaβe, onde moravam de aluguer do senhor Haguenauer, para outra mais ampla e cômoda no número oito de Hannibalplatz, fora da cidade velha.

Obras que ele compôs em 1775
 
KV 196 Ópera bufa "La finta giardiniera" em Ré maior com libreto de Giuseppe Petroselli (1727-1799), quem tinha escrito o libreto para “O barbeiro de Sevilha” [Il barbiere di Siviglia, ovvero La precauzione inutile (26.9.1782 São Petersburgo)] de Giovanni Paisiello(Tàrent, 9 de maio de 1740 - Nápoles, 5 de junho de 1816) estreada no Alvatortheater de Munique em 13 de janeiro de 1775.

KV 196a Kyrie (incompleto) em Sol maior estreado, ao que parece, em Munique em 16 Janeiro de 1775.

KV 196e Abertura de “"La finta giardiniera" (Sinfonia n º 51) em tonalidade Ré maior. Estreada em Salzburgo.

KV 196f Divertimento em Si bemol maior

KV 204/213a Sonata em Ré maior escrita em 5 de agosto de 1775 para umas cerimônias na Universidade de Salzburgo (é uma obra muito semelhante à n.º 4 (KV 203) que foi composta no verão anterior em Salzburgo. A serenata consta de sete movimentos (Allegro assai, 4/4; Andante moderato em Lá maior 3/4; Allegro em Lá maior 2/2; Menuetto e Trio ¾; Andante em Sol maior 2/4 e Andantino Grazioso 2/4 para acabar em Allegro 3/8 e escrita para dous oboés dobrando as flautas, duas trompas, duas trompetas e cordas.

KV 207 Concerto para violino e orquestra n.1 Si bemol maior escrita, provavelmente quando Mozart tinha dezasete anos para cumprir com o encargo do violinista Antonio Brunetti, mas estreado em Salzburgo em 14 de abril de 1775. Dedicado a Franz Xaber Kolb?
O rondó KV 269 tem-se convertido numa peça de concerto independente
A obra, tal como se interpreta na atualidade consta dos seguintes movimentos: Allegro Moderato, Adagio e Presto.

KV 208 Il re pastore, ópera em Dó maior em dous atos com o libreto italiano de Pietro Metastasio. Foi estreada em 23 de abril de 1775 no Palácio do Arcebispo de Salzburgo e adicada ao Arquiduque Maximilian Franz da Áustria, o filho mais novo da imperatriz Maria Teresa de Salzburgo.

KV 209 Ária "Si mostra la sorte" para tenor e orquestra em tonalidade de Ré maior. Foi estreada em 19 de maio de 1775 em Salzburgo.

KV 209a Ária "Un dente guasto e gelato" para baixo e orquestra (só se conserva um fragmento) em Ré maior estreada em Salzburgo.

KV 210 Aria para tenor Con ossequio, con rispetto em Dó maior estreada em Maio de 1775.

KV 211 Concerto para violino e orquestra n.2 Ré maior em três movimentos, Allegro moderato, Andante e Rondó-Allegro. Foi estreado em 14 de junho de 1775 em Salzburgo.

KV 212 Sonata de Igreja n.6 para dois violinos e baixo contínuo em Si bemol maior estreada em julho em Salzburgo

KV 213 Divertimento n.º 8 para sopros em Fá maior, julho de 1775, Salzburgo.

KV 214 Marcha para orquestra em Ré maior.

KV 215 Marcha para sopros e cordas Ré maior estreada em agosto de 1775 em Salzburgo.

KV 216 Concerto para violino e orquestra n.3 "Strassburg" em Sol maior estreado em 12 de setembro de 1775 em Salzburgo. Consta de três movimentos: Allegro, Adagio e Rondó.
O terceiro movimento, rondó allegro começa com um tema da orquestra que dá nome ao concerto,Straβburg". Após um breve e solitário passagem interpretado polos oboés, o violino começa uma melodia diferente modulada em Ré maior para passando por um harpejo descendente cuja melodia leva para o Sol maior das cordas que outra vez se repete.

KV 217 Aria para soprano e orquestra em Sol maior Voi avete un cor fedele adicada a Catarina Ristorini e estreada em 26 de outubro de 1775 em Salzburgo.

KV 218 Concerto para violino e orquestra nº 4 em tonalidade de Ré maior estreado em Outubro de 1775 em Salzburgo. Consta dos seguintes movimentos: Allegro-forma sonata, Andante cantabile e Rondó (Andante grazioso - Allegro ma non troppo).
A partitura preserva-se na Biblioteca da Universidade Jagellónica de Cracovia.

KV 219 20 de dezembro de 1775 Salzburgo Concerto para violino e orquestra nº 5 em Lá maior estreado para a temporada de festas desse ano em Salzburgo e composto entre abril e o 20 de dezembro de 1775.
Considerado por todos os críticos o melhor concerto composto por Mozart para violino dentre os que escreveu na altura (KV 207, KV 211, KV 216, KV 218). Os três movimentos de que consta são: Aperto Allegro - Adagio - Allegro Aperto; Adagio e Rondó - Tempo di Minuetto.
Mozart compôs mais tarde um Adagio para violino e orquestra (KV 261) como substituto do movimento lento deste concerto.

KV 220 Missa brevis "Spatzenmesse" (misa dos gorriões) em Dó maior estreada em janeiro de 1775 ou 1776 em Salzburgo? ou Munique?
Debe o seu curioso nome a que no Sanctus, no ataque do Pleni sunt cœli et terra, os violinos interpretam uma célula rítmica com apogiatura inferior em Fá sustenido – Sol que lembra o canto dos pardais.

KV 222 Offertorium de tempore "Misericordias Domini" para SATB para cuatro vozes, pequena orquestra, baixo e órgão «Misericordias Domini» em Ré menor. Estreado em janeiro ou fevereiro de 1775? em Munique.

KV 292 Abertura de “"La finta giardinieraa"




WOLFGANG AMADEUS MOZART COMO CAVALEIRO DA ORDEM DA ESPORA DOURADA

RETRATO A ÓLEO ANÔNIMO, 1777.
Esta pintura foi-lhe enviada polo pai de Wolfgang Amadeus, Leopold ao padre Martini.








[youtube]







http://www.youtube.com/watch?v=rx1KJchm_cI&feature=autoplay&list=PLC14DD9E55D01F7ED&index=30&playnext=4







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ALMEIDA MOTA | Paixão de Jesus Cristo (ABERTURA)

Mensagem  Joanlogo em Qua Fev 23, 2011 1:44 pm

João Pedro de Almeida Mota nasceu em 1744 em Lisboa. Deveu fazer estudos musicais num coro, bem na Sé de Lisboa ou na Igreja de São Vicente por ser ambas igrejas o centro da atividade musical de Lisboa no tempo de ser ele moço.

Não se conhecem as razões de ele ter emigrado para a Galiza em 1771 (Pode ser que escolhera a Galiza por questões linguísticas).

A vida e a música deste compositor esteve sempre ligada à igreja deixando mais de duas centas obras nos arquivos das catedrais de Portugal e o Estado Espanhol.

Dentro da sua produção artística é de salientar o oratório intitulado Paixão para solistas, coro e orquestra que foi descoberto em Vila Viçosa.

João Pedro de Almeida Mota morreu em 1817.






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ALMEIDA MOTA Paixão de Jesus Cristo (1ª Parte, Ária de Pedro)

Mensagem  Joanlogo em Sex Fev 25, 2011 9:04 am

João Pedro de Almeida Mota (1744-1817?) nasceu em Lisboa e estudou na capital portuguesa. Aos dezassete anos inscreve-se na Irmandade de Santa Cecília, sendo já por essa altura cantor da Capela Real. Em Braga assume o lugar de músico da Câmara do Arcebispo Dom Gaspar e de professor no Seminário Conciliar de São Pedro. Em 1771 parte para Espanha onde trabalha como tenor na Catedral de Santiago de Compostela e na Catedral de Mondoñedo, como substituto de Mestre de Capela na Catedral de Lugo e como Mestre de Capela na Catedral de Astorga, em 1783. Foi ainda professor de rudimentos de música do Real Colégio de los Niños Cantores, em Madrid, para o qual elaborou uma colectânea de solfejos, e compositor, a partir de 1803, da Capela Real desta cidade, onde veio a falecer. É autor de mais de duzentas obras, de que se destacam os seus dezasseis quartetos d'arco, conjunto ímpar no contexto ibérico.

tirado de ATRIUM, BASE DE DADOS DE COMPOSITORES PORTUGUESES

http://sites.google.com/site/patrimoniomusical/mota--almeida





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ALMEIDA MOTA | Paixão de Jesus Cristo (2ª Parte, Ária de José de Arimateia)

Mensagem  Joanlogo em Sab Fev 26, 2011 1:25 pm


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ALMEIDA MOTA | Paixão de Jesus Cristo (1ª Parte, Ária de João)

Mensagem  Joanlogo em Dom Fev 27, 2011 9:15 am



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ALMEIDA MOTA | Paixão de Jesus Cristo (2ª Parte, Ária de José)

Mensagem  Joanlogo em Seg Fev 28, 2011 2:42 pm



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ALMEIDA MOTA | Paixão de Jesus Cristo (2ª Parte, Ária de João)

Mensagem  Joanlogo em Qua Mar 02, 2011 1:40 pm



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Re: Só música clássica

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